Capítulo 45

2025 Words

Ela bebeu um gole, fez uma careta suave e pousou a xícara de volta. — Ainda está quente demais. — Então espera. — Dante levantou, ajeitando o travesseiro. — Você precisa descansar, Elisa. Ele caminhou até o criado-mudo, pegou o frasco do calmante e deixou um comprimido ao lado do chá. — É leve. — explicou. — O doutor Álvaro disse que vai te ajudar a dormir sem te deixar grogue amanhã. — Ele te atendeu agora? — Uhum. — Você contou o que aconteceu? Ele hesitou. — Contei o essencial. Que você teve um gatilho por causa do seu pai. Ela desviou o olhar, envergonhada. — Eu… não queria que ninguém soubesse. — Ninguém vai saber além dele. — A voz dele veio firme. — E de mim. Um silêncio. Lá fora, o som distante dos grilos. Elisa respirou fundo, apoiando o rosto entre as mãos. — Eu n

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