Capítulo 8 - Aquecendo

1115 Words
Relaxei o corpo no chão, sentindo as ondas violentas de contrações abaixo dos meus s***s. Cem abdominais era o meu limite. Senti minha pele totalmente molhada e pegajosa, das séries de exercícios realizadas desde que cheguei na academia. Os outros continuavam à todo vapor ao meu redor, enquanto eu recuperava o fôlego. Dylan derrubava David no ringue, Lilian se alongava no tapete de ginástica à minha frente e Buck exercitava os dedos digitando no teclado de seu Notebook. Não tinha notícias de Tobias, desde que Victor havia pedido para nos retirarmos da reunião, depois de discutir por duas horas e não chegarmos a lugar algum. Ele achou que uma conversa em particular com o líder da equipe seria mais eficiente. Eu pouco me importei, do contrário de Dylan, que descontava toda a sua frustração no pobre David, que reclamava feito criança. — Cheguei! – a loira desfila com os pés descalços ao lado dos garotos que se enforcavam como se a vida deles dependesse disso. Buck se remexe ansioso ou nervoso, quando a Kirby para em sua frente. — Eu soube que o bebê choram não quis vir! — Oi, pra você também – ela sorriu provocativa e ele apenas coça a nuca, sem jeito. — Flerta com ele depois? Quero brincar um pouco, estou entediada... – resmunguei, me levantando, sentindo todos os meus músculos reclamarem. A mulher assentiu, chegando perto de mim, fizemos um toque rápido de mãos, e então nos posicionamos, num grande tapete ao lado de onde Dylan e David se matavam. — Você parece tensa – começamos a "dançar". — Você soube? – ela confirma acenando que sim. — Fui convocada para auxiliar na busca, Steve ficará responsável pelo o ataque, e... — Ataque? – a corto. — De acordo com a reunião de Victor e Tobias, terá duas equipes. Uma ficará responsável por localizar e recuperar a Helena – trocamos alguns golpes. —, e a outra irá atrás de mais informações, mas acredito que Victor está mais interessado em recuperar o negócio de drogas no México. O sequestro será uma boa desculpa para atacar à eles. — Ele quer estender a fronteira enquanto uma mulher grávida está sendo refém? — É, entre outros interesses confidenciais que o conselho exige dele, o que posso dizer é que Victor com certeza irá tirar proveito disso. Por isso também é um ataque. – Meu corpo se choca ao chão após uma rasteira. Ela aproveita para me dar uma chave de braço. — Vai tornar tudo mais complicado, como se já não estivesse o suficiente... – rugi, girando meu corpo e me soltando rapidamente. Tento manter Kirby no chão, mas é vão, logo voltamos a trocar golpes. — É, os homens não pensam direito em situações como essas, onde uma missão envolve dinheiro e poder. – Consigo a derrubar, sufoco seu pescoço a enforcando com os braços. Ela levanta os braços em rendição e se vira para mim. Um estalo me vem à mente. — Você não acha que Victor seria capaz de usar a Helena contra as duas facções, acha? – ela pisca atordoada. Permanecemos sentadas. — Steve talvez dê essa ideia, mas muito difícil de Victor ceder à algo tão baixo como isso. Ele não faria m*l à ela e nem ao bebê, ambos os lados sabem disso, logo não daria certo. Kirby é irmã mais nova de Steve e Victor. Victor é o mais velho, e por isso ele era o líder, enquanto que Steve era o chefe do esquadrão de Victor. — Tem razão, mas só o fato de isso ser possível de acontecer, não com Victor, mas com qualquer outra Gangue, ou sei lá. As notícias voam, e a situação de Helena só complica ainda mais. Mantê-la em segurança deveria ser o essencial da missão, sem necessidade de pôr outro assunto no meio. – Retruco. Helena e eu nos conhecemos quando vim ficar um tempo aqui na mansão de Victor, fui convidada para fazer um curso com Carol, e acabei me envolvendo demais com os negócios ilegais dos irmãos. Helena me ensinou a viver no meio disso, me ensinou principalmente a me manter segura, além de me passar seus conhecimentos em informática. Foi assim que aprendi a Hackear. E por isso, não me conformo de ver uma amiga tão íntima em perigo por causa da ambição doentia desses homens. Todos já estavam parando com seus exercícios, até Dylan e David haviam cessado. — Estão usando imagens de satélite para terem uma ideia de onde devemos ir. – Ela diz e se levanta, e oferece a mão, me ajudando a me erguer também. — Se encontrarmos informantes, esse processo seria mais rápido – ela sorriu. —, e interessante. — Concordo. — Vocês duas juntas me dão medo... – Buck se aproxima. — A casa da Dom'na? – ela questiona-me com um sorriso divertido. — A casa da Dom'na. – Confirmo, soltando meus cabelos e lhe dou uma piscadela sensual. — O que é a casa da Dom'na? – David chega mais perto, para chamar nossa atenção. — Simplesmente o lugar mais impestado de diferentes tipos de pessoas, americanos, russos, j*******s, até mexicanos também, políticos, mafiosos, investidores, enfim, é o lugar perfeito para se conseguir informações! – Kirby explica, se alogando. A danada alcançava os dedões dos pés com a b***a virada para Buck, que tentava não olhar para a trazeira farta da mulher, com o rosto mais vermelho que um tomate. — Você espera encontrar meu avô fumando um charuto na mesa do fundo? – Dylan perguntou, enquanto retirava suas luvas protetoras. Seu avô era o líder da facção de sua família. — Ele pode não ser burro o suficiente para ser encontrado em um lugar tão óbvio, mas algumas pessoas terceirizadas que trabalham para ele ou para a causa dele, podem ser sim. – Eu argumento. O moreno me lança um olhar curioso, com o cenho franzido. — Este caso está sendo vantajoso para inúmeros merdas que devem estar nesse momento se gabando para a primeira v***a que aceitar lhe chupar. E gastando dinheiro à toa! — Você, por acaso, quer se oferecer para ser essa v***a? – o olhar e fala de Dylan era de deboche. Ele era alguém curioso, desafiante. Eu simplesmente me viciei em lhe atentar. — Por que não? Faria qualquer coisa pela a Helena! – respondi, ainda mais debochada que ele. E Kirby gargalhou da minha resposta. — Vamos lá esta noite, Buck pode disponibilizar escutas, e eu posso resolver os detalhes com os meus irmãos. – Ela caminha até mim. — Espero que tenha trazido seu melhor vestido! – Pisquei para a loira, deixando um suspiro escapar pelo os meus lábios.
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