Alana . . . Eu estava dormindo agarrada com o Filipe, no maior clima gostosinho, quando ouvi os nossos rádios chamando sem parar. Abri os olhos, e ele fez o mesmo, respirando fundo. Pulei da cama quando os barulhos dos fogos começaram, e em seguida os tiros estouraram no ar. O Tubarão não falou nada, eu também não, mas nenhum de nós desviou o olhar um do outro enquanto colocávamos nossas roupas e pegávamos o armamento e a munição, prendendo tudo ao corpo. Era a primeira vez que eu estaria em um confronto na linha de frente. Antes, eu era só a menina que vendia droga na biqueira. Não podia mentir e dizer que não estava nervosa. Era uma sensação diferente, mas a adrenalina me movia, me fazia ansiar por sair porta afora metendo bala na cabeça de qualquer um. Eu saí na frente, e o Tubarão

