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1213 Words
Quando Marcela acordou não tinha mais a respiração quente de Theodora em pescoço. Se levantou e fez a higiene pessoal e foi para cozinha, avistou uma silhueta feminina de moletom, um bem conhecido de Marcela, por sinal. Marcela andou devagar, sem fazer barulho, quando estava bem perto pegou a cintura, e colocou seu queixo ombro no ombro da outra. — Bom dia. — Marcela falou e deu um beijo estalado no moletom que tapava o rosto, a outra se assustou. — Marcela?! Uma voz bem conhecida por Marcela, a chamou. A Hoff virou para olhar para Theodora, que estava meio vermelha. — Ai, Dora. Acho que vou cavar um buraco no chão e enfiar rosto lá... — Marcela estava quase chorando, de vergonha e uma pontada de medo da reação de Theodora. — Pensei que fosse você por conta da blusa, desculpa. — Theo, seu anjo tem uma pegada que... — Emeraude brincou, só para provocar a prima. — Não foi por querer. — Marcela falou envergonhada, abraçando a namorada de lado, por baixo da blusa de frio que ela usava por cima do topper. — E desculpa, Emeraude, não fazia mínima ideia que era você. — Você deve estar acostumada a ver a Theodora com essa blusa diariamente para achar que eu sou ela por causa disso... — Emeraude falou e balançou a blusa com as mãos, ficava grande nas duas. — Porque eu sou muito mais gata que essa daí. — Meu cabelo é bem melhor que o seu. — Theodora retrucou a provocação da prima. — Seu cabelo não é melhor que o meu, só a sua b***a que é maior que a minha de resto, eu sou melhor. — Retrucou e se virou para o fogão, continuando a fazer seu mingau. — Sabia que foi um dos motivos pelo qual estou te namorando? — Marcela perguntou para Theodora, com seu rosto do lado do dela. — Minha b***a? — Não. — Marcela riu e brincou: — Pode ser também. — Ah! Meu cabelo?! — Sim, é tão lindo! — Marcela falou de um jeito carinhoso. — Posso te beijar, linda? — Por que está perguntando? — Theodora a olhou confusa. — Sua prima está ali. — Marcela olhou rapidamente para Emeraude. — Ela não vê problema nisso. — Theodora respondeu e foi logo beijando Marcela. — Que palhaçada é essa, Theodora? — o grito assustou as duas, as separando em seguida. Era apenas Matthew. "Aposto que Theodora pensou que era o seu pai, igual a mim." — Seu i****a, e ainda me deu um t**a na b***a! Theodora falou olhando Matthew, que tinha várias sacolas nas mãos. Marcela pulou nas costas do garoto, um ato inesperado por todos. — Não bate na b***a da "minha Dora". Fingiu estar com raiva, agarrada ao pescoço de Matthew. As meninas estavam rindo enquanto ele tentava derrubá-la. — Prometo que não encosto nela. — Fingiu se render. — Sendo assim eu solto. — Marcela o deixou para sentar no chão, perto de Theodora que ainda ria. — A "Cela" além de ser ciumenta tem pegada. — Emeraude falou só para deixar a de olhos verdes com vergonha. — Encostei em você por engano. Depois que o café ficou pronto, arrumaram a bagunça que fizeram, e Marcela foi para casa, mas marcou de voltar mais tarde. Chegou na casa e entranhou o silêncio. Demi sempre estava batendo algo ou cantando, mas nunca em silêncio. Marcela escutou o barulho de algo caindo na cozinha e andou até lá. — p**a que pariu. Alyria xingou quando viu Marcela. Sua toalha escorregou e a Hoff acabou por ver ela só de calcinha, quase imperceptível por sinal. — Eu sabia! — Marcela riu, deixando seu constrangimento momentâneo de lado, já que Alyria estava enrolada novamente na toalha. — Vocês não iriam sair sem se pegarem depois. — Culpa das bebidas. — Alyria falou e foi em direção a geladeira, para pegar os ingredientes para seu sanduíche. — Talvez tenhamos exagerado um pouco. — Aham, acha mesmo que vou acreditar. — Marcela arqueou umas das sobrancelhas. — Você está seminua. — Pode ter certeza que quem fez isso comigo está pior. — Alyria brincou, não adiantava tentar enganar Marcela, ela não era burra. — Sabe onde tem remédio? — Remédio? — Sim, para Demetria, ela está um pouco m*l. — Alyria falou voltando para perto da bancada e preparando um sanduíche. — No armário do banheiro, no corredor, acho que tem. — Marcela falou e pegou o celular no bolso. — Eu vou para o meu quarto... Precisa de ajuda? — Se puder pegar um copo de água, por favor?! — Claro. Marcela ajudou Alyria a levar o que achava necessário. A Hoff espiou a bagunça de lençóis e Demi dormindo, esperando Alyria na porta do quarto de Demi, enquanto a mulher deixava a água e dois sanduíches no criado mudo, ao lado da cama. Marcela entrou no banheiro do corredor e procurou os remédios, os encontrando rapidamente, mas continuando ali para ler todos os tipos e para que serviam. — Dei uma olhada no seu quarto e uau... Não é a sua cara. — Alyria assustou Marcela que estava abaixada mexendo no pequeno armário, abaixo da torneia. — Você gosta mesmo de laranja? — Por que está me perguntando sobre a cor do quarto? — Só estou tentando puxar conversa com você, já que é quase da família. — Alyria respondeu. — Mas se não quiser conversar tudo bem. — Não. Eu quero, desculpa se fui agressiva. — Marcela se levantou com o remédio em mãos. — Mas que história é essa de família, você e Demi vão voltar? — Demi vai se casar, esqueceu?! — Alyria revirou os olhos. — Estava me referindo ao seu lance com Theodora. — Ela te falou? — Não, Emeraude e Matthew não conseguiram deixar isso quieto. — Riu dos primos, um tanto fofoqueiro. — Ah, eles são meio implicantes com Theodora, mas são legais. — Não sabia que a Theodora tinha um lado colorido. — Alyria brincou e Marcela riu sem graça. — Pois é, ela tem. — Felizmente para você. — Com certeza. — Marcela concordou aflita com o rumo da conversa. — Pode ter certeza que se você fizer algo de r**m para ela, vai ter consequências. — Alyria ameaçou, apenas por precaução. — Demi contou da sua fama. — Não precisa tentar me ameaçar. — Que bom. — E você e Demi? Vão t*****r mais ou só dessa vez? — Marcela falou como quem não queria nada. — Já pensou na possibilidade de voltarem? — Demi vai casar, garota. — falou e tomou os remédios das mãos de Marcela. — Não vou me opor a decisão dela. — Mas... Você gosta dela, não é? — Sim, mas é a vida dela, é o que ela quer. — Alyria respondeu. — Você não vai nem tentar lutar por ela? — Está louca? Não mesmo. Demi voltou a pertencer a família, ela quer isso. — Alyria parecia magoada. — Quer ser tradicional, e "feliz". — Você deveria ao menos lutar por ela. — Ah, garota, você só quer que eu fique com Demi para poder trocar aquela cor horrorosa do quarto. — Alyria brincou. — Não posso discordar em partes.
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