Por um instante, o ar pareceu rarefeito. Elisa o encarou, as sobrancelhas arqueadas. — Da Karla o senhor não lembrava, mas da Karen lembra até o nome, é isso? Ele soltou um riso contido, quase divertido. — Difícil reconhecer alguém coberta de argila verde, convenhamos. — o tom era provocador, com um lampejo de ironia no canto da boca. — E a Karen… bom, ela é difícil de esquecer. Bonita, educada, gentil… O sorriso que Elisa tinha no rosto sumiu por completo. O olhar dela se endureceu, e o maxilar travou antes que respondesse: — Ah, claro. A irmã que o senhor queria casar no meu lugar, já que eu era “medonha”. Dante rolou os olhos, como quem se rendia ao próprio passado. — E era mesmo. — provocou, a voz baixa, quase um murmúrio de desafio. — Bem diferente de hoje. Elisa respirou fun

