Kaik

2159 Words

Kaik foi acordado por um grito, demorou alguns segundos para perceber que o som agonizante havia sido proferido por ele. Suado e ainda tremendo, respirou fundo na tentativa inútil de controlar as batidas do seu coração. Olhou para o relógio de cabeceira, 3h47. Droga. Dificilmente voltaria a dormir. Hoje em dia era raro ter pesadelos, entretanto ele odiava toda maldita vez que ocorria. No geral era a mesma merda: de volta em Sunandu, preso naquelas paredes de areia, gente r**m e leis arcaicas. Sempre envolvia ser descoberto pelo pai, sua morte, no entanto, variava entre o apedrejado em praça pública, ou o clássico enforcamento. Essas eram as penas determinadas quando se tratava de homossexualidade, sendo filho do monarca — pior, elegível ao trono — a punição c***l não seria só questão de

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