Alguns dias depois, Agatha estava novamente em um plantão no hospital.
Era uma tarde movimentada. O corredor estava cheio de pacientes, médicos passando apressados e enfermeiros indo de um lado para o outro.
Agatha estava concentrada organizando alguns medicamentos quando uma enfermeira mais experiente falou:
— Agatha, pode verificar os sinais daquele paciente no leito 12?
— Claro — respondeu ela imediatamente.
Ela caminhou até o leito, conversou com o paciente com calma, mediu pressão, verificou os aparelhos e anotou tudo com atenção.
Enquanto isso, na recepção do hospital, Douglas havia acabado de chegar.
Ele não tinha avisado que viria.
Queria apenas vê-la trabalhando.
— Boa tarde — disse ele para a recepcionista. — Estou procurando Agatha.
— A estagiária de enfermagem?
— Sim.
A recepcionista apontou para o corredor.
— Ela está naquele setor ali.
Douglas caminhou pelo corredor do hospital até parar perto da porta.
E então ele a viu.
Agatha estava trabalhando.
Ela conversava com um paciente idoso com tanta paciência que parecia esquecer completamente o cansaço.
— Está sentindo dor agora? — perguntou ela com voz suave.
— Um pouco… — respondeu o senhor.
— Vou chamar a enfermeira para ajustar sua medicação, tudo bem?
O paciente assentiu.
Douglas ficou parado observando tudo.
Ela parecia diferente ali.
Mais segura.
Mais confiante.
Mais forte.
Uma enfermeira passou por ele e perguntou:
— O senhor precisa de ajuda?
Douglas sorriu.
— Não… só estou esperando alguém.
Naquele momento, Agatha terminou de anotar algumas coisas na prancheta e levantou os olhos.
E então viu Douglas parado no corredor.
Ela ficou surpresa.
— Douglas?
Ele abriu um sorriso.
Agatha caminhou até ele rapidamente.
— O que você está fazendo aqui?
— Vim ver minha enfermeira favorita trabalhando.
Ela riu, um pouco envergonhada.
— Você não precisava vir até aqui.
Douglas olhou ao redor.
— Eu queria ver com meus próprios olhos.
Ele falou com orgulho:
— E agora eu tenho certeza de uma coisa.
— O quê?
Douglas respondeu:
— Você nasceu para isso.
Agatha sentiu o coração aquecer.
— Foi um plantão bem corrido hoje.
— Eu percebi.
Ele olhou para ela com carinho.
— Mas você estava incrível.
Agatha sorriu.
— Obrigada por vir.
Douglas se aproximou um pouco mais e disse em voz baixa:
— Eu só queria lembrar você de uma coisa.
— O quê?
— Que estou muito orgulhoso de você.
Os olhos de Agatha brilharam.
Naquele momento, mesmo no meio da correria do hospital…
ela sentiu que todo o esforço estava valendo a pena.