Três dias após a inauguração da exposição As Mãos Invisíveis da Arte, a Fundação Laurent-Moreau voltou à sua rotina. Pesquisadores catalogavam documentos, restauradores trabalhavam em novas peças e estudantes visitavam a biblioteca para conhecer o legado dos Guardiões da Memória. Mas Isabelle não conseguia tirar o pergaminho da cabeça. O selo do lobo prateado continuava sendo um mistério. Nenhum livro da fundação fazia referência àquele símbolo. Na manhã de segunda-feira, Adrien entrou na biblioteca carregando uma velha pasta de couro. Seu rosto demonstrava entusiasmo. — Acho que encontrei alguma coisa. Gabriel levantou-se imediatamente. — O que descobriu? Adrien colocou sobre a mesa uma coleção de mapas antigos de Paris. — Antes da expansão moderna da cidade, algumas sociedades

