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1493 Words
— Não precisa ficar com medo de falar algo comigo. — Quer ser minha namorada? — Marcela perguntou e sabia que estava vermelha. — Se você aceitar pode ser escondido, ou não, depende de você. Mas eu entendo se for precipitado... — Eu aceito. — Theodora sorriu para olhar Marcela que estava nervosa. A latina pulou com cuidado para cima de Marcela. — Eu não estou falando isso do nada, mas sim pelo fato de não conseguir parar de pensar em você um segundo. — Marcela falou sendo esmagada por Theodora. A latina aproximou o rosto e beijou Marcela, como antes não tinha beijado, já que seus beijos eram sempre calmos, mas dessa vez seu beijo era intenso, mas mais sentimental que qualquer beijo antes. A mão de Theodora pairou na nuca de Marcela, enquanto a mesma levava suas mãos atrevidas para passearem pelo corpo da latina. Apenas quando o oxigênio se fez necessário pararam de se beijar. — A propósito... É assim que você gosta de ser beijada?! Theodora brincou e sorriu de lado. Marcela passou a dar selinhos rápidos, enquanto falava: — Tendo sua boca... Na minha... Pode me beijar... De qualquer jeito. — Ótimo — Theodora murmurou na boca de Marcela. — Desculpa quebrar o clima assim... Mas não é hoje que faz uma semana da morte do seu avô? — perguntou num tom calmo e baixo. — É, mas eu não vou pod... — começou a falar. — Você quer ir? Se quiser posso te levar, já que seu pai está for. — Marcela ofereceu rapidamente, interrompendo-a. — Lógico que quero. — Theodora falou num tom carinhoso. — Você é perfeita, Cela. — Então, Dora, acho melhor nós irmos nos arrumar. — Marcela falou, e deu um selinho na namorada. A Hoff pegou a mochila de Theodora no corredor e levou para o quarto. Marcela tomou banho e se arrumou no banheiro, Theodora disse que conseguia se virar sozinha, no quarto. Quando Marcela entrou no quarto novamente, Theodora estava tentando vestir uma calça, que por sinal estava meio difícil. Tinha uma cara emburrada com certeza era raiva por ter dificuldade, mas já tinha vestido o restante das roupas. — Como conseguiu colocar um sutiã e não conseguiu vestir uma calça? — Marcela perguntou. Theodora se assustou não tinha me visto ali. — Era um topper por isso foi fácil. — Theodora respondeu, olhando com uma carinha pidona. Marcela se aproximou para ajudá-la. Se posicionou ao lado de Theodora com as mãos na calça e puxou devagar. A latina olhando para baixo onde estavam as mãos da Hoff. — O que foi? — Marcela perguntou com uma voz doce, a de olhos castanhos sabia que estava sendo encarada. — Você tem vergonha que eu te toque? Marcela levantou o queixo de Theodora para que a latina a olhasse uma das mãos e deixou a outra na cintura da garota. — Não... Um pouco. — Theodora falou sincera, não estava acostumada com os toques de Marcela, não que tivesse algum problema com isso, apenas era diferente. Marcela tirou a mão que estava em Theodora, rapidamente. — Não. — Theodora falou e pegou a mão que a Hoff tinha tirado da cintura. — Me acostumo rápido. Com a mão de Marcela por baixo da sua, a latina trilhou por debaixo da blusa, do abdômen até abaixo dos s***s, ficando arrepiada. — Não precisa fazer isso, vamos fazer tudo ao seu tempo. — falou dando selinhos rápidos em Theodora. — Agora senta na cama para eu te calçar. Empurrou Theodora, suas pernas esbarraram na lateral da cama que caiu sentada, Marcela quase caiu por cima. Se abaixou perto dos pés de Theodora e calçou um par de all-star pretos nela. — Eu adoro esse seu jeito carinhoso. — Não mais que eu adoro você. — Marcela deu um selinho rápido. — Vamos, gata?!  Brincou, fazendo Theodora rir. — Vamos, gata?! — imitou Marcela e lançou uma piscadela. — Vamos, ou chegaremos atrasadas. — Marcela pegou na mão do braço "bom", de Theodora. ***** Marcela viu que estavam indo para um local diferente, do lugar onde o avô de Theodora vivia, mas não falou nada. Estavam até adiantadas porquê da outra vez demoraram mais. O lugar era pouco habitado e m*l iluminado dava até um pouco de medo. Theodora estava carrancuda a algum tempo e calada. Ela digitou furiosamente em seu celular. Segundos depois o som de mensagem. — Aquele i****a me deu o endereço errado. — Theodora falou, estava irritada. — Onde nos mandou? Que lugar mais estranho! Theodora chegou para frente se aproximando do GPS. — Não me diga que é o Matthew? — Ele mesmo, por quê? — Theodora virou para encarar Marcela, um pouco irritada. — Ele me mandou... Uma mensagem. — Marcela falou travando um pouco, de vergonha. — Que mensagem? — Theodora perguntou olhando—a de lado. Para Marcela parecia que há qualquer momento Theodora iria pular pescoço. Pegou o celular para achar a mensagem. — Não é nada demais... — falou, depois que achou a mensagem. — Me dá logo isso. — Theodora falou e pegou o celular, lendo a mensagem em seguida: — Olha, Marcela, se fizer minha prima sofrer eu quebro seus dedos. E sei que você vai precisar muito deles! Theodora leu alto e ficou vermelha, a mesma reação de Marcela. — Nem é uma coisa importante... — Marcela falou com calma, ela estava vermelha de vergonha. Theodora tirou seu cinto e virou para ficar com corpo ao lado da Hoff. — Tudo bem. — Theodora falou observando Marcela. — Quando nós encontrarmos o Matthew, vou bater nele com meu gesso.  Deu um selinho em Marcela, que ria da fala de Theodora ainda, com os olhos brilhando. — Vamos sair desse lugar esquisito. — Marcela falou depois que um cara mau encarado passou ao lado do carro. Seguiram para o lugar que a tia de Theodora, mãe de Matthew, mandou via mensagem. Chegaram 20 minutos atrasadas, o lugar estava lotado. Marcela reparou nas pessoas que não puderam ir no dia do sepultamento, e havia escutado Matthew e Theodora falando que faltaram alguns parentes. Algumas poucas lágrimas rolaram no rosto de Theodora, logo Marcela tratou de secá-las. Depois que terminou a celebração do avô, Theodora cumprimentou e apresentou Marcela há alguns de seus parentes, como amiga. As duas estavam abraçadas de lado, Theodora estava há procura de um certo rapaz. Ela estava com raiva do primo. — Theodora! — chamaram atrás o nome da garota, que não reconheceu a voz. Theodora se virou, era sua prima, Emeraude, irmã de Matthew. Todos que não sabiam que eram primas, achavam que fossem irmãs por serem parecidas. O queixo da Marcela quase caiu quando viu a prima de Theodora, pelo fato de parecer a namorada. Emeraude estava com Matthew ao seu lado. — Emeraude! — Theodora falou animada. Emeraude apertou forte Theodora em um abraço de urso, quase machucando mais seu braço. — Calma, Eme. Emeraude morava fora há um tempo com o pai, desde que a mãe morreu há 2 anos, enquanto Matthew morava com uma tia por não gostar do pai. — Desculpa, Theo. — Emeraude falou e soltou Theodora, começava a chover. — Sem problemas. — Theodora falou e a prima sorriu amarelo. Matthew tentou abraçar Theodora, que bateu nele com o gesso. — Saí de perto. — Ai. — Matthew quase gritou. Marcela riu, Emeraude olhou para a prima como se ela fosse louca. — Por que fez isso? — Sabe a mensagem que você mandou para Marcela?! Não gostei nem um pouco. Theodora explicou, Matthew deu um sorriso ao se lembrar, segurando o braço dolorido. — Marcela? Emeraude perguntou abraçando Theodora de lado. Marcela levantou uma das mãos, um pouco abaixo dos ombros, como se dissesse: aqui. — É ela? — perguntou para Matthew. — É ela, como assim? — Marcela perguntou olhando para Theodora. — Ou melhor... Como assim sou eu?! — Calma aí, priminha. — Emeraude brincou e deu um abraço de urso em Marcela, inesperado para as duas namoradas. — A propósito, prazer, Marcela, sou Emeraude. — As duas se afastaram, a latina rindo. — Abraço forte. — Todo seu, Theo. — Emeraude riu e trocou de assunto: — O que aconteceu com seu braço? — Fui atropelada hoje pela manhã, nada grave. — Theodora falou com normalidade. Estava um pouco cansada e com dores. — Vamos embora, meu anjo? — Anjo?! Que carinhosa?! — Matthew falou debochado. Marcela ficou vermelha, Theodora colocou a cabeça no ombro da mesma. — Claro, Dora. — Marcela concordou carinhosa. — Vou para casa com você "Dora". — Emeraude falou, também implicando com o apelido. — Na verdade... — Theodora começou a falar. — Posso avisar Demi que vou dormir na sua casa, pode ser? — Marcela perguntou encarando Theodora. — Só vamos passar lá "em casa" para pegar uma roupa para mim. — Perfeito. — Theodora concordou animada, tinha a melhor namorada.
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