A estrada molhada e os reflexos do sol quente em minha pele n***a, reluz, me lembram que estou de volta no meu lugar. Passar em minha loja de artesanato preferida e sentir o cheiro do mar ao me aproximar de casa.
Nada me lembra mais Santorini do que cheiro de peixe frito da vovó. É tudo que ela pensa antes de entrar no restaurante de sua avó.
Sua avó a olha sem acreditar, e sente uma alegria em seu coração e anda pelas mesas rápido para abraçar a neta.
— Mas que alegria você aqui, E que cara pálida é essa? Já sei você precisa se alimentar, aposto que não comeu direito quando estava lá certo? Vem comigo mi amor. — Sua avó pergunta com as mãos em suas bochechas, e observa a neta.
— Não vovó, eu tô bem, só senti saudades de casa... — Ela olha para baixo, e continua falando: — Vem, quero mostrar a senhora os presentes que trouxe.
Sua avó e ela entram para dentro da casa, sua tia as observa da cozinha, e naquele momento Cibele sabia que se sua tia sabia que ela havia voltado. Toda a ilha saberia, digamos que sua tia não era muito de guarda segredos, para dizer o mínimo...
E se toda ilha saberia... Apolo também e ela com certeza não estava pronta para vê-lo novamente.
E o que ninguém sabe é que Cibele não estava nada bem, como havia confirmado a sua avó. Na verdade, enjoada, nervosa e com medo. No caminho para casa ela teve a confirmação de algo que mudaria sua vida para sempre...
Tinha feito um teste semana antes, era aquele envelope, não teve coragem de abrir por uma semana, mas abriu no trem de olhos fechados, e quase desmaiou quando viu ''Positivo'' No exame, estava grávida...
— Aaaaa! — Grita Atena com as sobrancelhas arqueada, e sorriso largo ao entra na sala e se deparar com sua irmã na sala. — Pensei que só iria vir para o meu casamento, ela dá pulinho de alegria indo até irmã, e grita novamente. — Alexia desce aqui, agora!
—Não Atena, sua avó a belisca. — Levantou as mão. — Tu não sabes que tua irmã está de castigo! — Ela junta as sobrancelhas.
— Por que? O que houve?— Pergunta Cibele olhando para as duas, enquanto abre a mala.
Sua avó dá de ombros, e arregala os olhos. — O mesmo de sempre, sua irmã perguntou quem era o pai dela, sua mãe se recusou, e começaram as ofensas...
Cibele olha para escadas, e juntas os lábios. — Então nada mudou por aqui! — ela dá meio sorriso abrindo a mala.
Ela apoia a mala no chã, e se senta no chão rapidamente. — E a mamãe? Onde está?
— Eles foram no mar pescar com o...— Sua avó coça a nuca e para de falar.
Fica um silencio na sala, então elas ficam se olhando.
— Ai mana, é que ela foi pescar com o Apolo e o Sebastian, — Atena explica juntando as mãos e mordendo os lábios.
— E por que você titubaram tanto para dizer isso? Gente o Apolo e eu terminamos, mas isso não significa que vocês tenham que odiar ele, ou alo do tipo... — Ela se concentra em tirar as roupas da mala, tirando assim o a caixa de colar, que ela havia comprado para sua avó.
— Minha neta, que coisa linda! Adorei! — Diss sua avó pondo o colar, bastante feliz.
Atena sorrir ao ver seu presente, um vestido azul sua cor preferida ela rodopia pela sala, e Cibele levanta do chão e sente tudo girar, ela pisca bastante.
A porta abre e sua mãe entra, com os olhos brilhando ela se alegra em ver sua filha ali.
— Minha filha, até que fim! Eu tava quase indo na Itália e te trazendo para mim, como você está? — Ela diz se aproximado e abraçando a filha.
Cibele a abraça com o sorriso largo no rosto, e no abraço sua mãe falou em seu ouvido: — O Apolo está lá fora, vá falar com ele.
Ela olha para sua mãe, e soube os ombros um pouco, contraindo seu corpo e franzi o rosto. — Não acho que seja bom falar com ele agora...
— Que isso sua boba, você vai acabar perdendo esse homem, metade das mulheres da ilhas já estão dando em cima dele.— Ela diz como em um cochicho, batendo nos ombros da filha.
Cibele cruzas os braços e arqueia uma sobrancelhas:.— Elas podem fazer o que elas quiserem, ele é um homem solteiro. — Ela aponta para porta.
Mas, sai para fora de casa, e o ver ele descarregando os peixes que sua mãe havia pescado.
Ele há ver e tudo parece estar em câmera lenta, seu coração bate forte parecia que ia sair pela boca, tanto para dizer, muito a se conversar, mas tudo que ele queria era agarra-la e beija-la dizer o quando sentiu falta dela.
Mas, Cibele não era mesma, e não queria mais aquilo estava decidida a terminar, ''Mas como fazer isso sem magoar ele'' Ela pensa, ''Olha o jeito que ele olha para mim, não sei se consigo dizer o que tenho que dizer'' Ela imediatamente sente suas mãos soares, enquanto caminha até ele, mesmo com o ventos ela sente um calor, parecia que iria explodir, incha as bochechas, e se aproxima dele.
E para Apolo o tempo para por um segundo:
— Oi, parece cansada. — ele nota, a abraçando meio sem jeito, suas mãos tocam sua cintura.
Ela sai do abraço. — Podemos ir para um canto reservado e conversamos?
— Sim, sim, é claro! — O rapaz diz assentindo com a cabeça, ele fica instantaneamente vermelho. — Que tal no nosso cantinho?
— Sim, vamos! — ela diz com sua expressão embotada, juntando os lábios.
Estava esquiva, e ela colocando as mãos nos bolsos do short, ao ver o rapaz estender as mão para ficar de mãos dadas com ela.
Eles caminham até o monte, a ilha é uma região montanhosa, e cheia de lugares lindos, e cheia de flores, todos que moravam ali sentiam-se como se morassem no paraíso.
Mas havia um lugar por trás do restaurante da avó de Cibele, um pequeno monte de frente pro mar, era alto.
O lugar abrigava tantas memorias dos dois, o primeiro beijo, conversas, confissões, declarações de amor, enfim boas lembranças...
— Então, eu acho que esse tempo que você pediu difícil, e eu senti sua falta todo o tempo, será que não podemos esquecer isso? Só temos que voltar a ser o éramos... Afinal você acredita em ... — Ele diz os cantos dos olhos estavam franzidos, ele espetou o nariz no ar.
Ela o interrompe, olhando nos olhos dele enquanto a tristeza nublou as suas feições, ela tira o cabelo do rosto pelo vento. — Apolo eu não posso, eu não sou mais o que eu era, eu mudei, e eu não amo mais você...
Ele pega nas mãos dela e as juntas, acariciando as mesma e diz aproximando-se dela seus olhão se encontram: — Você tem que se lembrar das coisas importantes, do nosso amor, de como se sente, ou se sentia de quando eu te beijava...
Ela se esquiva e cruza os braços, as lágrimas brilhavam nos seus olhos, tudo aquilo era doloroso de ouvir para ambos, esbraveja como um desabafo.— Eu estou grávida!
Ela se vira de costas para ele, mas logo volta a olha-lo com uma lágrima em seu rosto. Tudo era muito doloroso para ela.
A sua face fechou-se dura, não acreditará no que acabará de ouvir, uma veia saltou para fora do seu pescoço, e ele engole seco e diz de cabeça baixa: — Então você, você me traiu! — ele abre os braços.
— O que? É claro que não, Ela diz se virando em sua frente, levantou uma sobrancelha, e soltou os braços, — Nós estávamos dando um tempo, e estava solteira, mas isso não vem o caso, o que eu quero dizer é que não dá mais...
Ele olha para baixo e seus olhos ficam molhando, ele respira fundo sentindo o cheiro da maresia do mar. — É talvez você esteja certa, você não é mais a Cibele que eu conheço, por que ela, ela nunca faria isso comigo...
Ele sai dali com passos pesados, não consegue conter as lágrimas que insistem em passear pelos seus olhos. Cibele desce as escadas e ao chegar perto do restaurante sente o cheiro de comida. Sua barriga ronca forte...
Mas tarde após falar com todos, a noite Cibele olha as estrelas sentada no balanço vermelho que há em frente á sua casa.
Ela checa seus e-mails pelo celular e põe a mão na barriga, se sente cheia após a sua avó ter empurrado todas comidas possíveis. Mas era bom, isso a fazia se sentir em casa de novo...
Suas irmãs chegam por trás, e as duas parecem prenderem um sorriso, ela sentam no balaço deixando Cibele no meio.
Ela deu-lhe uma olhadela para as duas, e junta as sobrancelhas. — Ok, o que está acontecendo com vocês duas?
Alexia desembucha as falas de pressa.— A gente ouviu sua conversa com o Apolo, foi difícil. — ela põe os braços nos ombros da irmã dando conforto.— Mas queremos saber quem é o pai?
Ela abre a boca, e não acredita no que ouviu. — Ah é? E vocês falam isso assim? — Ela cruza os braços com raiva.
Atena revira os olhos. — Ah, qual é! — Ela põe as mãos nos joelhos, — Antes a gente do que a tia Tereza, se fosse ela toda a ilha já estaria sabendo... — Ela solta um riso baixo.
—Mas nos conta, quem é? Como se conheceram, a gente promete que não conta nada para ninguém. — Alexia diz apoiando a cabeça nos ombros da irmã.
Cibele respira fundo. — Eu esbarrei com ele na festa. Um moreno alto, de lábios grossos, cheiroso sem dúvidas, não sei ao certo se aqueles olhos castanhos me prenderam logo que o vi, ou quando ele veio até mim com passos firmes e seguros. Parecia o dono daquele lugar. A meninas, o sorriso do moreno italiano, fez meu coração disparar. Conversamos a noite toda, ele não tirou os olhos de mim e nem eu os dele. Foi uma das noites mais incríveis da minha vida, tudo nele era novo e excitante, mas depois acabou... — Ela tem um olhar distante, em seus olhos.
— Uau, nem imagino como é viver isso, mas e você vai dizer a ele certo? — Alexia pergunta juntando as mãos.
— Eu não sei meninas, ele me deu o número dele, mas... Sinceramente, para que? Posso fazer isso sozinha, e se ele rejeitar a criança? Não quero que meu filho nasça com um pai o rejeitou, ela sobe as bochechas.
— Uau, isso foi tão egoísta de se dizer, você tá com medo de falar com ele de novo, tudo bem, eu sei que é h******l a ideia de ser rejeitado, mas olhe para nós, não sabemos quem são nossos pais, sabe querendo ou não eu senti falta de ter um pai, o vovô é ótimo eu sei, mas essa dúvida me deixa incomodada entende? — Diz Alexia brincando com seu colar, ela franzi o rosto e levanta e ficando em frente da irmã, piscando bastante os olhos.
Ela balança bastante as pernas. —Tá bem, eu vou ligar para ele, me ajudam? Ela morde os lábios, seus dedos nervosos apertam o botão de desbloquear do celular, fazendo a tela acender e apagar.
— Ai para de enrolar e liga logo. — Atena diz impaciente olhando com os seus olhos estreitos...
Cibele levantou a cabeça para cima, e olhou para o céu e encarou as lindas estrelas em meio a imensidão azul, que a fez se sentir tão pequena. O vento frio entra em seus pulmões quando ela respira fundo e volta a cabeça para o celular, teclado o nome ''Pietro''
Mal ela sabia que aquilo mudaria sua vida para sempre...