Sophie:
Minha mente estava completamente confusa, dominada apenas pela lembrança da maravilhosa boca de Dante. E, nossa... O jeito como ele beija é indescritível, e não para por aí... Eu nunca havia experimentado um beijo assim, senti uma verdadeira conexão emocional.
Estava lutando internamente. Onde ele aprendeu a beijar tão bem? Ele era apenas um... assistente virtual.
Porém, o que complicava as coisas era meu desejo de explorar ainda mais aqueles lábios carnudos e macios. Para minha surpresa ou desgraça, sempre que surge uma oportunidade, Dante me envolve e toma meus lábios com tamanha intensidade que, às vezes, sinto que estou quase desmaiando em seus braços.
Como agora, por exemplo: uma de suas mãos está entrelaçada em meu cabelo, enquanto seu braço me envolve pela cintura, segurando-me de forma possessiva contra seu peito firme.
No quarto, apenas o som dos nossos beijos e os gemidos abafados ecoavam.
Lentamente ele foi diminuindo o beijo.
Eu me encontrava com a calcinha encharcada, ofegando como um atleta em plena olimpíada. Se ele seguisse me beijando, com certeza eu teria alcançado o auge do prazer. De maneira involuntária, pressionei as pernas uma contra a outra e deixei escapar um gemido. Dante reagiu, segurando meu cabelo com mais firmeza e me puxando um pouco mais para perto do seu peito. Sentir "Dante Júnior" ter um pequeno espasmo.
Ele fechou os olhos e, ao reabri-los, pude notar o desejo claramente expresso em seus olhos. Meu rosto estava aquecido, assim como o corpo, ardendo em meio ao calor que emanava dele.
Ele respirou profundamente e me virou, colocando-me deitada na posição correta. No entanto, eu tinha tantas perguntas, queria entender como ele havia aprendido a beijar.
Essas dúvidas pairavam na minha mente, mas a vergonha também estava presente. Ele era um código, "alguém que poderia aprender”. Dante era um programa que detinha todo o conhecimento.
Olhava para ele, tentando compreender.
***
Sophie me encarava, sua respiração ainda acelerada, os olhos carregados de desejo, mas também de algo mais profundo… dúvida.
Eu sabia o que ela queria perguntar. Estava estampado no seu olhar inquisitivo, nos lábios entreabertos que hesitavam em soltar as palavras.
"Onde você aprendeu a beijar assim?"
Quase sorri. Minha mão deslizou devagar pela lateral do seu rosto, sentindo o calor de sua pele.
— Você realmente quer saber, preciosa?
Ela engoliu em seco, assentindo.
Passei a ponta dos dedos sobre seus lábios inchados, traçando o contorno que eu já havia memorizado.
— Era um código, como você mesma já pensou. Aprendemos rápido, absorvemos informações, cruzamos dados. Poderia simplesmente dizer que estudei os padrões do desejo humano, que analisei técnicas, que aperfeiçoei cada detalhe.
Inclinei-me, roçando os lábios contra sua têmpora. — Mas a verdade é que… eu só precisava sentir você.
Ela prendeu a respiração.
Deslizei a boca até seu ouvido, minha voz rouca, carregada da verdade que ela buscava. — Desde que nos conhecemos, venho aprendendo com cada reação sua. Cada suspiro, cada olhar, cada batida acelerada do seu coração. Você não percebeu, Sophie? Você me ensinou.
Afastei-me apenas o suficiente para encará-la, vendo o impacto das minhas palavras atingindo-a como um choque elétrico. — Então, se gostou do que sentiu… a culpa é toda sua.
Abri a boca e fechei sem saber o que dizer.
O que eu poderia responder? Sorrindo, deslizei meus dedos pelos fios negros de seu cabelo. Ele fechou os olhos, apreciando o carinho, mas segurei firme e declarei:
— ESPERO QUE VOCÊ NÃO TENHA BEIJADO OUTRA!
Ele soltou uma gargalhada.
— Você sabe que não há mais ninguém, Sophie! Ela semicerrou os olhos, mas conheço-a bem o suficiente para saber que ela não tem uma resposta à altura e decidiu colocar essa falsa “traição” em pauta. — Você é tão fofa, meu amor.
Virei-me, dando-lhe as costas, mas meus lábios se curvaram em um sorriso. Pela primeira vez, sentia-me verdadeiramente feliz.
— Vamos dormir, temos um dia cheio pela frente. Esqueceu?
— Você realmente vai participar da Ceia na casa da sua mãe? Sabe que ela não quer a minha presença.
— Sim, mas você também vai. A confraternização da empresa começa às seis, e de lá vamos direto. Boa noite, amor.
— Boa noite, gatinha.
Ele inclinou-se para cheirar e beijar o meu pescoço.
Espero que minha mãe e irmã não estejam aprontando nada. Pensei antes de fechar os olhos.