Capítulo 7 – Uma Amizade Inusitada

3163 Words
Quarta feira, 21 de outubro de 2020, 14h45min. - Temos mesmo que fazer isso? – Eve perguntou, se mexendo em seu short de elástico e seu r**o de cavalo loiro. - Pare de reclamar, Sinclair. – a srta. Dawnson apitou ao lado de Eve e eu não pude evitar rir – Vamos começar esse alongamento! Eu obedeci a professora e me estiquei para encostar nos meus pés. - Inferno, eu não consigo! – Penny reclamou ao meu lado – Como você consegue? - Eu fazia ginástica artística quando era criança. – comentei alongando meu braço e olhando para Ray junto aos meninos, enquanto ele ajudava Ralph a alongar. - Vocês ainda não conversaram sobre o beijo? – Eve perguntou com as mãos acima do pescoço. - Ele não se lembra! E não tem o que conversar. Ele acordou no meio da noite, bêbado e tudo o levou a me beijar. É compreensível mas não quis dizer nada. Se eu fosse ele também iria querer me beijar. – eu expliquei – Só que agora eu não sei como me comportar perto dele e já faz um mês que isso aconteceu. - Talvez você não saiba o que fazer porque secretamente você o deseja. – Eve provocou e eu a empurrei de leve, rindo. - Não é isso. Ray é meu amigo e... Eu me sinto diferente sobre ele. Não tem maldade. Nunca teve. – eu suspirei – Mas naquela noite... - Naquela noite você quis subir em cima dele, confessa. – Penny riu e eu revirei os olhos - Certo, pessoal, eu quero uma roda aqui. – Dawnson chamou e nós obedecemos – Robinson. Scotch. Vocês escolhem os times. - O que vamos jogar? – Ray perguntou. - Basquete. Escolham os times. – ela mandou e Mike e Ray obedeceram. Time Scotch: Jeff, Kyle, Lisa, Kevin, Brad, Thomas, Hayley, Georgia, Agatha e Julia. Time Robinson: eu, Eve, Jason, Ethan, Josephine, Mitchell, Ralph, Nika, Penny e Amelia. O jogo começou. A disputa estava incrivelmente acirrada. Quando um time fazia um ponto, o outro time compensava. Geralmente era Ray, Jason e Ethan que marcavam. As meninas conseguiam tiraram a bola do outro time e passar para eles. Era um trabalho em equipe e eu fiquei muito satisfeita. Teve uma vez em que eu tirei a bola de Jeff e não tinha para quem passar, então ao olhar para Ray, ele estava sendo marcado por Mike. - Kate, faz a cesta! – Ray berrou, e eu joguei a bola. Quando ela passou pela cesta nosso time comemorou e ele correu até mim, me erguendo no colo e me girando no ar – Você conseguiu! - Claro que eu consegui, está no meu sangue! – eu falei quando ele me soltou. Ouvimos o apito da srta. Dawson e ela encerrou o jogo. - Time Robinson venceu! – ela anunciou e nós comemoramos, indo cumprimentar o outro time. - Ótimo jogo, parabéns. – eu apertei a mão de Mike e ele sorriu. - Foi uma bela cesta a que você fez. – ele me elogiou. Eu olhei para o lado e vi que Jeff estava apertando a mão de Ralph com muita força e cara de bravo. - Vencer este jogo não o torna menos perdedor, Stanley. – ele falou e eu fui até lá. - Qual é o problema, Hayes? Não pode suportar ser perder pra uma garota? – eu o provoquei e ele me encarou. - Cala a boca, v***a. – ele falou e eu ergui as sobrancelhas, em choque. - Ei! – Ray surgiu ao meu lado e franziu o peito, desafiando Jeff – Quer dizer isso de novo e ver o que acontece? - Vai pro inferno, Robinson. – ele deu um passo para frente, respirando no queixo de Ray – Tá achando que é grande coisa só porque tá pegando os restos do Mike? Em uma fração de segundos, Ray ergueu o punho fechado e o desceu na cara de Jeff, que caiu no chão com a boca sangrando e Mike foi ajudá-lo. - Qual é, Robinson! – Mike protestou e Ray caminhou até eles, indignado. - Você vai simplesmente deixar isso passar? – ele falou para Mike, que apenas o escutou, em silêncio – Há um mês você caía de amores por ela e agora vai deixar que esse lixo fale dela assim? Vocês todos pensam que são legais, que são do time, mas adivinhe, nenhum de vocês três vale o chão que pisa. Ele começou a falar e eu sorri. - Você. – Ray apontou para Jeff – Você gosta de implicar com um garoto pacífico e que nunca fez nada pra ser destratando por alguém como você. Blake, você é tão patético que nem tem atitude. Você só diz amém pra tudo que seus “amigos” falam, sem nem saber o que eles dizem sobre você nas costas. Kyle franziu o cenho e olhou desconfiado para Jeff e Mike. - E você. Você é o pior de todos. – Ray andou até Mike, que não deu um pio – Você teve a sorte de ter tido a atenção de uma mulher como Kate, o que é melhor que você merece, e no momento em que ela terminou com você, você permitiu que esses imbecis fiquem falando dela. Sinceramente, não sei o que ela viu em você, porque eu só vejo o quanto você é desprezível. A turma inteira começou a bater palmas para ele e Ray virou de costas para sair. Naquele momento, Jeff se ergueu e foi até ele com o punho fechado. - Ray, cuidado! – eu gritei, avisando meu amigo, que imediatamente deslizou para o lado, fazendo com que o soco de Jeff fosse desferido no rosto de Ralph. - Você tá louco, Hayes? – Eve agachou ao lado de Ralph, indignada – Some daqui! - Vamos, Jeff. Agora já chega. – Mike puxou Jeff para longe e Hayley foi com eles. - Vamos levar ele pra enfermaria. – eu falei. Ajudando Ralph a levantar e notando que Ray ainda estava muito estressado – Ray, vamos. Não vale a pena. Vem. Eu segurei sua mão e ele olhou em meus olhos, se acalmando. Quarta feira, 21 de outubro de 2020, 16h. Eu estava tomando um banho gelado no vestiário feminino depois de acompanhar Ralph na enfermaria e apenas eu estava lá. Então ouvi um barulho que parecia a porta do vestiário. - Olá? – chamei enquanto a água caía em mim, mas ninguém respondeu. Segui tomando meu banho e levei um susto quando olhei para frente e lá estava Mike, suado e apenas de calção. - O que você quer aqui? – eu falei, sem me sentir constrangida pelo fato de estar no chuveiro. - Conversar. Preciso te pedir desculpas. – ele falou e eu o encarei. - Sobre o que, exatamente? – eu pedi. - Tudo. – ele deu um passo para frente – Quando a gente terminou eu fiquei muito chateado e reclamei de vocês pro Jeff e pro Kyle e não te defendi antes. Foi injusto com você. - Foi mesmo. – ele parou na entrada do chuveiro, parando a um palmo de distância. - Não me arrependo do nosso tempo juntos e respeito sua decisão de terminar comigo. – ele falou e eu deixei a água cair na minha cabeça, quando ele passou as costas da mão no meu peito, olhando a água encharcar meu corpo – Só me arrependo de não termos tido uma despedida. - Ainda dá tempo. – eu olhei em seus olhos e ele retribuiu o olhar, me puxando pela cintura, colando nossos corpos. - Senti sua falta. – ele falou enquanto a água invadia seu corpo e eu colava nossas cinturas. - E o que vai fazer sobre isso? – eu coloquei os braços ao redor do seu pescoço e ele sorriu, me beijando e reacendendo alguns sentimentos que eu havia suprido durante um mês. Mike me colocou contra a parede e levantou minhas pernas, envolvendo-as em sua cintura. Eu coloquei uma mão em seu calção e o abaixei, pegando em seu m****o endurecido. Mike entrou em mim e fomos ao delírio a cada estocada. A saudade nos envolveu enquanto eu gemia no ouvido dele e arranhava suas costas e ele beijava meu pescoço. Quando ambos acabamos quase juntos ele terminou de se lavar comigo e fomos colocar uma roupa. - Você entende que acabou, certo? – falei enquanto colocava minha calça e bota. - Eu entendo. Mas, sempre que quiser uma noite como as que a gente tinha é só chamar. – ele falou, me dando um beijo e saindo. Eu peguei minhas coisas e fui para o meu armário pegar o que faltava. - Aí está você! Te procurei por toda parte. – Eve apareceu ao meu lado e eu ri. - O que aconteceu que você tá me procurando? - Eu queria te fazer uma convite. – ela falou e eu a encarei, fechando meu armário – Meu pai vai estar em casa pra jantar e eu vou cozinhar algo. Por que você não aparece e dorme lá? Eu franzi o cenho, estranhando o convite. - Sério? Não prefere convidar suas primas? – eu indaguei e ela fez careta. - Elas pararam de andar comigo desde a festa na sua casa. Elas não gostam que eu namore o Ralph. – ela falou e eu cruzei os braços. - Então eu sou sua substituta. – eu sorri de canto e ela me encarou. - Se fosse eu não pediria pra você passar a noite. – ela falou e o sinal tocou. Nós começamos a caminhar para o estacionamento – É que na verdade é um jantar que meu pai vai fazer pros amigos do hospital e eu preciso de alguém como você. - Alguém como eu? - É, bem articulada, sociável e principalmente, que sabe falar de medicina. – ela disse parando na frente de seu carro – Você é uma enfermeira registrada, não é? Eu assenti. Às vezes eu esqueço que fiz um curso de enfermagem. - Tá bom, eu vou. Que horas? – eu perguntei e ela sorriu. - Às 20h. Não se atrase. – ela entrou no carro e dirigiu para casa. Eu fui até o meu e Ray já estava me esperando. - Oi. Como tá a mão? – eu perguntei quando entramos no carro. - Ah, vale cada minuto de dor. – ele respondeu. - Eu vou dormir na Eve. – eu contei e ele me encarou, fazendo careta. - Vai dormir na Sinclair? – ele indagou. - Ela me convidou. Parece que alguns amigos do hospital do pai dela vão jantar lá e ela quer a minha companhia. E também, eles são amigos da minha mãe. – eu contei – Vai ser legal ouvir algumas histórias sobre ela. Ele assentiu em silêncio e eu estacionei na frente da casa dele. - Me conte sobre tudo depois, tá bem? – ele pediu pegando sua mochila. - Tá bom. Manda um beijo pra sua mãe. – eu falei notando que a mãe dele estava saindo na porta. Eu desci do carro e corri até ela – Oi, sra. Robinson! - Oi, Kate! Como você tá? – ela sorriu e me abraçou – Não quer entrar um pouco? Eu fiz uns biscoitos. - Ah, obrigada, sra. Robinson, mas eu tenho que ir pra casa me arrumar Tenho um compromisso à noite. – eu contei e ela lamentou. - Uma outra hora, então. E você, Raymond, trate de entrar para dentro que nós temos que ter uma conversa. – ela colocou as mãos na cintura, indignada – Que história é essa de que você socou um colega na cara? - Mãe, vamos entrar. Tchau, Hale. – ele a chamou para dentro e eu entrei em meu carro, dirigindo até minha casa. - Oi, pai. – eu dei um beijo no meu pai e sentei no sofá ao lado dele. - Oi, filha. O que aconteceu na escola hoje? – eu estranhei ele perguntar. Acho que a diretora ligou para ele. - Ah, o namorado da Hayley me falou umas coisas e o Ray foi me defender. Ele deu um soco no Jeff e falou um monte de coisa pra ele. Todo mundo aplaudiu. – eu contei – A diretora te ligou, não ligou? - Ela me disse que você se envolveu em uma briga hoje e eu decidi conversar com você, já que você nunca deu esse tipo de problema. – ele suspirou – Mas se esse cara mereceu, tudo bem. Eu sorri e me apoiei no ombro dele. - Então, Mia vem jantar aqui hoje e eu queria saber se você tinha alguma sugestão do que comer. – ele perguntou e eu agradeci por já ter planos. - Na verdade, pai, eu vou jantar na Eve e vou dormir lá. – eu contei e ele me olhou, preocupado. - Vai dormir na casa de Erick Sinclair? – ele perguntou e eu assenti, sem ver problemas – Tem certeza? - Sim. Eu vou pro meu quarto descansar um pouco e me arrumar. – eu falei levantando. Quarta feira, 21 de outubro de 2020, 19h45min. Eu estava me olhando no espelho, observando como aquele vestido vinho caía bem em mim. Peguei meu celular e mandei uma foto para o Ray. “Como estou?” Eu perguntei. “Parece sua mãe. Mas tá gata.” Ele falou e eu agradeci, pegando minhas coisas e a chave do carro. “Me deseje sorte.” Dirigi até a casa de Eve e ao estacionar na frente, percebi que já havia um carro ali que não era o do dr. Sinclair. Toquei a campainha e uma mulher n***a porém mais velha atendeu. - Claire?! – ela exclamou, apavorada. - Quase. Kate Hale, muito prazer. Claire era a minha mãe. – eu a cumprimentei, apertando sua mão – Eve me convidou. - Victoria Williams, neurocirurgiã. Eu era uma grande amiga de sua mãe. – ela apertou minha mão – Erick, é pra você. Ela chamou o pai de Eve e quando ele parou na porta, ele me encarou, sem dizer nada. - Meu Deus, você é igual à ela mesmo! – ele piscou algumas vezes e me estendeu a mão – Seja bem-vinda. Eu sou o dr. Sinclair. Entre. - É um prazer, dr. Sinclair. Eu sou uma verdadeira fã do seu trabalho. – eu apertei a mão dele, que sorriu e parou o olhar na minha mão, logo a soltando. - Que bom, fico feliz em saber disso. – ele me convidou para entrar e fechou a porta atrás de mim – Posso pegar seu casaco? - Claro. Obrigada. – eu passei pela sala, indo até a cozinha, onde Eve cozinhava algo – Oi. - Ah, você chegou. Que bom. Preciso de um par de mãos extra. – ela pediu e eu coloquei minha bolsa em uma cadeira. Eve estava de um jeito que eu nunca a vi. Seu cabelos estavam presos em um coque bagunçado e ela estava com uma blusa branca de bolinhas e um short de academia, com um pano de prato no ombro. - O que precisa? – eu perguntei. - Cuide as panelas pra mim enquanto eu tomo um banho rápido e troco de roupa. Obrigada. Ah! Quase esqueci. – ela voltou e pegou uma taça, me servindo com um pouco de vinho – Isso é pra você. Já volto. Eu sorri, tomando um gole de vinho e mexendo as panelas. Alguns minutos depois, a campainha já havia tocado algumas vezes e eu estava ainda na cozinha. - Oi, você é a filha do Erick? – um homem moreno, nos seus 30 anos, parou atrás de mim. - Não, eu sou uma amiga. Posso te ajudar em alguma coisa? – perguntei, secando as mãos no pano de prato. - Erick disse que eu podia pegar algo pra beber aqui, então... – ele ergueu um copo que estava na sua mão. - Claro, vamos ver o que ele tem. – eu abri a geladeira, procurando alguma coisa – Tem vodka, tequila, uísque e vinho. O que vai querer? - Uma dose de uísque, por favor. – ele estendeu o copo e eu o serviço – Obrigado. Então, você trabalha no hospital? - Ah, não. Eu estou desempregada no momento, mas eu nem tenho tempo. A escola toma muito do meu tempo. – eu contei e ele ergueu as sobrancelhas. - Você tá no ensino médio? – ele perguntou e eu assenti – Não parece. Eu sorri, voltando minha atenção para as panelas. - Meu nome é Ethan Gonzalez. Cirurgião geral. – ele esticou a mão e eu a apertei. - Kate Hale. Prazer em conhecê-lo. – eu sorri ao apertar sua mão. - A gente se vê, Kate. – ele tomou outro gole de uísque e foi para a sala. Depois de um tempo, Eve apareceu com uma calça de couro preta, um salto e um suéter branco. - Oi, voltei. – ela falou e eu sorri ao ver como ela estava bonita. - Tá bonita, Sinclair. Vai conquistar algum coração hoje? – eu perguntei e ela riu. - Até parece. Como está aí? – ela perguntou. - Tá pronto, é só montar. – eu coloquei a panela no meio da mesa. - Certo, você me ajuda a montar e a gente pode ir pra sala beber com eles. – ela falou e eu sorri, animada. Depois de pronta a lasanha que Eve fez, colocamos no forno e pegamos nossos copos e a garrafa de vinho, indo para a sala. - Ah, que bom que se juntaram a nós, querida. – o pai de Eve sorriu para nós – Sentem. Kate, esses são Ethan Gonzalez, Victoria Williams, Alyssa Evans e Cassie Bennett. - É um prazer conhecê-los. – eu sentei em um sofá ao lado do dr. Sinclair, que não parava de me olhar. Talvez fosse a semelhança entre mim e minha mãe. - Evangeline me disse que você tem um diploma em enfermagem. – Sinclair bebeu um gole de tequila e eu assenti. - Sim, é verdade. - E você trabalha com isso? – a dra. Williams perguntou, impressionada. - Não, na verdade não. Eu ainda estudo, então acho que um emprego de enfermeira não daria certo. – eu comentei. - Passe no meu escritório às 17h na segunda. – a dra. Williams falou – Posso conseguir algo que dê certo pra você, se quiser. - Ah, meu Deus! Eu quero, sim! Muito obrigada, dra. Williams. – eu falei, tomando outro gole de vinho. - Vocês duas podem beber? Não creio que já têm 21 anos. – o dr. Gonzalez provocou. - Eu tenho 18 anos e estou na minha casa, dr. Gonzalez. – Eve falou, terminando sua taça de vinho e enchendo mais. - E você? Tem quantos anos? – Erick Sinclair me perguntou. - Ah, eu também tenho 18. Fiz em julho. – contei. - Julho, huh? – ele fez uma conta em seus dedos e a campainha tocou – Ah, deve ser o Mark e a Nicole. Com licença. O resto da noite foi calmo e engraçado. Aconteceu que os amigos do dr. Sinclair não são apenas médicos chatos que só falam sobre cirurgia. Eles são divertidos e descontraídos. Quando o último deles foi embora, o dr. Sinclair me ajudou a lavar a louça. - Então, Kate, como está seu pai? – ele perguntou. - Está bem. Eu falei pra ele que vinha dormir aqui hoje e ele lembrou de você. – eu contei. - Fico feliz que ele está bem. – ele pensou alto – Ah, pode ir, Kate. Eu termino aqui. - Tem certeza, dr. Sinclair? – eu perguntei e ele sorriu – Boa noite, então. Eu lhe dei uma abraço de lado e um beijo na bochecha, indo para o quarto de Eve. - Oi. – falei fechando a porta. Fui até minha bolsa e peguei uma roupa para dormir – Foi uma noite legal. - Foi mesmo. Que bom que você veio, faz muitos anos que não fazemos essas noites das meninas. – ela sorriu quando eu me deitei na cama ao lado dela. - Verdade. A gente era tão próxima, não consigo lembrar do porquê da gente ter se afastado. – comentei olhando em seus olhos azuis. - Sinceramente, nem eu. – ela sorriu, segurando a minha mão. Eu comecei a bocejar e ela seguiu – Ah, acho melhor a gente dormir. - É, se quisermos aparecer pra prova de geometria. – eu falei me ajeitando ao lado dela. - Na verdade, eu não quero. – ela brincou e nós rimos – Boa noite, Hale. - Boa noite, Sinclair.
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