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Estávamos acomodados na área do salão de festas quando ouvimos uma voz estridente, e percebi o corpo de Sophie se tencionar. Apertei sua mão para transmitir que ela não estava sozinha e que podia confiar em mim. Eles não a devorarão.
Agnes – Não é possível! Sophie participando das reuniões de família? Que novidade é essa, tia Emma?
Minha prima Agnes se posicionou à nossa frente e lançou um olhar de v***a a Dante, como se tivesse encontrado sua presa. Ela sempre teve o hábito de me menosprezar por causa do meu corpo.
– Olá! Tudo bem, Agnes? Ela dirigiu um olhar de superioridade a Sophie. Sorri de lado enquanto a observava; a prima, toda preenchida com silicone, exibia uma aparência que lembrava uma mulher da vida, e não consegui evitar um bufar. Os s***s dela pareciam quase prontos para escapar do vestido.
Agnes – Você vai apresentar seu amigo, prima?
– Namorado, noivo ou marido. Escolha o termo que preferir antes da palavra "amigo", devo esclarecer.
Ela fitou Sophie com desprezo, com a expressão de quem se perguntava:
"Como essa i****a conseguiu um homem assim?"
E eu refletindo sobre como ela teve a audácia de se comparar à minha Sophie.
Agnes – Me desculpe, não queria ofender.
Senti a mão de Sophie segurando a minha com firmeza, retribuí o gesto.
– É claro que não, eu entendo. Ela olhou para Sophie de cima a baixo e comentou:
Agnes – Parece que você continua a mesma, prima. Meu Deus, você ainda nem desenvolveu. Continua com os mesmos 'limões' de sempre. Como você conseguiu chamar a atenção de um homem desse nível, assim?
Quem ela pensa que é para se referir assim à minha preciosa e aos s***s que tanto me fascinam? Sophie tentou dizer algo, mas não deixei eu responderei por ela.
Sorri de canto, olhando para a v***a siliconada à minha frente. Cruzei os braços, deixando que um ar divertido tomasse conta do meu rosto.
— Bem, prima da minha mulher, eu entendo sua confusão. Nem todo mundo tem a sorte de conhecer o prazer além da aparência artificial. Deve ser difícil para você imaginar que um homem pode se apaixonar por mais do que só plástico e enchimentos.
O rosto dela se contorceu em uma careta ridícula, mas continuei, aproveitando a oportunidade. — Mas já que mencionou os s***s da minha Sophie... Ah, os meus favoritos. Delicados, perfeitos, naturais... Coisa rara hoje em dia, né? Uma pena que nem todo mundo pode dizer o mesmo.
Lancei um olhar rápido para o decote exagerado dela, arqueando uma sobrancelha. Ela corou de raiva, e Sophie soltou um riso abafado ao meu lado. — E mais uma coisa, querida... Se tamanho fosse tudo, as vacas seriam as mulheres mais desejadas do mundo.
Pisquei para ela e puxei Sophie comigo, deixando Agnes para trás, com o ego tão murcho quanto seu cérebro.
Enquanto caminhávamos para dentro, Sophie gargalhava da minha resposta para aquela prima sem vergonha dela. Aquela mulher não vale nada.
— Se acalma, ou você vai acabar passando m*l de tanto rir, amor. Resmungou, ainda me sentindo irritado. Passei o braço pelos ombros dela. — Quem ela pensa que é para falar deles? Apontei com o dedo, admirando descaradamente a parte do corpo da minha mulher que estava em questão. — Sempre os achei perfeitos, lindos. Proporcionalmente harmônicos.
Sophie ficou vermelha na hora. Sei que se lembrou da primeira vez em que falei isso para ela.
— Dante! Reclamou, tentando me censurar, mas sem muita firmeza.
Sorri descaradamente.
— O quê, amor? Devo esconder meu fascínio por eles? Ela levou as mãos às bochechas, sem graça, e eu aproveitei para provocar mais um pouco. — Querida, não podia deixar que ela ofendesse meus preciosos.
Recebi um tapa de leve no braço, e Sophie saiu, toda sem jeito. Não resisti e fui atrás dela.
— Não seja pervertido! Ralhou, tentando parecer brava.
Sorri.
— Vou pegar os presentes. E se esse jantar não sair logo, nós vamos embora.
Ela balançou a cabeça em concordância. Dei um selinho rápido nos lábios dela e saí da casa.
Mas, antes de sair completamente, ouvi cochichos suspeitos. Me aproximei discretamente e vi Emma e a sobrinha siliconada conspirando.
Emma — Não seja i****a! Ela sibilou, impaciente. — Aja com prudência, ou não conseguirá aquele homem!
Ah, então era sobre mim. Interessante. Cruzei os braços e continuei ouvindo.
Agnes — Eu não sou a Bianca, tia! Ela respondeu, convencida. — Vou ganhar aquele homem da Sophie.
Ri internamente. Essa daí está sonhando alto demais.
Emma — Isso! Emma incentivou. — Minha filha é i****a demais para ficar com um homem daqueles. Quando você o tiver, tomaremos a empresa.
Agora sim ficou melhor. Então é esse o plano? Quanta audácia.
Aproximei-me a passos largos, fingindo não tê-las ouvido.
— Desculpem se atrapalhei a conversa. Estou indo pegar os presentes.
A cobra mãe rapidamente mudou a expressão e tentou disfarçar.
Emma — Não, querido. Eu estava justamente dizendo para Agnes que ela deveria ir pedir desculpas à Sophie. Afinal, hoje é um dia especial.
Olhei para as duas e segurei a vontade de rir. Quero ver até onde elas têm coragem de ir com essa encenação patética.
A siliconada fez sua melhor cara de arrependida.
Agnes — Desculpa, não deveria ter falado da Sophie daquela maneira.
Levei as mãos aos bolsos e encarei-a com tédio.
— É, não deveria mesmo. E você não deve desculpas a mim, mas sim para a Minha Mulher! Enfatizei.
E sem esperar resposta, me virei e fui até o carro.
Quando voltei, elas já não estavam mais. Porém, assim que entrei na casa, vi o exato momento em que Bianca fingiu tropeçar e esbarrou em Sophie, derramando um copo de vinho nela.
Filha da mãe!
Antes que eu pudesse chegar até Sophie, o primo dela, o tal do Jorge, se colocou na minha frente. Rolei os olhos, já perdendo a paciência. Será que esse cara não se cansa?
— Não estou disposto a tolerar a sua presença hoje. Então, saia da minha frente, seu i****a!
Ele avançou um passo, tentando me intimidar. Ri.
Jorge — Quero que você se afaste da Sophie, ela é minha. A tia Emma entregou a mão dela para mim.
Nessa hora, eu sabia que tinha que dar uma resposta. Cruzei os braços, olhando para ele como se estivesse diante de um completo i*****l. O que, no caso, eu realmente estava.
— Sua? Soltei uma risada baixa, balançando a cabeça. — Você realmente acredita nessa baboseira que essa bruxa velha te contou? Me diz, Jorge, você assinou um contrato? Pagou um dote? Ou só caiu no papo furado dela e achou que poderia me dar ordens?
Ele cerrou os punhos, mas eu nem me mexi. Se tem uma coisa que eu não faço, é me sentir ameaçado por um moleque mimado. — A Sophie não te pertence, e nunca pertenceu. E, sinceramente, se tem uma coisa que ela merece, é um homem de verdade ao lado dela. Não um babaca que precisa da permissão da mamãe para tentar conquistar uma mulher.
Ele ficou vermelho, não sei se de raiva ou vergonha, dei um tapinha em seu ombro, fingindo simpatia. — Agora, se me dá licença, tenho algo muito mais interessante para fazer do que aturar um perdedor.
Dei dois passos e parei, voltando apenas o olhar para ele com um sorriso irônico. — Ah, antes que eu esqueça, não mande vadias para minha empresa. Não vai rolar, está tentando testar o homem errado.
Vi sua expressão se contorcer, e isso só me divertiu mais. Passei por ele sem me importar se sua dignidade ainda estava intacta ou se tinha acabado de desmoronar ali mesmo. O único nome que importava para mim era Sophie, e era para ela que eu estava indo.