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727 Words

O dia amanheceu com aquele mormaço típico do Rio, e o Barão já estava na pista. Ele não era homem de ficar sentado esperando a informação cair no colo; ele gostava de sentir o asfalto, de ver como o vento estava soprando nos redutos onde o crime é quem dita o ritmo. Ele começou o giro cedo, passando por alguns morros estratégicos, cruzando os complexos que faziam parte da facção do Comando Vermelho. O olhar era atento, captando cada detalhe da movimentação dos radinhos e dos fuzis nas esquinas, até que o seu destino final da manhã apareceu no horizonte: a Rocinha. Ele não podia mandar os vapores perguntarem, afinal ele fazia parte do esquema sozinho. Ele subiu sem alarde, com o vidro do carro baixo para ser identificado de longe. Quando chegou perto da boca principal, o movimento estava

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