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A NOIVA QUE O BILIONÁRIO ABANDONOU

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Blurb

Sinopse

Douglas Colombo cancelou o casamento poucos dias antes da cerimônia.

Sem explicações.

Sem arrependimentos.

Sem olhar para trás.

Para ele, foi apenas uma decisão necessária.

Para Marjorie Collins, foi a humilhação pública, a perda do orgulho e da única confiança que ousou entregar.

Criada em meio a alianças frias e jogos de poder, Marjorie aprendeu cedo que sentimentos são fraquezas. Abandonada pelo herdeiro da família Colombo, fez a única promessa possível: nunca mais confiar em alguém.

Anos depois, ela não é mais a noiva deixada as vésperas do casamento.

E Douglas Colombo continua sendo um homem que não se curva.

Bilionário implacável, acostumado a dominar pessoas e negociações, ele acredita ter tudo sob controle, exceto a mulher que um dia abandonou.

O reencontro acontece.

E quando acontece, o passado começa a cobrar seu preço.

Provocações, disputas e olhares que queimam mais do que deveriam.

Douglas afirma odiá-la, mas é forçado a encarar uma verdade incômoda: abandoná-la foi o único erro que nem todo o poder do mundo consegue apagar.

Quando segredos do passado começam a surgir, alianças tremem e tudo o que parecia enterrado ameaça vir à tona.

Ele a deixou.

Ela jurou nunca perdoá-lo.

Mas pela primeira vez na vida, Douglas Colombo está disposto a lutar, não por poder, mas por redenção.

Será tarde demais para reconstruir o que foi destruiu?

Venha descobrir em A Noiva que o Bilionário Abandonou, mais uma obra assinada por CA RODRIGUES.

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ABANDONADA
Marjorie Collins Rejeitada. Abandonada. Dias antes do meu casamento. Palavras que ninguém teve coragem de dizer em voz alta, mas que ecoam dentro de mim como uma sentença inevitável, como se o destino tivesse finalmente decidido revelar em público aquilo que sempre esteve escondido nas entrelinhas da minha vida. Eu sempre soube que minha história não seria um conto de fadas. Na minha família, comigo, amor nunca foi prioridade; era tratado como um luxo desnecessário, um detalhe inconveniente que raramente aparecia e que, quando aparecia, parecia mais um acidente do que uma escolha. Minha avó foi a única pessoa que tentou me convencer do contrário. Ela dizia que algumas pessoas simplesmente demoravam mais para encontrar o amor certo, e que quando ele chegasse, eu entenderia que toda a espera teria valido a pena. E eu acreditei nela. Assim como acreditei nele. Talvez esse tenha sido o meu erro mais humilhante. O ateliê está silencioso demais para um lugar que deveria estar celebrando um dos dias mais especiais da vida de uma mulher. A última prova do vestido de noiva. O cheiro de tecido novo e perfume francês paira no ar com uma delicadeza quase humilhante, como se tudo naquele ambiente tivesse sido cuidadosamente preparado para testemunhar a minha ruína. Manequins vestidos de noiva me cercam em silêncio absoluto, alinhados ao redor da sala como figuras imóveis de uma plateia elegante. Testemunhas perfeitas de uma execução social. A luz branca atravessa os grandes espelhos e multiplica minha imagem por todos os lados. De todos os ângulos possíveis, vejo a mesma mulher refletida de volta para mim. Postura impecável. Queixo erguido. Expressão controlada. Uma noiva perfeita. Quase. Se não fosse o envelope em minhas mãos. Se não fosse o papel fino que pesa como chumbo entre meus dedos, como se cada palavra escrita ali tivesse o poder de esmagar algo dentro de mim. O noivo não veio. Não ligou. Ele escreveu. — O casamento está cancelado. Sem explicação. Sem justificativa. Sem sequer a covardia de me olhar nos olhos enquanto destruía o que construímos. Seco. Direto. Corporativo. O estilo Colombo de encerrar assuntos. Releio a frase. Uma vez. Duas. Três. Como se, em alguma repetição milagrosa, as palavras pudessem mudar de significado. Não mudam. Um som baixo rompe o silêncio do ateliê. Sussurros. Tão discretos que poderiam passar despercebidos por qualquer pessoa distraída. Mas não por mim. — Ela foi abandonada? — O noivo cancelou... — Eu disse que ela nunca esteve à altura dos Colombo. — Será que ele a deixou dias antes do casamento? Imagine o escândalo... Um riso abafado escapa de alguém. — Que mico. Minhas mãos se apertam ao redor do papel. Levanto os olhos lentamente. O espelho à minha frente denuncia quatro mulheres próximas às araras de vestidos, inclinando discretamente a cabeça umas em direção às outras enquanto fingem observar os modelos expostos. Mas seus olhos estão em mim. Curiosos. Afiados. Famintos por um espetáculo. A notícia ainda nem foi anunciada em voz alta. Mas já começou a circular. Humilhação tem cheiro. E ela já está no ar. Eu me encaro novamente no espelho, tentando manter a postura que passei a vida inteira treinando para sustentar. Mas meus olhos me traem. A visão fica turva por um segundo. Não. Não aqui. Eu me recuso a chorar diante de uma plateia. Engulo a dor como se fosse vidro quebrado deslizando pela minha garganta. O choque é um animal selvagem tentando escapar do meu peito, batendo contra as minhas costelas com uma força desesperada. A dor não grita. Ela aperta. Aperta devagar. Aperta até faltar ar. Se ele tivesse gritado comigo, eu poderia odiá-lo. Se tivesse me acusado de algo, eu poderia me defender. Mas Douglas Colombo fez o que sempre faz. Ele apenas decidiu. Frio. Calculado. Irrevogável. Passo a mão pela seda do vestido. Ele é perfeito. Ajustado milimetricamente ao meu corpo, desenhado para valorizar cada curva, cada movimento, cada detalhe que alguém julgou digno de se tornar esposa de um Colombo. Elegante. Impecável. Como sempre exigiram que eu fosse. Perfeita o suficiente para ser escolhida. Mas nunca o suficiente para ser mantida. E é isso que dói. Não os convites já enviados. Não os olhares curiosos que virão. Não as perguntas maliciosas que inevitavelmente começarão a surgir. Mas a constatação silenciosa de que, no fim... ele não me escolheu. Respiro fundo. O ar entra pesado demais nos meus pulmões. Há um momento pequeno, perigoso e profundamente humano em que sinto vontade de arrancar o vestido do meu corpo. Rasgar a seda. Quebrar os espelhos. Mandar aquelas mulheres calarem a boca e desaparecerem da minha frente. Mas eu não faço nada. Eu nunca faço. Porque a vida nunca me ensinou a desabar. Ela me ensinou a permanecer de pé enquanto tudo desmorona ao meu redor. E talvez isso seja o mais solitário de tudo. O chão não treme. Não há tempestade. Ele simplesmente desaparece sob os meus pés. Sem aviso. Sem piedade. Mas com plateia. Por um momento o silêncio se estende pelo ateliê. Pesado. Denso. Até que outro som corta o ar. Passos. Firmes. Decididos. Meu coração falha uma batida. Levanto a cabeça lentamente para o espelho. E por um segundo ridículo, desesperado, impossível... eu penso que pode ser ele. Douglas. Que talvez tenha vindo. Que talvez... A porta do ateliê se abre atrás de mim. E os sussurros param. De repente. Continua...

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