a partida

441 Words
Douglas permaneceu em silêncio, observando Agatha. Então, com a voz firme, mas curiosa, perguntou: — O que você quer que eu faça por você? Agatha desviou o olhar, olhando para o chão, a voz baixa: — Você… quer dormir comigo? Douglas franziu a testa, surpreso: — O que você falou? — Eu… sou limpa e nunca fiz isso antes. Eu sou virgem. Eu só preciso de dinheiro para cuidar da minha mãe, senhor. — Ela levantou os olhos, e Douglas viu sinceridade e desespero em seu olhar. Ele ponderou por um instante, pensando na possibilidade: aceitar e correr o risco de que ela depois pudesse querer mais dinheiro. Mas a expressão dela era pura, honesta. — Não, senhor. Eu juro. — Ela respondeu rapidamente. Douglas respirou fundo, então abriu a gaveta do móvel próximo, pegou um talão de cheques e escreveu um cheque de cinquenta mil. Entregou a ela com firmeza: — Tudo bem, vou dar uma conta para você. Com isso, você ficará tranquila por um tempo, sem se colocar em risco. — Senhor… isso é muito… — Agatha começou, a surpresa evidente. — Não é. Com essa conta você terá o suficiente. — Ele disse com segurança. Ela pegou o cheque, ainda sem acreditar. — Obrigada, senhor. — Sua voz tremia, mas havia alívio. Um silêncio pairou no quarto. Douglas observava cada gesto dela, cada expressão. Lentamente, aproximou-se e perguntou: — Quantos anos você tem? — 23, senhor. — Ela respondeu baixinho. Douglas sorriu levemente. Então, num impulso, beijou-a suavemente. Agatha correspondeu, ainda tímida, mas o beijo rapidamente se intensificou, profundo e cheio de desejo contido. Naquela noite, a vulnerabilidade e a atração se misturaram, criando um momento que nenhum dos dois esqueceria. Na manhã seguinte, Agatha acordou primeiro. O quarto ainda estava silencioso, Douglas dormindo profundamente ao lado. Ela respirou fundo, pegou a bolsa, o celular e o cheque, e escreveu uma carta rápida: "Obrigada, senhor, pela generosidade. Eu me chamo Agatha. O senhor me ajudou muito com o cheque e, a noite… bom, desculpe se eu estava meio travada, era minha primeira vez. Mas o senhor foi bom comigo, e eu também agradeço por isso." Ela saiu da mansão antes que Douglas acordasse. Quando ele abriu os olhos algumas horas depois, percebeu que ela não estava na cama. No colchão, uma pequena mancha de sangue confirmou algo que ele já suspeitava: ela realmente era virgem. Ele pegou o bilhete dela e leu, seus olhos absorvendo cada palavra. Douglas sorriu sozinho, lembrando do jeito dela, da timidez, da forma como se entregou àquela noite. Algo nele despertou: "Eu preciso descobrir onde ela mora." — murmurou para si mesmo.
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