No dia seguinte Andrew passa na casa de Sharon e eles vão juntos para delegacia.
- Me desculpe por ontem Andrew de ter rido de você.
- Sem problemas.
Eles vão conversando dentro do carro sobre o que iriam fazer naquela manhã. Andrew para em frente da cafeteria Dinner café, ele desce do carro e pergunta para Sheron se iria querer café, ela diz que sim, mas permanece no carro.
No momento em que Andrew entra na cafeteria, um desconhecido com um boné na cabeça escondendo um pouco o seu rosto esbarra nele e sai olhando para dentro do carro onde Sharon estava, ela nem percebe nada, afinal está distraída olhando seu celular.
- Bom dia o que o senhor deseja? Pergunta a atendente sorrindo para ele.
- Vou querer um cappuccino e um expresso, por favor – diz Andrew
- Aqui está sr. Andrew lê seu nome que estava escrito no crachá Susan.
- Obrigado Susan e um bom dia. Ela dá um sorriso.
Andrew se aproxima do carro e bate no vidro do passageiro e Sharon baixa e pega seu café. Ele entra no carro e segue para a delegacia da cidade que está a duas quadras dali, enquanto disso o assassino fica olhando os dois de longe. Ele já tem sua vítima em mente, Alice que já estava observando umas semanas atrás, ela nem suspeita que será sua próxima vítima.
No final da tarde os pais de Alice, Emma e Bruce falam para sua filha que iriam sair para um jantar na casa de uns amigos.
- Filha vamos jantar na casa de Elizabeth, você quer ir? Pergunta sua mãe
- Não mãe prefiro ficar em casa, eu acho que vou sair com Brayan.
Brayan era seu namorado e sempre saiam juntos para festas. Alice um doce garota de apenas 20 anos, 1,60 cabelos castanhos e olhos castanhos claros, muito bonita.
- Se você for sair me liga filha, o tempo está muito sombrio, e já está começando a chover, tenha cuidado quando sair e tranque bem as portas.
Tá mãe, agora vai se arrumar, se não vai chegar atrasada.
Alice sobe para seu quarto e liga para Brayan e diz que seus pais iriam sair.
Ligação on
Alice: oi meu amor, o que está fazendo?
Brayan: em casa, está trovejando muito acho melhor não saímos.
Alice: Ah ta bom, eu vou ficar aqui no meu quarto então assistindo filme.
Brayan: Se cuida, eu vou comer alguma coisa agora, depois nos falamos
Ligação off
Enquanto Alice desligava seu celular sua mãe grita.
- Filha? Alice?
- Oi mãe.
- Já estou indo tranque a porta.
- Tá mãe já estou indo vou só tomar um banho e já desço.
- Já estou saindo com seu pai.
Alice acaba de tomar seu banho e a chuva começa a ficar intensa, ela enrolada numa toalha florida, fica de frente para o espelho do banheiro que está meio embaçado, ela passa a mão para poder desembaçar e ver, ela pega um pente de dentes largos e começa a desembaraçar seus cabelos molhados. Quando acaba de penteá-los ela desce as escadas e tranca a porta de entrada e verifica se as janelas estão bem trancadas.
Alice vai para cozinha verificar se a porta dos fundos estava trancada e sobe para o seu quarto, abre a gaveta de cima da cômoda toda branca, em cima da cômoda tinha umas fotos dela com seus pais, ela tira uma calcinha e coloca, depois vai para seu guarda roupa e fica olhando para o espelho que tinha no meio dele, depois pega uma calça moletom e uma e camiseta branca.
Ela se joga de costa na cama e dá um suspiro, pega seu celular e vê que eram 19:30. Alice se levanta desce as escadas e vai para cozinha preparar algo para comer, mas decide pedir uma pizza de pepperoni. Ela pega o telefone fixo da cozinha e liga para uma pizzaria e faz seu pedido. Ele vai para sala e se senta no sofá bege de três lugares, liga a tv e fica vendo um filme que estava passando, enquanto aguarda seu pedido chegar.
Depois de meia hora a campainha da casa toca, ela olha antes de atender pelo olho mágico da porta para ver se era o entregador e certifica que é e abre a porta e vê que ele está com uma jaqueta preta todo encharcado da chuva que estava intensa, ele pega sua pizza e paga o entregador fecha a porta e vai para cozinha, ela coloca a caixa da pizza em cima do balcão, abre a geladeira e pega um refrigerante de lata, e se senda para comer.
Enquanto Alice estava comendo, ela nem imagina que o assassino já estava observando-a do lado de fora no quintal de sua casa, olhando- a comer sua pizza pelo vidro da janela da cozinha. Ele já sabia como entrar na casa.
Alice acaba de comer e vai para o seu quarto e fecha a porta na trinca, se deita na cama pega seu celular e manda mensagem para o Brayan.
Mensagem on
Alice: oi você está aí?
Brayan: oi gata estou
Alice: o que está fazendo?
Brayan: assistindo filme aqui na sala e você
Alice: deitada
Brayan: muita chuva aqui
Alice: aqui também, vou deixar você assistir seu filme, mais tarde te ligo, bjs
Brayan: bjs
Mensagem off
A chuva se tornava cada vez mais intensa e seu quarto escuro iluminava devido aos relâmpagos, fazendo com que Alice ficasse encolhida em baixo de seu edredom azul. Ela não estava gostando muito de ficar sozinha em casa. Saindo debaixo um pouco da coberta, um ambiente calmo, quieto e vazio isso já deixava aliviada por apenas alguns segundos, até escutar um movimento vindo da escada, estava um silêncio que se podia ouvir o movimento da escada.
Alice continua na cama mais ao mesmo tempo seu coração acelerava um pouco, mas o que seria esses passos que ela estava ouvindo da escada, ela tenta se acalmar. Uma corrente elétrica percorria todo seu corpo e a deixava preocupada, pois escutava os passos se aproximarem da porta, aquilo não poderia ser verdade, pensou torcendo para que o barulho fosse seus pais que resolveram voltar mais cedo.
Ela tinha toda certeza que havia trancado tudo, ela então decide se esconder em baixo da cama, como se pudesse protege-la se fosse algum intruso. Pensou que ficando embaixo da cama iria lhe proteger dos seus medos. Agora ela escuta a maçaneta do seu quarto girar, e seu coração começa a palpitar cada vez mais, queria que tudo não passasse de um sonho.
Ao escutar a porta de abrir lentamente, queria que fosse a sua mãe para lhe dar um beijo de boa noite como sempre faz antes de dormir, mas isso não aconteceu, o silencio toma conta do local, exceto pelos pingos da chuva e o barulho das arvores da janela de seu quarto, movimentando-se com o vento.
Alguns minutos se passaram e ela sentiu um objeto pontiagudo deslizar pela colcha, ela respira lentamente colocando a mão sobre a boca, para o invasor não sentir sua respiração. Ela teme, pois, sabia que não teria a menor chance de sair dali. O que ela queria era gritar o mais alto possível para que toda a vizinhança do bairro acordasse, sentindo seu desespero, mas isso não iria acontecer.
Alice estava pasma com a presença desse intruso em eu quarto, sabia que suas chances eram poucas em sair dali. O medo já estava em seus olhos, seu corpo encolhido debaixo da cama, reprime um grito quando num movimento ele finca a faca na cama, seu desespero se tornou ainda maior, quando de repente ele se abaixa e ela tem seu cabelo puxado, ele a arrasta debaixo da cama e ela podia sentir sua respiração quente em seu pescoço.
- Não seja tão medrosa garota- a sua voz em seu ouvido a fez tremer toda, só de pensar no que ele poderia fazer naquele momento. Quer dizer alguma coisa antes de morrer? O puxão em seus cabelos torna-se mais forte.
- Por favor pegue o que quiser e me deixe ir, eu não vou falar nada prometo – diz em meio as lágrimas.
Ela colocava suas mãos trêmulas no seu braço buscando fazê-lo diminuir o aperto em seus cabelos – sua risada macabra ecoa pelo seu quarto, ele gostava de sentir o medo em suas vítimas.
- Vou lhe soltar quando eu quiser! Ele arranca a faca da cama e coloca contra o pescoço de Alice – agora você sabe o que vai acontecer?
- Me deixe por favor – pediu ela novamente com uma voz trêmula.
O que Alice queria era poder empurrá-lo, e lhe dá um chute e sair correndo para fora da casa ou agarrar em seu moletom preto e ficar se humilhando para não morrer. Ela não queria poder aceitar que sua vida iria acabar ali – pensou. As lágrimas embaçavam sua visão – ela sabia que sua tentativa de fuga seria inútil naquele momento de desespero que estava sentindo.
Sua voz estava tão longe e suas pálpebras pesavam e a escuridão foi tomando conta lentamente! Ela se desperta com algo em movimento sua visão começa a se ajustar aos poucos, e então percebe que está dentro de um carro, a paisagem mostrava que ainda era noite. A tontura atingiu novamente e ela foi recobrando aos poucos.
Passando das onze horas da noite, os pais de Alice chegam em casa, percebem que a porta de frente não estava trancada.
- Eu não acredito que Alice não trancou a porta- diz sua mãe Emma.
- Ela deve ter dormido- diz seu pai
Sua mãe sobe as escadas e vai para o quarto de sua filha, e percebe que a porta estava aberta, ela entra e chama por ela.
- Alice filha? Seu quarto estava escuro, ela acende a luz e percebe que sua filha não estava lá, chama pelo seu marido que sobe as escadas depressa.
- Alguma coisa aconteceu como nossa filha, ela não está e sua cama está revirada, e tem um furo em seu colchão. Imediatamente eles ligam para emergência dizendo o que houve.
Os detetives Andrew e Sharon aparecem, eles estavam muitos nervosos, pois sua filha havia desaparecido e eles não queriam esperar para ver se iria acontecer alguma coisa, a mãe de Alice pressentia que algo estava acontecendo com sua filha.
- Por favor detetive encontre minha filha, ela não costuma sair sem seu celular, minha filha está em perigo eu sinto.
- Calma senhora vamos fazer o possível para encontra-la, mas antes precisamos fazer algumas perguntas – diz Sharon
- Sua filha tem algum namorado, amigos quem sabe eles podem nos ajudar a encontra-la – pergunta Andrew
Eu já liguei para o Brayan, ele é namorado de minha filha, ele já deve estar chegando, e sua amiga Anne não sabe dela – diz Emma mãe de Alice
No momento em que Emma está falando Brayan chega. Os detetives o interrogam e vê que realmente ele não sabe de nada. 3 horas se passam e nada de Alice chegar. Eles conseguem as câmeras de segurança da rua e veem no momento em que um homem todo de preto com uma máscara escondendo seu rosto, coloca Alice dentro de um carro preto, não conseguem identificar a placa do carro, pois estava coberta com um pano branco.
Seus pais entram em desespero pois sabia que sua filha estava nas mãos de um serial killer. Os detetives procuram um meio de tentar achar Alice, e começam a fazer uma busca pelos bairros.