Estava chovendo muito, Marcela teve que enrolar seu moletom no gesso de Theodora.
Elas entraram no carro, esperando Emeraude e Matthew que tinha ido ajudar a irmã, pegando as malas.
— Pode parar de ser tão fofa?! — Theodora falou se referindo ao moletom que Marcela emprestou.
— Não. — Marcela respondeu rindo. Ela nem parecia a garota que veio de Miami.
Theodora se jogou contra o pescoço de Marcela beijando ali. Logo depois passou os dentes na orelha da namorada.
— Você está sempre tentando me ajudar, obrigada.
— Por nada. — Marcela sorriu, para logo tentar beijar a boca da namorada, sugou lábio inferior de Theodora, sorrindo em sua boca.
— Parem que isso me excita. — Matthew falou praticamente dentro do carro.
Emeraude também já estava dentro com algumas malas, as duas nem perceberam os dois entrando.
— Cala à boca. — Theodora ficou envergonhada.
Marcela seguiu em direção a "sua" casa, enquanto conversavam assuntos de nenhuma importância, que Matthew as faziam rir.
Marcela encontrou um carro diferente parado na porta da casa de Demi. Quando passou pelo veículo, Alyria estava saindo do mesmo.
— Ei... — Marcela se virou quando a mulher a chamou. — É, Marcela, certo?
— Sim. — Marcela concordou sorrindo. A família de Theodora era realmente linda, como a própria latina.
— Você, hmm... Pode chamar Demetria para mim? — Alyria falou parecendo desconcertada. — Por favor.
— Claro. — Marcela não ia se aguentar, então perguntou: — Vocês vão sair?
— Sim, vamos beber alguma coisa na cidade. — Alyria respondeu, como se não fosse nada demais. — Falar sobre o casamento dela com o... Qual o nome dele mesmo?
— Palomo.
— Isso. — Marcela riu pelo descaso da mulher.
— Você está ajudando no casamento?
— Sim, ele me contratou... — respondeu normalmente. — Provavelmente não sabia que sou acusada de "desvirtuar" Demetria.
— O quê? — Marcela perguntou surpresa, mas logo riu. — Isso é sério?
— Pior que sim. — Alyria riu, olhando para o lado, vendo o carro de Marcela atrás do seu. — Você é amiga dos meus primos... Vou ali falar com eles, tudo bem?!
— Claro, eu vou entrar para falar com a Demi.
Marcela correu para dentro de casa, encontrando Demi na cozinha.
— Vou dormir na casa da Theodora, tem problema? — Marcela perguntou para a mulher de costas, no balcão, preparando um sanduíche.
— Não. Deveria haver algum problema? — perguntou parecendo desconfiada
— Não. — Marcela respondeu. — É que você sabe o porquê da minha mãe ter me mandado morar aqui... E mesmo assim eu vou dormir na casa da Theodora e a gente está...
— Se pegando?
— É, meio que isso. — Marcela respondeu mordendo o lábio inferior. Ela pediu Theodora em namoro, mas nunca tinha feito isso antes.
— E daí, Marcela? — Demetria falou e levou seu sanduíche para boca. — Eu não sou sua mãe e não me importo com a sua orientação s****l.
— Uau... Isso é bom. — Marcela suspirou aliviada. Se aproximou de Demi. — Obrigada.
Agradeceu e abraçou Demetria que ficou surpresa.
— Você querendo um abraço?! É um milagre. — A fala fez Marcela revirar os olhos. — Eu sabia que você gostava de abraços, só estava de glicose anal.
— Glicose anal?!... — Marcela riu, encarando Demi. — Você não pode falar "fazendo cu doce" como uma pessoa normal?!
— Marcela, vai logo dormir na casa da namoradinha.
— Ah! Falando em namoradinha, Alyria está te esperando toda gostosa lá fora. — falou abusada, e logo depois mordeu o sanduíche de Demi.
— Ela continua pontual. — Demi falou, quase nostálgica. Quase jogou o sanduíche em Marcela. — Pode ficar com isso, vou escovar os dentes, para sair para sair com a Alyria.
— Vai escovar os dentes... — Marcela implicou e mordeu o pão para falar de boca cheia em seguida: — Está pensando numa despedida se solteira hoje, é?!
— Fecha a boca primeiro... E eu não sou uma porca, que sai sem escovar os dentes. — Demi revirou os olhos e saiu deixando Marcela sem uma má resposta, digna.
A Hoff correu para o quarto fazendo uma bolsa com pijama e roupa para o dia seguinte. Pegou a bolsa de Theodora, que estava lá e foi escovar os dentes rindo de Demi.
Demi e Marcela saíram juntas encontrando Alyria rindo junto com os primos.
Assim que entraram na casa de Theodora se jogaram na sala.
— Quantos meses vai ficar aqui?!
Theodora brincou olhando paras malas de Emeraude, com um sorriso debochado. Estava com a cabeça encostada no pescoço de Marcela.
— O seu pai não te contou?! — Emeraude falou, confusa.
— Não. O quê? — Theodora perguntou e pareceu se animar com a provável resposta da prima.
— Eu vou morar com você... — Emeraude respondeu, Theodora praticamente pulou no pescoço dela.
— Que ótimo! — Theodora falou, animada, abraçando Emeraude e em seguida dando beijos na bochecha da prima, que estava fingindo estar de cara f**a.
— Saí daqui sua namorada está te querendo lá. — Emeraude brincou.
Theodora saiu de perto da prima se sentando quase no colo de Marcela, dando um selinho demorado.
— Estou com fome.
— Também. — Emeraude apoiou o irmão.
— Todos que estiverem com fome me sigam. — Theodora brincou, se levantando.
Marcela foi a primeira a levantar, indo atrás de Theodora. Emeraude e Matthew fizeram um pouco de hora para entrarem na cozinha.
— O que você quer? Algo doce ou salgado?
Theodora olhou para Marcela como se nunca a tivesse visto na vida. Marcela achou estranho.
— O que foi, Dora?
— Nada. — Theodora respondeu sorrindo de lado.
Ela se virou e abriu a porta do enorme armário, revelando vários biscoitos e salgadinhos.
— Seu pai é dono de um supermercado e eu não sei? — Matthew brincou depois de entrar na cozinha com Emeraude agarrada a seu pescoço.
— Ou vocês vão hibernar? — Emeraude continuou.
— Parem de gracinha e deem uma ajuda aqui. — Theodora falou pegando alguns salgadinhos.
*****
— Theo, pega cobertor e travesseiro, que eu quero me jogar aqui mesmo.
Matthew falou com um tom manhoso, se esticando no sofá. Os quatro já haviam acabado com os salgadinhos e biscoitos.
— Larga de ser folgado e pega no armário do quarto de hospedes. — Theodora falou, ao lado de Marcela.
— Também estou com sono, para onde eu vou? — Emeraude perguntou com uma cara engraçada. Matthew saiu dali para pegar o que queria.
— Você vai lá para fora, na casinha do cachorro. — Theodora brincou.
— Que cachorro? — Emeraude fez uma careta.
— Ah, é. Você só vai lá para fora mesmo. — Theodora apontou para porta da cozinha.
— Eu sabia que você me amava, mas nem tanto. — Emeraude zombou.
— Tadinha, Dora. — Marcela falou, entrando na brincadeira.
— Se bandeando para o lado dela, anjo?! — Theodora fez bico.
— É "Dora" ela parece um "anjo", os olhos são claros e branca feito neve. — Theodora foi concordando com o que Emeraude falava.
— Um anjo que caiu do céu por você. — Marcela brincou, corando de leve, Theodora ficou com um sorriso.
— Wow, depois dessa acho melhor deixar vocês sozinhas e ir dormir, para onde é mesmo que eu vou? — Emeraude falou empurrando Marcela de leve para o lado de Theodora.
— O quarto de hóspedes é seu e resto no mesmo lugar que informei ao Matthew. — Theodora explicou. — Amanhã arrumamos o quarto direito para você.
— Boa noite, meninas. — Emeraude desejou.
— Boa noite.
Emeraude beijou a bochecha de Theodora, depois de Marcela e foi para o quarto.
As duas foram para cozinha, arrumar a bagunça que fizeram e jogar os pacotes vazios fora. Depois Theodora sentou na bancada, suas pernas em volta de Marcela, de pé.
Marcela finalizou o beijo que estavam há um tempo dando selinhos em Theodora
— Estou morrendo... De sono...
— Para ser sincera eu também, além de meus lábios estarem meios dormentes. — Theodora falou, mas começou a beijar a namorada no pescoço.
— Então por que está me beijando? — a Hoff perguntou, dando espaço no pescoço para Theodora, com um sorriso malicioso.
— Porque... — Theodora deixou a resposta de lado para continuar beijando-a.
Aa pernas da latina escorregaram devagar da cintura de Marcela para ficar de pé na frente da mesma. Sua mão que já estava infiltrada dentro da blusa da Hoff arranhando as costas dela de leve.
— Beijo de boa noite, para dormir. — Marcela fez bico, depois do beijo puxou a outra para o quarto. — Você tem que descansar e nem adianta teimar, Theodora.
— Não sabe nem brincar.