DEISE Deise Temo que meus pés afundem o chão. Temo sofrer um infarto agora de tanto que meu coração bate acelerado – sou capaz de ouvi-lo ao fechar os olhos. Minha mãe me encara sem entender nada, percebo pelo seu olhar preocupado que ela está tentada a chamar uma ambulância e nem isso me faz ri. A magnitude dos acontecimentos ultimamente não tem brincado em serviço. E eu não posso compreender como Anderson pôde fazer uma coisa dessas. Eu quero chorar na mesma proporção que quero gritar, é possível? — Mas esse na televisão não é aquele homem da foto; o seu namorado? — Ela pergunta, limpando as mãos em um pano e vindo até mim. Minha mãe segura meus ombros, ela tem essa mania quando quer que alguém se acalme, olha nos meus olhos querendo entender mais, temo não conseguir falar. Respir

