Dante pousou a mão nas costas dela, conduzindo-a pelo corredor silencioso até o quarto dele. O som dos passos ecoava suave no piso frio, e o coração de Elisa parecia acompanhar aquele compasso apressado, irregular. Quando ele abriu a porta, o quarto se revelou em penumbra: o mesmo ambiente que ela evitava. O mesmo que ainda carregava, para ela, um peso que o tempo não tinha conseguido dissolver. Ela hesitou na soleira. Um arrepio subiu-lhe pela nuca, os dedos ainda presos na maçaneta. Era estranho estar ali. Estranho demais. Dante entrou primeiro, acendendo o abajur da mesa de cabeceira. A luz amarelada delineou os móveis, o lençol de linho, o blazer jogado sobre a poltrona. Ele começou a tirar a camisa, os movimentos lentos, como quem voltava para casa depois de uma batalha longa dem

