HANNAH NARRANDO
"Hannah, vamos almoçar?" Meu chefe sorria em minha direção, e eu neguei com a cabeça. "Meu filho está nos esperando no restaurante, você não pode dizer não."
"Na verdade, eu consegui um encaixe para a terapia no meu horário de almoço. Você sabe, eu preciso me manter na linha... E hoje não está sendo um bom dia. Estou tendo alguns pensamentos..." Pensamentos obscenos, muito obscenos. Senhor Delacroix suspirou e me olhou com piedade. Ele acha que eu era alcoólatra.
"Tudo bem, querida. Você tem razão. Preciso de você sóbria, então, vá para a terapia. Amanhã você conhece meu filho aqui no escritório mesmo."
Quando deu o horário, fui até o consultório do doutor Henrique e me joguei no divã e olhei para cima. Passei as duas mãos em meu próprio rosto e rosnei como um cachorro bravo, o que fez Henrique rir.
"Calma, querida. O que está acontecendo?" Ele perguntou e eu tirei as mãos do rosto.
"Sex0, Henrique. É isso que está acontecendo. Hoje eu estou pensando nisso sem parar."
"Ainda não está pronta para fazer? Acha que não consegue se controlar e fazer, hm... Uma vez, apenas?" Eu neguei com a cabeça ao ouví-lo.
"Você sabe como eu sou. Olha, se eu ceder agora, eu vou trans4r até com o velhaco do meu chefe. Eu estou muito louca. Faria s3x0 com um estranho na rua se cedesse. Entende? Eu estou... Fora de mim." Cocei minha cabeça com raiva, e senti meus olhos marejarem. "Eu odeio ser assim. Queria ser uma pessoa normal."
"Não fale isso de você mesma. Você é uma pessoa normal, mas tem um vício como qualquer um."
"Esse vício me prejudica, Henrique. Tem fotos minhas circulando pela internet. Eu estava dando para o meu ex-chefe, parecendo uma atriz p0rnô." Neguei com a cabeça. "Eu me odeio."
"Bom, aqui na terapia, você pode falar tudo. Eu tenho uma sugestão para você, que talvez te ajude a controlar seus pensamentos. Ao invés de vivê-los, já que não é isso que você quer, você podia... Escrever sobre isso." Eu o olhei de forma confusa, como se tentasse entender o que ele queria dizer. "Eu já disse pra você manter um diário. Use-o mais, escreva não apenas o que você lembra, mas o que você gostaria de viver. Aposto que isso será bem mais saudável do que sair por aí se colocando em risco."
"Isso parece interessante." Mordi meu lábio inferior. "Não parece destrutivo."
"Não é destrutivo. Você vai transformar uma fixação em algo construtivo e saudável. Escrever faz bem." Eu sorri ao ouvir aquilo e me levantei do divã.
"Você tem razão. Eu vou tentar fazer isso, e então, te falo como me saí."
Era hora de voltar ao escritório. Minha terapia acabou e eu parecia ter encontrado a chave para sair da fossa na qual eu me encontrava. Eu precisava escrever, escrever o suficiente para acalmar meu fogo e focar no que eu realmente preciso.
Entrei numa papelaria antes de ir para o trabalho e comprei um sketchbook com fecho de elástico e capa vermelha. Parecia perfeito para o que eu iria fazer.
No meio do expediente, quando meus pensamentos estavam difíceis de controlar, eu decidi pegar o caderno e escrever. Eu não sabia o que fazer ou como começar, mas decidi ser detalhista. Eu queria... Detalhes. Muitos detalhes.
"Aqui vamos nós..." Sussurrei para mim mesma, pegando a caneta e começando a escrever:
Querido diário, tive uma lembrança completamente insana agora. Eu preciso escrever, antes que eu perca o controle. Hoje está sendo um dia bem difícil, e fico feliz que um pedaço de papel não possa me julgar. Então, lá vai a história:
“Eric...” Não pude continuar a falar. Fui calada com um beijo.
Eric abriu a camisa social de forma rápida e a jogou no chão, enquanto eu o ajudava a se livrar da peça de roupa. Ele parecia ansioso para ter meu corpo em seus braços. Ele arrancou a blusa que cobria meu corpo e a jogou no chão, me empurrando contra a parede e me beijando, de forma intensa. Aquela língua deliciosa... Meu Deus. Eu poderia beijá-lo por horas sem cansar.
Meus braços ao redor de seu pescoço, meu corpo encostado na parede, o corpo dele contra o meu e suas mãos fortes passeando sem pudor algum por minha pele... Era tudo que eu queria naquela noite.
“Hannah, você vai ter que passar um bom tempo comigo essa noite.” Um sorriso malicioso surgiu em meus lábios, quando o ouvi falando em meu ouvido. Meu corpo pedia, imploravam por mais. Eu estava alucinando e aquilo era bom!
Enquanto os lábios de Eric passeavam por meu pescoço, eu guiei minha mão até seu m3mbro, que já reagia aos meus toques e estava bastante rígido. Separei meus lábios dos dele e comecei a beijar seu pescoço, barriga, até finalmente ajoelhar na sua frente. Eric me olhou com uma luxúria que nunca havia visto em seus olhos. E eu amei ver aquilo.
Ele acariciou meu rosto, enquanto eu estava ajoelhada, e passou o polegar por meu lábio. Eu sabia o que ele queria, então decidi provocá-lo um pouco mais. Chupei seu polegar enquanto ele me olhava, extasiado, esperando que minha boca o tomasse para si.
Que homem que não gosta de um oral bem feito? Pra sorte dele, eu sou ótima nisso. Levei as duas mãos até seu cinto e o abri enquanto ainda brincava com seu polegar, abaixei sua calça junto com sua cu3ca e libertou o m3mbro rígido.
Comecei lambendo da ponta até a base de seu m3mbro, e fiz o caminho de volta, antes de abocanhá-lo de uma vez. Eu o chupava, e meu Deus, que gostoso que ele é. Eu deslizavam meus lábios pela extensão de seu m3mbro enquanto segurava sua base, o masturband0 e tocando ao mesmo tempo que minha boca agia. Vi Eric revirar os olhos. Era isso que eu queria.
Ele começou a empurrar o quadril contra minha boca e eu aumentei a velocidade, sabendo o que viria a seguir. Eric gemeu. Ele sempre foi bastante contido quanto aos sons que emitia no sexo, mas ele parecia bem desinibido enquanto eu o chupava.
Na última vez que ele forçou o m3mbro contra mim, o senti pulsar, e ele se liberou. Eu engoli, dizem que não se pode fazer desfeita, não é mesmo? Ele me ergueu pelas mãos e me tomou em um beijo insano. Confesso, estou ficando viciada nesse homem.
“Minha vez. Quero ver você gritar meu nome hoje.” Ele se abaixou, alcançando minhas coxas e me pegando no colo.
Após caminhar até o quarto, desceu minha saia e me guiou até a cama, me arrastando pela bund4. Ele me jogou, literalmente, em cima da cama de costas. Se posicionou em cima de mim e começou a beijar meus ombros, minhas costas, minha bund4... E todos os seus toques me estavam me deixando completamente louca, mais ainda, naquele momento. Era uma noite gostosa e eu era dele. Sabia que na manhã seguinte toda essa empolgação acabaria e eu voltaria para uma vida triste e solitária, mas naquela noite, ele era tudo que eu precisava.
Ele distribuía beijos e mordidas por todo o meu corpo e pele. Me senti uma rainha em suas mãos, porque ele adorava cada pedacinho do meu corpo. Então, ele se ergueu e virou meu corpo, me posicionando de frente pra ele. Eric sabia ser um canalha quando queria. Quem não gosta de um canalha na cama, não é mesmo? Ele chupou meus sei0s, minha barriga e cintura, meu Deus...
Eu ainda estava de calcinh4, mas o filho da p**a queria me enlouquecer. Molhada, embriagada com sua presença e completamente à mercê dos desejos de Eric, eu o senti colocar a boca em cima de minha intim1dad3, mas sem realmente tocá-la. Ele o fez por cima da calcinh4. Desgraçado.
Depois de tanto mexer comigo, Eric finalmente arrancou minha calcinh4 branca e a jogou longe. Ele afundou os lábios em minha intim1dad3 e me chupou, lambeu, fez tudo que queria comigo. Não sei como aguentei tanto prazer e por tanto tempo, mas ele fez uma coisa que eu nunca havia visto na vida.
“Não vai gozar. Não até eu entrar em você.” Ele disse. Eu tentei me segurar e ele tirou os lábios de mim.
Finalmente, seu m3mbro me invadiu com uma ignorância deliciosa, me preenchendo por completo. Eu, rendida, agarrava seus cabelos e mexia meu quadril enquanto ele empurrava o m3mbro contra mim com força. Eric era um filho da p**a gostoso, e eu não conseguia mais aguentar. A cada vez que ele entrava em mim com força, meu corpo implorava por liberação.
“Eu preciso, Eric... Preciso!” Falei, em meio a respiração pesada.
“Vai, gostosa.” Ele falou e eu fui.
O orgasmo mais intenso do mês e o sexo mais delicioso foi esse, com Eric. Eu gritei o nome dele com razão. O filho da p**a era algum tipo de Deus do sexo, e eu fui agraciada com sua presença em minha vida por algumas noites.
Ele se liberou dentro de mim uma fração de segundos depois, e quando acabamos, nós dois, ofegantes, nos esparramamos na cama enorme de Eric com sorrisos nos lábios.
“Isso foi maravilhoso.” Falei, tentando normalizar minha respiração.
“Você é maravilhosa, Hannah. Não vou te deixar ir embora.” Ele disse, me puxando e me aninhando ao peitoral dele.
“Não começa com sentimentalismo, você sabe que eu quero só s3x0.”
Ele soltou uma risadinha... E eu fiquei em silêncio ouvindo nossas respirações normalizarem, tocando o peitoral úmido de suor e ouvindo as batidas intensas daquele coração acelerado por minha causa.
Ele era só mais um. Um dos bons, mas ainda assim, só mais um. Na manhã seguinte, eu fui embora do apartamento dele e tudo voltou ao normal. Guardei seu número para ligar quando estivesse afim, mas pouco tempo depois, Eric achou uma namorada. Eu fiquei triste por perder um cara que era bom de cama, mas não porque ele era o Eric. Tinha a ver com s3x0, não com amor. E sempre foi assim.
Será que algum dia eu vou mudar?
Com amor,
Hannah.