CAPÍTULO 52 – O RASTRO DE SANGUE E UM SINAL A madrugada caiu densa sobre o Turano. O céu estava limpo, mas o clima era de guerra. Marratimah sentia o sangue pulsar nas têmporas. Andava pra lá e pra cá, com o fuzil no ombro e o rádio mudo. Ninguém ousava falar nada perto dele. O morro inteiro sabia: Dandara tinha sumido, e aquilo era o estopim. — Já procurei nas quebradas tudo, chefe — disse um dos olheiros. — Nada dela. — Então cava a terra, p***a! — Marratimah berrou. — Se ela tiver embaixo do chão, eu quero ver o rastro! Big Joel puxou ele pro canto, tentou conter a loucura: — Mano, a gente precisa de calma. Tá tudo estranho. Dois corpos achados perto da trilha. Tiros bem colocados. Isso não foi qualquer ladrão, não. Foi alguém treinado. Marratimah bufou, mas parou pra pensar. Tinh

