CAP.4

467 Words
VIVIANE Andei por um bom tempo, peguei um táxi na estrada e dei o endereço da minha mãe. Nunca nos demos bem, mas no momento, eu preciso muito de ajuda. Juan não vai me deixar seguir livre tão fácil assim, ele vai vim atrás de mim. São cinco anos, quatro belos anos de paixão e um ano vivendo no inferno. Quando conseguia o que queria agia como don Juan, e quando não conseguia ele se tornava no próprio demônio. Não me arrependo da minha filha, mas sim do pai que escolhi. O carro parou de frente a casa da minha mãe, os portões grandes chamavam atenção. Peguei meu celular, paguei a corrida por pix e desci agradecendo. Ainda tinha as chaves do portão, abri o portão com dificuldade por conta das bolsas e entrei, passei pelo jardim e assim que entrei na sala, o barulho que estava se cessou. - O que está fazendo aqui? - Minha mãe perguntou diretamente, com os cabelos loiros impecáveis, o vestido sempre bem elegante. Me olhava com olhar de desprezo, como se já soubesse o que eu havia feito. - Vivi! - Ouvi a voz do meu pai ecoando na sala - Que saudades, minha filha! - Ele falou vindo até a mim, me ajudando com as bolsas e me dando um abraço caloroso. - Voltou mas não vai ficar, ela vai ir embora. - Minha mãe falou. Sérgio, meu pai, tem 50 anos, alto, branco e os cabelos castanhos quase todos brancos, chamam atenção. Cássia, minha mãe, tem seus 45 anos, é mais baixa que meu pai, bem mais branca também e loira, tampando sempre os fios que começam a crescer. Sempre foram um casal diferentes. Meu pai conquistou tudo que tem trabalhando duro. É dono da maior imobiliária que existe no país, tudo construído com suor. Já a minha mãe, nasceu em berço de ouro, herdou uma fortuna de cinco filhos, cinco infelizes filhos. Os cinco irmãos são inimigos, um invejando mais o que o outro tem. Se um deles teve três filhos, o outro com certeza tinha que ter quatro ou cinco. Foi assim a vida inteira, minha mãe foi a única que parou em apenas três filhos... Sim, tenho dois irmãos, sendo a única menina da casa. Vitor Hugo e Vicente moram fora do país, ambos muito ocupados para eu conseguir atrapalhar. Eu fui a única que parou no meio do caminho. A única que infelizmente ficou. Explique tudo aos meus pais, minha mãe, como sempre, questionou, me chamou de louca, histérica e ameaçou me colocar pra fora de casa. Já meu pai bateu de frente, me defendeu e me deixou ficar. Me ajudou olhando a Manu, enquanto eu ajeitava o lugar para nós duas dormir. Dei banho nela e juntas deitamos para dormir. Finalmente em paz.
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