manha de um novo começo

710 Words
A mansão estava silenciosa naquela noite. Depois de ajudar Rute a se acomodar no novo quarto e garantir que ela estivesse confortável, Agatha finalmente foi para o seu quarto. O quarto era lindo. Havia uma grande cama, cortinas claras, uma varanda com vista para o jardim e uma iluminação suave que deixava o ambiente acolhedor. Mesmo assim, ela ainda estava tentando se acostumar com tudo aquilo. Agatha estava olhando pela janela quando ouviu uma batida leve na porta. Ela caminhou até lá e abriu. Era Douglas. Ele estava com uma expressão calma, vestindo roupas mais confortáveis, mas ainda com aquela presença forte que sempre fazia o coração dela acelerar. — Como você está? — perguntou ele com voz suave. Agatha sorriu. — Estou bem… só estou me acostumando ainda. Douglas olhou o quarto por um momento e depois voltou a olhar para ela. — Eu preparei esse quarto para você se sentir confortável quando quiser um pouco mais de privacidade. Ela assentiu. Então ele continuou: — Mas… eu quero que você durma comigo. Agatha sorriu, um pouco tímida. Ela se aproximou e passou os braços ao redor do pescoço dele. — Vai ser um prazer. Douglas sorriu de volta, divertido. — O prazer… é o que vamos fazer agora. Agatha riu baixinho, corando um pouco com o jeito direto dele. Douglas segurou a mão dela com carinho. — Vem… vamos para o nosso quarto. Agatha apagou a luz do quarto dela, fechou a porta e caminhou pelo corredor ao lado de Douglas. Quando entraram no quarto dele, o ambiente estava iluminado apenas pela luz suave dos abajures. A atmosfera era calma, íntima e cheia de carinho. Douglas se aproximou dela e segurou seu rosto com delicadeza. — Você faz essa casa parecer um lar — disse ele. Agatha olhou nos olhos dele e sorriu. Então ele a puxou para um beijo lento e cheio de afeto. Naquela noite, não havia pressa. Apenas dois corações que estavam cada vez mais conectados. E pela primeira vez, Agatha dormiu nos braços do homem que estava mudando completamente sua vida. Manhã de A luz suave do amanhecer começava a entrar pelas grandes janelas do quarto de Douglas. Agatha ainda dormia, aconchegada nos braços dele. O rosto tranquilo, os cabelos escuros espalhados sobre o travesseiro. Douglas já estava acordado. Ele a observava em silêncio. Era estranho para ele… mas ao mesmo tempo bom. Durante anos aquela cama sempre foi vazia ou ocupada por relações passageiras. Nunca havia existido aquela sensação de paz. Mas agora existia. Ele passou a mão com cuidado pelos cabelos dela para não acordá-la. Agatha se mexeu um pouco e abriu os olhos devagar. Quando percebeu que Douglas estava olhando para ela, sorriu. — Bom dia… — disse com a voz ainda sonolenta. Douglas sorriu de volta. — Bom dia, garotinha. Ela riu baixinho. — Você gosta de me chamar assim, né? — Muito. Agatha se aproximou um pouco mais dele. — Dormi muito bem. Douglas beijou levemente a testa dela. — Eu também. Por alguns segundos eles ficaram apenas ali, abraçados, aproveitando o momento. Então Agatha pareceu lembrar de algo e levantou um pouco o rosto. — Minha mãe… eu preciso ver como ela está. Douglas assentiu imediatamente. — Claro. O médico deve chegar ainda hoje para examiná-la. Agatha olhou para ele surpresa. — Você já chamou um médico? Douglas sorriu. — Eu disse que ia cuidar de vocês duas. Os olhos dela se encheram de emoção. — Você faz muito por nós… Douglas segurou o rosto dela com carinho. — Eu faço porque quero, Agatha. Ela o abraçou forte. Depois de alguns minutos, eles se levantaram e se arrumaram. Quando desceram para o café da manhã, encontraram Rute sentada à mesa da varanda, olhando para o jardim enorme da mansão. Ela parecia encantada. Quando viu os dois chegando juntos, sorriu. — Bom dia, pombinhos. Agatha ficou vermelha imediatamente. Douglas apenas riu. — Bom dia, senhora Rute. Rute olhou ao redor do jardim outra vez. — Eu ainda não acredito que estou morando aqui. Agatha se sentou ao lado da mãe e segurou sua mão. Douglas observava as duas com um olhar tranquilo. Porque, naquele momento, aquela casa que antes era apenas uma mansão silenciosa… finalmente parecia um lar de verdade.
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