GADERNAL NARRANDO Eu estava ali em cima, no meu palanque, no meu reino. Camarim apertado, cheiro de uísque barato e fumaça, mas a visão era privilegiada. De cima, eu via tudo. E controlava tudo. Mas, c*****o. A música continuou a esmagar o peito, o grave tremendo o chão de concreto, mas, pra mim, fez um silêncio absoluto no momento em que ela pisou na minha área. Maria Júlia. A professora. A certinha. A minha.Ela entrou naquele baile, com o corpo nu implorando por atenção naquela saia de tecido que parecia mais uma fita, o cabelo crespo emoldurando o rosto de quem sabia que estava fodendo com o perigo. E era exatamente isso que ela estava fazendo. Eu senti a p***a do ar sumir dos meus pulmões. Não era só desejo, era possessão. Desde que troquei as primeiras mensagens com essa mulher, e

