GADERNAL NARRANDO Saí da casa da minha mãe com o coração um pouco mais leve por ter acalmado a Amanda. Dei um beijo na testa dela, aquele carinho que a gente sempre teve desde moleque, e me despedi da coroa. Falei que qualquer parada era só dar o grito no rádio que eu brotava lá em dois tempos. Montei na minha XT, senti o vento da noite e subi o morro devagar. A adrenalina do "micro-ondas" já tinha baixado e a minha mente estava começando a assentar. Eu sabia que tinha sido bruto com a Maju, mas na hora do sangue quente, o instinto de sobrevivência fala mais alto que o amor. Parei a moto na porta, dei o salve nos moleques da escolta e fui entrar. Meti a chave, girei a fechadura e, quando fui empurrar a porta... nada. A porta deu um estalo, abriu só um palmo e travou num bagulho sólido.

