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DONA ROSA NARRANDO Na porta de casa, fiquei com a chave um tempinho na mão, criando coragem de falar o que minha vontade já tinha decidido. — Quer… entrar um pouquinho? — saiu num fio, mas saiu. Márcio sorriu daquele jeito sem pressa. — Se a Rosa tá convidando, eu entro. Abri o portão, ele esperou eu passar primeiro, educado que só. A sala simples me recebeu com cheiro de casa limpa e o restinho do perfume que passei antes de sair. Liguei a luz da sala e a do abajur da mesa, que acho aconchegante. Ele ficou de pé, meio sem saber onde botar a mão. — Senta, homem. — apontei pro sofá. — Quer um café? Um chá? Tenho bolo que a Cida mandou. — Se tiver café, eu não recuso nunca. — ele riu. Fui pra cozinha, botei água pra ferver, moí um pouquinho do pó numa latinha que guardo “pro especial

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