O dia para Sharon não foi muito bom, ela não termina a conversa com Andrew, ele ainda iria interrogar o motorista do ônibus, eles marcam a conversa para depois.
A noite Sharon está preparando a janta e a campainha da sua casa toca, é Andrew.
- Oi boa noite Sharon trouxe uma garrafa de vinho, atrapalho?
- Não Andrew, entre estava preparando uma janta.
- Cheguei numa boa hora – diz ele rindo.
Ele entra e Sharon vai terminar a janta.
- O que está fazendo?
- Uma lasanha.
- O cheiro está muito bom.
- Arrume a mesa, os pratos estão aqui – diz ela apontando onde estavam.
Andrew arruma a mesa enquanto Sharon apronta a janta. Ela faz salada e enquanto isso Andrew abre a garrafa de vinho e coloca nas taças que ela havia pegado. Ele fica olhando Sharon que estava com um vestido florido na altura do joelho e de cabelos amarrados, ela havia feito um coque.
- O que está olhando Andrew?
- Nada, só está meio diferente – diz ele dando um sorriso.
O forno apita e a lasanha já estava pronta, ela coloca uma luva protetora na cor azul florida e pega a travessa pequena e leva até a mesa. No meio do jantar Andrew pergunta o que Sharon não terminou de falar.
Ele está segurando a taça na mão e a põe na mesa olhando para ele.
- Andrew quando eu tinha 20 anos, eu fiz um aborto, era isso que eu queria falar. Quando você me fez a pergunta, na hora eu não quis falar porque isso foi muito doloroso para mim, eu não tive escolha.
- Tudo bem se você não quiser falar.
- Ele deve estar punindo as vítimas pelo o que fiz, todas que ele está matando tem 20 anos, mesma altura, e todas fizeram aborto menos a Susan, ele só a pegou para me atingir, eu queria entender, porque é alguém que realmente me conhece e sabe do meu passado.
- Vamos pegar esse psicopata, você já olhou sua câmera de segurança pra vermos o perfil dele.
- Ainda não.
Eles olham e veem no momento que uma pessoa de capuz preto e com uma máscara preta coloca o envelope na frente da casa de Sharon, mas não dava para ver seu rosto.
- Ele não é baixo, é alto mais ou menos 1,80 – diz Andrew.
- Vou colocar uma viatura na porta de sua casa Sharon.
- Se você fizer isso vai chamar atenção, e talvez seja isso que ele queira, não se preocupe comigo eu sei me cuidar.
- Tudo bem, só tome cuidado.
- Sabe o que está me intrigando Andrew.
- O que?
- Porque ele mesmo fez questão de avisar a polícia e os repórteres.
- Bom eu vou indo Sharon – diz ele caminhando até a porta e Sharon vai o acompanhando.
Ele lhe dá um abraço e fala para ela trancar tudo.
- Qualquer coisa me ligue – diz Andrew.
A noite parece ser um tormento para Sharon, ela não estava conseguindo fechar os olhos, ela passa a noite lendo e relendo as cenas do crime, para tentar achar de alguma forma uma pista que levasse até W.H.
Não tinha como, ele não estava deixando pistas, nem pegadas e nenhuma digital, era como procurar uma agulha no palheiro.
Sharon sabia que teria que ter muita cautela e atenção, precisava estar alerta para todos os sinais durante a investigação. Ela acaba adormecendo, e do outro lado da rua estava W.H observando a casa de Sharon, ele fica um bom tempo olhando para frente de sua casa e sai sem ser visto por ninguém. A rua estava deserta já se passavam da meia noite, ninguém na rua, um silencio naquela noite tomou conta da cidade de River Rild.
Na manhã seguinte Sharon se levante e vai para o banheiro tomar um banho, e quando sai vai direto para o seu quarto, coloca uma roupa, penteia seus cabelos, junta os papeis espalhados na cama e sai de casa. Ela estacionou seu carro na delegacia e pegou suas coisas e entrou.
O dia estava normal nenhuma ligação da emergência do suposto serial killer ter atacado novamente. Ele se dirige até a sala onde ficava a cafeteira e coloca um pouco de café no copo.
- E essa cara – pergunta Spencer.
- Cara de quem passou a noite toda acordada – Diz Sharon.
- Nossa o que houve detetive Sharon está de m*l humor? Diz Spencer.
Ela sai da sala com seu copo de café na mão e não fala nada, ela vai para sua sala se senta e fica anotando tudo de novo, procurando alguma coisa que tivesse deixado passar. Como pode uma pessoa matar sem deixar nada para trás.
Os casos que Sharon já trabalhou de serial killer em todos eles havia pistas e era fácil pegá-los, mas esse estava dando trabalho. Enquanto estava analisando tudo Andrew bate na porta entrando.
- Oi Andrew.
- Está ocupada?
- Ah não, estou só aqui tentando achar alguma coisa que ajude a pegar esse psicopata.
Eles passam a manhã toda tentando achar alguma pista.
- Vamos parar um segundo Andrew, estou com fome, vou almoçar em algum restaurante.
- Posso te fazer companhia?
- Sim claro – diz ela se levantando.
Eles chegaram no restaurante e pediram uma mesa reservada, porque iriam falar do caso e não queria ninguém por perto escutando. Eles vão para uma mesa distante das outras.
A garçonete se aproxima.
- Olá, boa tarde, já decidiram o que vão querer?
Eles fazem o pedido, e ela se retira logo em seguida.
- A mídia está atrapalhando, tudo o que falam está deixando ele um passo a nossa frente – diz Sharon.
-Não tem como tirar, eles sempre sabem alguma coisa – diz Andrew.
Eles terminam de almoçar e o único assunto que conversam é sobre o caso. Eles passam a tarde toda olhando os relatórios novamente das jovens mortas.