cap 03 o que será que aconteceu

1290 Words
Caveira Dias Atuais... Caveira: — Bom dia, pequena. — falo entrando na cozinha. Maitê: — Bom dia, maninho. Olha, queria mesmo falar contigo. Vou pagar uma pessoa pra fazer uma limpeza nessa casa, tô cansada de fazer tudo sozinha. Tua mulher não faz nada, cara. — fala estressada. Caveira: — Pô, vou dar um jeito nisso aí, falou? Não precisa fazer nada. Deixa ela se achando, vou acabar com a alegria dela logo logo. — falo colocando café na xícara. Maitê: — Sinto muito, mas hoje não vou fazer comida. Se ela não fizer, vai ficar com fome. Eu peço um iFood. Se tu quiser, peço pra tu também. Caveira: — Não precisa se preocupar, faz o teu. Termino de tomar café com minha irmã e vou pra boca. Entro na minha sala, pego alguns papéis pra resolver umas coisas até que alguém entra. Th: — Caveira, tua mulher tá caçando briga lá na pracinha. Caveira: — Manda levar as duas pro desenrolo. Já falei com aquela v***a pra parar de caçar briga com as minas pelo morro. — falo sem importância. Menor: — E aí, meu povo? Que cara é essa? Quem morreu? — senta no sofá. Th: — Ninguém morreu não, ô filho da p**a. — dá um tapa na cabeça dele. — Vai lá separar a briga da mina do Caveira. Menor: — Aí, desgraça... — passa a mão na cabeça. — Bate na Tainá tu mesmo. Quem tem mulher que cuide, tô fora, irmãozinho. Caveira: — Ô, Café! — grito. Café: — Qual foi, chefe? Caveira: — Manda alguém acabar com a briga lá da pracinha e leva pro desenrolo. Já falei que não quero briga no morro. Café: — Já é, chefe. — sai. Th: — Ela vai ficar no ódio contigo. Caveira: — Quem mandou procurar? Quem procura, acha. Ô Th, vai fazer aquela cobrança lá no asfalto. E dessa vez, sem enrolação. Se não pagar, mata. Mete bala em tudo. Th: — De boa. — faz o toque e sai. Caveira: — E tu vai ver o carregamento que tá chegando. É tua responsabilidade, vê se toma cuidado. Menor: — Pode deixar. — levanta e sai. Passo a manhã trabalhando. Quando dá meio-dia, vou pra casa. Chego em casa e a outra tá sentada no sofá assistindo TV. Passo direto pra cozinha e não tem nada pronto pra comer. Abro o armário, vejo que tem comida. Faço o mesmo com a geladeira. Pô, aí também é foda... Caveira: — Não tem nada nessa p***a dessa casa pra comer, Júlia? — falo estressado. Júlia: — Não tenho como fazer nada já que tu mandou me levar pro desenrolo. — fala de cara fechada. Caveira: — Mandei mesmo, já que tu fica aí caçando briga pelo morro. Era pra mandar quebrar teus braços, já que não quer fazer p***a nenhuma dentro de casa. — falo vendo a casa toda bagunçada. Júlia: — Já falei pra tu arrumar alguém pra limpar, bofe. Ou tu acha que vou acabar com minhas unhas pra ficar limpando casa e fazendo comida? Sou tua mulher, não tua empregada. — fala debochada. — Manda tua irmãzinha fazer, tá lá no quarto trancada. — continua debochando. Caveira: — Tu não tá servindo pra miséria de nada. Nem como mulher, muito menos como empregada. Só vou falar uma vez: eu não quero mais p***a nenhuma contigo. Não sei nem por que ainda tô contigo. Tu só me dá dor de cabeça e me faz gastar dinheiro. Não faz nada de útil na vida. Quando eu voltar, não quero mais te ver aqui, tá me escutando? Júlia: — Para com isso, Caveira. Por que tu tá fazendo isso comigo agora, hein? Já tem outra, né? Arrumou alguma p**a pelo morro. Ah, claro, é por causa da vagabunda da Kamila, né? — fala se levantando. Caveira: — Não tem mulher nenhuma. Eu só tô cansado disso. Todo dia é a mesma merda. Só me estresso nesse c*****o. Então é melhor cada um seguir seu rumo. Já dei a ideia: quando voltar, não quero mais ver tu aqui. — falo e saio, deixando ela falando sozinha. Subo na minha moto e vou pro restaurante da dona Milena. Peço um PF, almoço e depois volto pra boca. Saio pra resolver umas paradas pelo morro, volto e fico na minha sala, marolando. Acendo um beck e fico de boa. Conheci a Júlia num baile do morro. Olhei, gostei, coloquei no meu nome. No início ela era uma mina firmeza, tá ligado? Depois de uns meses ficando com ela, assumi como fiel e ela foi morar comigo. Depois disso, foi só ladeira abaixo, mermão. A mina não fazia nada, tudo era a Maitê. Nessa brincadeira tamo há quase um ano juntos. Mas hoje dei um basta nisso. Já fazia uma cota que nós nem transava, pô. Trair? Não. Gosto dessa parada não, bagulho feião, coisa de moleque. Fico na punheta, mas trair não. Nunca ouvi nada de que ela me desse chifre. Ela não é nem doida de fazer uma parada dessa. Acabo com a vida dela. Mas é isso, a partir de hoje o pai aqui tá solteiro. Sábado no baile vou tirar meus atrasos. Saio dos pensamentos com o menor entrando na minha sala. Menor: — Ô Caveira, o Th até agora não chegou, irmão. Já era pra ele ter voltado. Liguei várias vezes e só dá caixa postal. Tu conhece o Th, sabe que ele não é de sumir assim. — fala preocupado. Caveira: — Tu sabe se ele saiu com alguém? Menor: — Ele foi com o Gs, mas nenhum dos dois apareceu ainda. Caveira: — Só aparece problema nesse c*****o. — falo levantando. — Ô, Café! Manda chamar o Tilápia. Um tempo depois o Tilápia chega. Tilápia: — E aí, chefe, o que tá pegando? Caveira: — Rastreia o celular do Th pra mim. Ele começa a mexer em uns bagulhos no notebook. Depois de um tempo, ele fala o endereço. Menor: — Esse endereço… acho que sei onde é. — fala pensativo. — Ah! É onde aquela Tainá mora, né não? Fui lá uma vez com ele. Mas que p***a o Th tá fazendo lá essa hora? Caveira: — Deve tá fudendo e ficou sem bateria, pô. Daqui a pouco ele tá por aqui. Menor: — Já são 22:20 da noite. Tu não acha isso estranho, não? Caveira: — Estranho é. Ele tá fora desde de manhã. Mas bora esperar ele chegar. Qualquer coisa a gente sabe onde ele tá e vamo atrás dele. Ficamos na boca por mó cota trocando ideia, até que meu celular começa a tocar. Ligação ON X: — Alô, é o Caveira? — uma mulher fala do outro lado da linha. Caveira: — Ele mesmo. Quem é? X: — É a Tainá. Olha, o Th tá aqui na minha casa. Ele levou três tiros. Chegou aqui ferido. Eu e minha irmã estamos cuidando dele. Caveira: — Três tiros? — falo nervoso. — Beleza, mina. Tamo indo pra aí. Tainá: — O menor sabe o endereço. Fé aí. — fala e desliga. Ligação OFF Caveira: — Th levou três tiros. Tá lá na casa da mina que ele pega. Ela disse que tá cuidando dele com a irmã. Não entendi muita coisa, só sei que vamo pra lá. Menor: — Vamo logo. — fala levantando e saindo. Entrei no carro do menor, partimos pra casa da mina. O menor estacionou o carro antes do condomínio e fomos a pé. Liguei pra mina, ela disse que tava na entrada esperando. Liberaram nossa passagem e entramos junto com ela. Que c*****o aconteceu com o Th? Pô, espero que não seja nada que precise levar ele pro hospital... senão ele tá fudido.
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