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O quarto estava escuro, com uma pequena luz vindo dos aparelhos e algumas luzes do morro que entravam pela cortina da janela. Era a nossa segunda, terceira noite ali, eu estava perdida no tempo. Três em dez anos que eu não dormia sozinha, com frio e com medo de que a porta do quarto fosse aberta por um monstro. Eu estava encaixada no pescoço do Ravi. O cheiro dele me lembrava lar, segurança. Era forte, marcante e tinha um poder de acalmava a minha alma. Mas o meu corpo não colaborava. Meu estômago estava mais calmo, mas a minha bexiga decidiu que não dava mais para esperar. Tentei me mexer com o máximo de cuidado. A minha perna operada parecia pesar uma tonelada dentro daquele gesso branco, e qualquer movimento errado fazia uma fisgada quente subir pelo meu quadril. Fui saindo do

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