Alguns dias depois, Douglas convidou Agatha para acompanhá-lo a um evento importante.
Era um jantar elegante organizado por empresários da cidade. Algo comum no mundo dele.
Agatha estava nervosa.
Ela nunca tinha ido a um lugar assim.
No quarto da mansão, ela olhava seu reflexo no espelho. Usava um vestido elegante que Douglas havia comprado para ela, simples, mas muito bonito.
Douglas apareceu na porta e ficou alguns segundos olhando para ela.
— Você está linda.
Agatha sorriu timidamente.
— Eu estou nervosa.
Ele se aproximou e segurou suas mãos.
— Não precisa ficar. Apenas fique ao meu lado.
Ela assentiu.
— Tudo bem.
Mais tarde, quando chegaram ao grande salão do evento, Agatha ficou impressionada. Pessoas bem vestidas, conversas sofisticadas, música suave e luzes elegantes.
Douglas mantinha a mão na cintura dela enquanto caminhavam.
Mas nem todos os olhares eram gentis.
Algumas mulheres da alta sociedade começaram a observá-la discretamente.
Entre elas estava Verônica Almeida, uma empresária conhecida por seu orgulho e arrogância.
Ela se aproximou com um sorriso falso.
— Douglas… quanto tempo.
Douglas cumprimentou com educação.
— Verônica.
Os olhos dela então se voltaram para Agatha, analisando cada detalhe.
— E quem é essa?
Douglas respondeu calmamente:
— Esta é Agatha.
Verônica arqueou uma sobrancelha.
— Sua… namorada?
— Sim.
O sorriso dela ficou um pouco mais forçado.
Ela olhou novamente para Agatha.
— Interessante.
Agatha permaneceu educada.
— Prazer em conhecê-la.
Verônica respondeu friamente:
— De onde você é, querida?
Agatha respondeu com sinceridade.
— Eu moro aqui na cidade.
Verônica deu uma leve risada.
— Não quis dizer isso… quis dizer de qual família.
Agatha ficou um pouco sem saber o que responder.
— Eu… não venho de uma família conhecida.
Verônica cruzou os braços.
— Ah… entendi.
Ela olhou para Douglas e disse em tom irônico:
— Você sempre surpreendendo, Douglas.
Agatha sentiu o clima pesado.
Mas antes que Verônica continuasse, Douglas falou firme:
— Existe algum problema com isso?
Verônica deu de ombros.
— Claro que não… apenas achei curioso.
Douglas então colocou o braço ao redor da cintura de Agatha e respondeu com calma, mas com autoridade:
— Agatha é a mulher que eu escolhi. E isso é tudo que importa.
O salão ficou em silêncio por um momento.
Verônica percebeu que tinha ido longe demais.
— Claro… — disse ela rapidamente. — Foi um prazer.
Ela se afastou.
Agatha olhou para Douglas, um pouco constrangida.
— Desculpa…
Ele franziu a testa.
— Desculpa pelo quê?
— Por causar esse tipo de situação.
Douglas segurou o rosto dela com delicadeza.
— Escuta bem uma coisa, Agatha.
Ela levantou os olhos para ele.
— Nunca tenha vergonha de quem você é. Você é muito melhor do que muita gente que está aqui.
Agatha sentiu o coração aquecer.
Douglas então sorriu levemente.
— E se alguém tiver problema com isso… vai ter que lidar comigo.
Pela primeira vez naquela noite, Agatha relaxou.
Porque sabia que Douglas sempre estaria ao lado dela.