VIVIANE
Ele não esperou, assim que entramos no elevador ele começou. Dava socos repetidamente em meu rosto, eu já não via mais nada direito.
Juan estava descontrolado, e eu só pensava na minha filha.
Ele não podia me m***r.
Minha filha só tem um ano, eu não saberia morrer e deixar ela pra trás, com esse monstro.
- Me desculpa, eu não vou mais fugir. - Falei enquanto as lágrimas desciam pelo meu rosto.
- Realmente, você não vai! Eu sou o seu marido, nós não vamos nos separar, Viviane. Você é minha, inteiramente minha! - Ele gritou desferindo um t**a intenso em meu rosto.
O elevador se abriu e ele saiu me puxando com força pelo o corredor, assim que ele abriu a porta do apartamento, ele puxou meus cabelos e me jogou no chão.
Trancou a porta e caminhou em passos largos até o quarto, voltando com um cinto de couro em mãos.
A que ponto chegamos quando somos covardes o suficiente pra fugir. Eu nunca levei um t**a se quer do meu pai, sempre fui estudiosa, tinha medo do castigo, quem dirá de surras.
E hoje em dia, o meu marido, a quem eu tanto amei, me bate desse jeito...
- Você vai aprender, a nunca mais me machucar! - Ele levantou os braços com o cinto esticado, abaixando rápido o suficiente pro cinto bater em minha pele.
Não foi uma, duas ou três vezes... Eu apanhei como nunca havia apanhado dele.
Minha pele queimava, meu rosto ardia e coçava, eu não aguentava nem tocar em minha pele. Ali eu desejei a minha morte, não aguentava mais aquilo, mas desejava muito ver a minha filha.
Eu estava com o corpo caído no chão da sala, enquanto ele ainda estava sentado no sofá, bebendo uma cerveja e sorrindo diante da situação.
Eu não aguentava mais!
- Cadê a minha filha? - Perguntei.
- Nossa filha está sendo bem cuidada, como você tentou me m***r, vai ficar uns dias sem ver ela. - Ele falou se levantando.
- Não, pelo amor de Deus, não! - Corri o agarrando pelos pés. - Não faz isso não, ela é minha filha, é pequena, ela precisa de mim! Por favor! - Continuei gritando e agarrando seus pés.
Ele se irritou e chutou meu rosto, fazendo com que meu osso do maxilar fizesse um estralo.
- Me solta! - Ele gritou, enquanto continuava me chutando.
- Por favor, ela precisa comer, Manuela mama no peito, por favor! - Eu continuei implorando.
Quando você se torna mãe, algo dentro de você se reconstrói. Você começa a viver por aquele ser, e não mais por você.
Eu apanho muito, durante um ano eu vou vivendo esse inferno, mas ele nunca, nunca encostou na minha filha.
E eu dou graças a Deus por isso!