Olhares de Julgamento

497 Words
Alguns dias depois, Douglas convidou Agatha para acompanhá-lo a um evento importante. Era um jantar elegante organizado por empresários da cidade. Algo comum no mundo dele. Agatha estava nervosa. Ela nunca tinha ido a um lugar assim. No quarto da mansão, ela olhava seu reflexo no espelho. Usava um vestido elegante que Douglas havia comprado para ela, simples, mas muito bonito. Douglas apareceu na porta e ficou alguns segundos olhando para ela. — Você está linda. Agatha sorriu timidamente. — Eu estou nervosa. Ele se aproximou e segurou suas mãos. — Não precisa ficar. Apenas fique ao meu lado. Ela assentiu. — Tudo bem. Mais tarde, quando chegaram ao grande salão do evento, Agatha ficou impressionada. Pessoas bem vestidas, conversas sofisticadas, música suave e luzes elegantes. Douglas mantinha a mão na cintura dela enquanto caminhavam. Mas nem todos os olhares eram gentis. Algumas mulheres da alta sociedade começaram a observá-la discretamente. Entre elas estava Verônica Almeida, uma empresária conhecida por seu orgulho e arrogância. Ela se aproximou com um sorriso falso. — Douglas… quanto tempo. Douglas cumprimentou com educação. — Verônica. Os olhos dela então se voltaram para Agatha, analisando cada detalhe. — E quem é essa? Douglas respondeu calmamente: — Esta é Agatha. Verônica arqueou uma sobrancelha. — Sua… namorada? — Sim. O sorriso dela ficou um pouco mais forçado. Ela olhou novamente para Agatha. — Interessante. Agatha permaneceu educada. — Prazer em conhecê-la. Verônica respondeu friamente: — De onde você é, querida? Agatha respondeu com sinceridade. — Eu moro aqui na cidade. Verônica deu uma leve risada. — Não quis dizer isso… quis dizer de qual família. Agatha ficou um pouco sem saber o que responder. — Eu… não venho de uma família conhecida. Verônica cruzou os braços. — Ah… entendi. Ela olhou para Douglas e disse em tom irônico: — Você sempre surpreendendo, Douglas. Agatha sentiu o clima pesado. Mas antes que Verônica continuasse, Douglas falou firme: — Existe algum problema com isso? Verônica deu de ombros. — Claro que não… apenas achei curioso. Douglas então colocou o braço ao redor da cintura de Agatha e respondeu com calma, mas com autoridade: — Agatha é a mulher que eu escolhi. E isso é tudo que importa. O salão ficou em silêncio por um momento. Verônica percebeu que tinha ido longe demais. — Claro… — disse ela rapidamente. — Foi um prazer. Ela se afastou. Agatha olhou para Douglas, um pouco constrangida. — Desculpa… Ele franziu a testa. — Desculpa pelo quê? — Por causar esse tipo de situação. Douglas segurou o rosto dela com delicadeza. — Escuta bem uma coisa, Agatha. Ela levantou os olhos para ele. — Nunca tenha vergonha de quem você é. Você é muito melhor do que muita gente que está aqui. Agatha sentiu o coração aquecer. Douglas então sorriu levemente. — E se alguém tiver problema com isso… vai ter que lidar comigo. Pela primeira vez naquela noite, Agatha relaxou. Porque sabia que Douglas sempre estaria ao lado dela.
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