A noite já avançava quando o silêncio se instalou de vez. O relógio marcava quase duas da manhã e o apartamento estava envolto por uma penumbra tranquila ,o tipo de quietude que vem depois da tormenta. O chá de Anélisse já havia esfriado, abandonado sobre a mesa, mas ela ainda estava ali, no sofá, encolhida sob o cobertor. Mattheo continuava sentado ao lado dela, o corpo relaxado, embora o olhar permanecesse atento. Desde que eladescobriu a verdade, ele não se afastou nem por um momento. — Você devia tentar dormir um pouco. — disse ele, com a voz baixa, quase um sussurro. Anélisse soltou um suspiro fraco. — Acho que não vou conseguir. Minha cabeça não para. — Quer conversar mais? Ela pensou por um momento, depois balançou a cabeça. — Não. Já falei demais na sua cabeça hoje— uma p

