Capítulo 51 MELISSA NARRANDO Eu mäl consegui pregar o olho depois da conversa com o Coiote. A ideia de levar a Luna para o baile, de ver ela finalmente fora daquela redoma de vidro e concreto, me deixou elétrica. Assim que o sol deu as caras no Vidigal, eu já estava de pé, pronta para a missão. O Coiote queria ela "na estica"? Ele não tinha ideia do que eu era capaz de fazer com um cartão de crédito sem limite e o melhor salão da comunidade. Bati na porta do barraco da Luna com uma empolgação que quase derrubou a madeira. O soldado na porta nem tentou me barrar; o rádio do patrão já tinha dado o veredito. Entrei e encontrei a loira sentada na beira da cama, com um olhar perdido que me partiu o coração. — Levanta esse ânimo, cunhadinha! — cheguei fazendo barulho, abrindo as cortinas par

