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GADERNAL NARRANDO Eu estava parado ali, no topo da laje, sentindo o calor do fogo bater no meu rosto. O cheiro de borracha queimada e carne era forte, mas o que me dava náusea de verdade era o som que vinha de dentro dos pneus. O Rodrigo — ou melhor, o infeliz que um dia eu chamei de parceiro de infância — ainda tentava lutar. Ele tentava levantar, os braços queimados buscando um apoio pra fugir do inferno que eu mesmo preparei pra ele. — Socorro... Gadernal... — a voz dele saía num chiado medonho. Não aguentei a cena. Saquei a peça e dei mais um tiro certeiro na perna dele. O corpo dele desabou de volta pro meio das chamas. — Fica aí, seu bota imundo. Aproveita o calor, que lá embaixo vai ser pior — rosnei. O Playboy encostou do meu lado, olhando a cena com aquela frieza de quem já v

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