O asfalto lá embaixo podia achar que mandava em alguma coisa, mas a verdade é que o Rio de Janeiro é um tabuleiro de xadrez onde quem dita as regras somos nós, os que operam na sombra. O Eduardo Vasconcelos que ficasse com os ataques de pelanca dele na cobertura de luxo; eu lido com a realidade das ruas há tempo suficiente para não me assustar com grito de engravatado. Mas ele tinha razão em um ponto: o tempo estava correndo contra nós. — Bate a porta dessa p***a, Vitor. Entra logo — ordenei, jogando o maço de cigarro no painel da Hyundai Santa Fe blindada. O Vitor entrou no banco do carona com a cara fechada, ajeitando a pistola na cintura, enquanto os outros três homens da nossa extrema confiança — caras cascudos, que não piscavam se precisassem descarregar um pente — se acomodavam no

