Sol Narrando A esteira rodava devagar, e minha mala parecia ter sido a última a sair. Fiquei ali parada, braços cruzados, óculos escuros no rosto mesmo dentro do aeroporto. Não era nem por charme, era só pra esconder o cansaço, a angústia… tudo. Quando a mala finalmente apareceu, puxei com uma mão só, joguei a alça no ombro e segui andando no automático, sem nem olhar pros lados. Meus passos ecoavam no chão frio daquele saguão, enquanto todo mundo ao redor vivia sua própria pressa. Gente indo, vindo, reencontrando, chorando, rindo… e eu ali, no meio daquele turbilhão, sentindo como se estivesse andando de costas no tempo. Mandei a mensagem pra minha mãe logo que pisei aqui. Só pra ela ficar tranquila. Nem esperei resposta. Eu sabia que ela ia me esperar. E eu também sabia que a cena qu

