cap 04 vamos ver o que vai dar

1168 Words
Milena . . . Mi: — Bom dia, família — falo indo para a cozinha e vendo meus pais e minha irmã sentados à mesa. Thais: — Bom dia, filha. Senta pra tomar café com a gente. Mi: — Não dá tempo, já tô atrasada — digo pegando um pão e colocando queijo e presunto. José: — Não sei pra que trabalhar, você sabe que não precisa disso — fala me olhando. Mi: — Vamos parar com esse assunto, por favor. Respeitem minha opinião — digo pegando uma maçã. — Tô indo. Desejo um ótimo dia pra vocês — dou um beijo nos meus pais e na doida da minha irmã. Tainá: — Mi, me dá uma carona, por favor — fala se levantando. Mi: — Tá, vamos — falo saindo, e ela vem atrás de mim. Entro no meu carro e a Tainá no banco do passageiro. Dou a partida. Trabalho numa clínica como técnica em enfermagem meio período e faço faculdade de cirurgia geral à noite. Meus pais não gostam da ideia de eu trabalhar, mas gosto da minha independência. Meu pai é engenheiro civil e minha mãe, uma arquiteta renomada. Eles queriam que eu seguisse a carreira deles, mas eu sempre fui apaixonada pelo corpo humano, e ajudar pessoas é o que me move. Por isso escolhi fazer cirurgia geral. Minha irmã? Essa aí não quer nada com a vida. Vive em baile funk no morro, só gasta o dinheiro dos nossos pais e não pensa no futuro. Vive fazendo merda, mas mesmo assim é a preferida da família. Eu sou a que dá “trabalho”. Vai entender. Deixei a Tainá no shopping e fui direto pro trabalho. Cheguei, estacionei o carro na garagem da clínica e entrei. Mi: — Bom dia, bom dia! — falo para as recepcionistas. Elas respondem, e eu vou direto pra sala dos funcionários. Mônica: — Bom dia, Mi. Mi: — Bom dia, meu bem — falo guardando minha bolsa e vestindo o jaleco. Andrey: — Bom dia, meninas. Mi: — Bom dia, vida. Que sorriso é esse, hein? Humm… já até imagino o que seja — falo rindo. Andrey: — Deixa de coisa, Milena! Depois te conto tudo — ele sorri. Mi: — Vou cobrar, hein! Agora deixa eu ir que já tô atrasada — falo e saio. Vou pra sala de coleta. Hoje é meu dia de fazer coleta pra exames de sangue. Passei a manhã toda trabalhando. Meio-dia saí pra almoçar com meu melhor amigo e “chefe”. Andrey, além de melhor amigo, é meu vizinho, colega de trabalho e de faculdade. A clínica onde trabalho é dos pais dele, e ele é quem gerencia tudo. Fomos a um restaurante perto do trabalho. Fizemos os pedidos e ficamos conversando enquanto esperávamos. Andrey: — Então, amiga, fiquei com aquele bofe que te falei. Mulher do céu… foi maravilhoso! — fala empolgado. Mi: — Amigo, tá melhor que eu, hein. Nem lembro qual foi a última vez que peguei um boyzinho — falo sorrindo. Andrey: — Também, você nunca sai! A última vez foi aquele dia da balada, lembra? Aquele carinha gostoso — fala lembrando — Deu até calor — diz se abanando. Mi: — Para com isso, bicha atrevida — dou um tapa leve nele. — Realmente, tô precisando sair. Nossos pratos chegam. Andrey: — Obrigado — dá uma piscada pro garçom, que ri. Mi: — Tá que nem metralhadora, atirando pra todo lado. Se orienta, criatura. Andrey: — Tem que ser assim, amiga. Por isso que você tá aí parecendo uma uva-passa: velha e enrugada — fala e come. Mi: — Filho da p**a! Velha é o teu cu! Ele ri. Almoçamos e conversamos mais um pouco. Depois voltamos pro trabalho. Meu horário é das 7h às 15h. Assim que bateu o horário, fui pra casa. Cheguei e a casa estava vazia. Subi pro meu quarto, tomei um banho, vesti uma roupa confortável, deitei, coloquei o fone e fiquei ouvindo música enquanto lia um livro. Amo! De repente, vejo uma figura entrando no meu quarto. Mi: — Que isso?! Invasão de privacidade! — falo tirando o fone. Tainá: — Tô batendo faz tempo e você não responde! Nossos pais estão chamando na sala. Levanto e desço com ela. Vejo umas malas na sala. Mi: — O que tá acontecendo aqui? Thais: — Recebemos uma proposta de trabalho de última hora e vamos precisar viajar por alguns meses. Ainda não sabemos ao certo quanto tempo, mas assim que soubermos, avisamos. Por favor, se comportem. E, Mi, obedeça sua irmã e não dê trabalho. Mi: — Tá bom, mãe, a senhora tá falando com uma adulta. Tenho 19 anos, trabalho, faço faculdade, tenho uma coisa que a sua outra filha não tem: responsabilidade — falo já irritada. José: — Nisso tenho que concordar com a Milena. Mas não importa. Só se comportem como das outras vezes. Logo estaremos de volta. Tainá: — Já falei que não quero fazer faculdade agora, mas prometo pensar nisso, tá bom — diz o que sempre diz e nunca faz. Thais: — Estamos indo. Amo vocês — dá um beijo em cada uma. Mi: — Também amamos vocês. Nos despedimos dos nossos pais. Depois que eles saíram, subi e voltei ao que estava fazendo. Quando vi, já estava na hora da faculdade. Levantei, tomei banho, passei hidratante, vesti lingerie branca, calça jogger clara, blusa branca e blazer rosa bebê. Calcei um tênis branco, coloquei umas joias, make básica e deixei o cabelo solto. Peguei meus materiais, desci e vi a Tainá sentada no sofá, comendo pipoca e assistindo TV. Tainá: — Já vai pro hospício? — fala debochada. Passo direto pra cozinha, pego uma pera e saio comendo. Vou pra casa do Andrey, que mora duas casas depois da minha. (Moramos no mesmo condomínio). Ele já estava me esperando. Andrey: — Ihh, que cara é essa? Ah, esquece, lembrei que você mora com uma cobra cascavel — fala entrando no carro. Mi: — Meus pais viajaram e estamos sozinhas. Aí já viu, né? Não sei por que esse encosto não vai pra casa do namorado. Andrey: — Amiga, tá aí uma ótima oportunidade pra sair! Vamos arrumar algo pro final de semana, ok? Mi: — Lá vem você com suas ideias... Mas tá bom. Tô precisando sair mesmo. Andrey: — Amoo! Vou chamar a Maitê pra ir com a gente, tá? Nós três. Vai ser babado! — fala animado. Mi: — Tá bom, gosto dela. É gente boa. Maitê é amiga do Andrey, da mesma turma que ele na faculdade. Andrey faz Administração. Eu, como vocês já sabem, faço Cirurgia Geral. Mas enfim, vamos ver que buraco esse doido vai arrumar pra gente esse fim de semana. Andrey se mete em cada canto… fala da Tainá, mas é igualzinho a ela. Vive em baile de favela, todo metido a riquinho, mas ao mesmo tempo todo favelado. Vai entender. Só espero que seja uma balada — ou algo assim. Enfim… veremos.
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