ISADORA
Eu deveria ter dito não.
Era o certo. O racional. O seguro.
Mas quando os lábios dele tocaram os meus, meu corpo respondeu antes da mente. E agora, aqui estou: dentro do meu apartamento, as costas contra a porta fechada, a respiração presa na garganta, e o homem que me seguiu por semanas... colado a mim, como se sempre tivesse pertencido a este lugar.
Como se sempre tivesse pertencido a mim.
— Isso é loucura — murmuro, mais para mim do que para ele.
Ele me encara com olhos escuros, firmes. Sem desvio. Sem hesitação.
— Não. Isso é inevitável.
Suas mãos seguram meus pulsos, e eu deveria resistir. Mas meus joelhos vacilam, como se implorassem para ceder. Ele não aperta, apenas segura. Um lembrete do que pode fazer, do quanto me leu... e do quanto me conhece.
— Você não sabe nada sobre mim — tento desafiar, com a voz falha.
— Eu sei tudo. Sei que você finge ser forte, mas dorme abraçada a um travesseiro toda noite. Sei que se toca ouvindo música instrumental. Que odeia o som do próprio choro, por isso o engole. Sei que o seu lugar preferido no mundo é o canto esquerdo do sofá — porque ali se sente segura.
Ele solta um dos meus pulsos e desliza a mão entre meus s***s, até o centro do meu peito. Meu coração martela sob sua palma.
— E sei que está molhada por mim agora.
Um suspiro escapa dos meus lábios. Um gemido preso. E ele sorri. Um sorriso perigoso, masculino, carregado de certeza.
— Você me stalkeou... — digo, como se ainda fosse possível jogar moralidade nesse campo minado.
Ele se inclina até que seus lábios toquem o lóbulo da minha orelha.
— Eu te desejei. E isso não é crime... ainda.
A forma como ele fala... faz parecer que sou eu quem está em desvantagem. Que ele tem as rédeas. E a pior parte?
Ele tem.
— Eu não sou uma bonecal. Não sou uma coisa pra você brincar — rebato, com as palavras afiadas, mesmo que meu corpo esteja se entregando a cada segundo.
— Não — ele responde, os olhos mergulhados nos meus. — Você é um vício. Um desejo que consome. E eu... sou o homem que vai saciar cada um dos seus.
Me beija. De novo. Mas desta vez não há hesitação. Nem aviso. É rude. Faminto. Selvagem.
Suas mãos me puxam pela cintura, me erguem e me prendem contra a parede. As pernas se fecham ao redor da cintura dele por instinto. Estou presa. E, estranhamente, me sinto mais livre do que nunca.
Ele me carrega até o sofá — o maldito canto esquerdo — e me joga ali com firmeza. Fico de joelhos, os cabelos emoldurando meu rosto ofegante.
— Tira a blusa — ele ordena.
Eu hesito.
— Agora.
A voz dele é baixa. Firme. Inquestionável. E, Deus, isso me faz arder.
Tiro.
Primeiro devagar, esperando que ele pare. Que me diga que está brincando. Que desista. Mas ele apenas observa, como um predador assistindo sua presa se despir por vontade própria.
Quando meus s***s ficam expostos, ele geme baixo. A voz arranha.
— Tão perfeita. Tão minha.
Ele se ajoelha à minha frente. Me encara como se estivesse diante de um altar profano. A boca encontra meu peito e suga com força, os dentes marcando a pele sensível. Arquejo. Gemo. Me perco.
— Eu... não devia — tento outra vez.
Ele segura meu queixo com firmeza.
— Você pode mentir com a boca, Isadora. Mas não com o corpo. Seu corpo suplica por mim.
Desce as mãos pela minha barriga, entre minhas coxas. Quando toca por cima da calcinha já encharcada, ele solta um riso escuro.
— Você já é minha, e m*l começamos.
Puxa a peça com brutalidade. A rasga. O som me arrepia inteira.
Me abre com os dedos. E quando sua língua me toca, eu quase grito. Nunca senti nada assim. Tão preciso. Tão certo. Como se ele soubesse exatamente o que fazer, onde tocar, como provocar e torturar ao mesmo tempo.
— Isso... — engasgo entre gemidos — é errado.
— É perfeito — ele corrige, me fodendo com a língua e o olhar ao mesmo tempo.
Gozo rápido, com força, e ele não para. Me lambe como se estivesse se alimentando de mim. Como se eu fosse a última mulher na terra. Como se ele tivesse esperado por isso toda a vida.
Talvez tenha.
Quando ele se ergue, seus olhos estão dilatados, o rosto coberto com a prova da minha rendição.
— Agora — diz com a voz rouca — você vai me deixar te mostrar tudo o que mais teme... porque no fundo, é tudo o que sempre quis.
E naquele momento, nua, suada, trêmula e faminta, eu sei...
Ele não é só o homem que me observava.
É o homem que me possui. Por dentro. Por inteiro.