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1133 Words
HANNAH NARRANDO Terminei de escrever e fechei o caderno. Minha c@lcinha estava ensopada e eu sabia que teria um trabalho comigo mesma quando chegasse em casa, mas pelo menos aquilo pareceu aliviar em partes os meus pensamentos promíscuos. "Hannah, o que está fazendo?" Meu chefe se aproximou da mesa e eu fechei o caderno rapidamente. "Nada. Estava fazendo anotações apenas." "Hm, entendi. Bom, chegue cedo amanhã, meu filho irá tomar café conosco e eu preciso apresentar vocês." Concordei com a cabeça e fiquei torcendo para que o dia passasse logo. Eu só queria ir pra casa e tomar um porre, dormir e acordar no dia seguinte sem pensar no dia de hoje. Quando deu o horário, eu arrumei minha bolsa e fui pra casa. Tentei nem sequer olhar para as pessoas na rua, porque a probabilidade de eu abordar alguém e fazer merda era grande. Quando cheguei em casa, me dei conta que não havia nenhum tipo de vinho, que era a bebida que eu queria tomar. Eu teria que sair para comprar, e sabia que aquilo me colocava em risco. Mas o que eu podia fazer? Aos poucos, eu senti meu vício tomando conta de mim. Por que, uma mulher bonita como eu, colocaria um vestido vermelho, curto e colado, se não quisesse um pouco de flerte naquela noite? Minha maquiagem estava um espetáculo, meu cabelo preto e até a cintura funcionava como uma moldura para o meu corpo escultural. Meus olhos azuis me tornam um pouco misteriosa, já que são claros demais. Claros mesmo, um tipo de azul raro que é difícil de encontrar. Eu sei que sou bonita e sei conseguir o que quero. Ao invés de ir até uma loja de conveniência, eu fui até um bar muito badalado no point de Nova Iorque. Eu tentava me convencer de que eu precisava de um pouco de diversão e que seria apenas aquela noite, mas eu sabia que era um erro, e que eu daria passos gigantescos para trás se cedesse. Mas ao entrar no bar, e sentir aquela atmosfera quente e com cheiro de álcool, minha vontade se acendeu mais. Eu estava afogada nas memórias do que fiz e nos pensamentos daquilo que eu queria fazer. Sentei em um banco em frente ao balcão do bar e pedi uma cerveja. Eu havia saído para comprar vinho, e acabei em um bar, cheio de gente bonita e pronta para escolher um parceiro para uma possível f0da. Quando levei o líquido até minha boca, tomei um gole e uma lembrança nada agradável invadiu minha mente: O dia em que apanhei de Natália em um bar, porque o alecrim dourado dela a traiu. Segundo ela, eu que o seduzi. Ele foi apenas um coitado que caiu nas minhas armadilhas. Acho que as pessoas não deviam culpar uma mulher que não sabia que era amante. Fui tirada dos meus pensamentos por um cheiro agradável de perfume importado. Não era um perfume comum, era daqueles que embriaga o ambiente e te faz procurar quem é o portador de tal fragrância. "Tem alguém aqui?" Um homem se aproximou e apontou para o banco ao lado do meu. "Não." Eu tomei um gole da cerveja, e dei uma olhada no homem ao meu lado. O perfume amadeirado obviamente vinha dele. O relógio em seu punho era uma evidência de que ele estava no lugar errado, porque era rico demais para esse bar. Observei seu corpo, malhado, mas escondido pela calça social e a camisa branca com os dois botões próximos do pescoço abertos. Quando meus olhos chegaram em seu rosto, ele sorriu de forma maliciosa, como se soubesse exatamente o que eu estava fazendo. "Conferindo a mercadoria?" Ele brincou, e depois chamou o garçom. "Duas doses de uísque, por favor." O garçom saiu para buscar o que ele queria. Eu mordi meu lábio inferior, e tentava de todas as formas controlar meus instintos. Mas a verdade é que aquele cara era exatamente o que eu precisava naquela noite. "Depende, a mercadoria está disponível?" As palavras deixaram minha boca como se eu não pudesse controlá-las. "Acabei de chegar na cidade, então... Sim, sim." Eu sorri ao ouvir o que ele disse. Ele provavelmente era um turista, o que fez meu coração acelerar. Era perfeito! Eu teria uma noite com ele, e em alguns dias, ele desapareceria pra sempre. Quando o uísque chegou, ele pegou um dos copos e empurrou em minha direção, o fazendo deslizar pela mesa. "Pra garota que me fez entrar nessa pocilga." Ele entrou aqui por mim? "O que? Como assim?" Eu estava surpresa. "Você já se olhou no espelho, boneca? É surpreendente que nenhum homem tenha chegado em você antes de mim. Fiquei alguns minutos te observando lá de fora, para ver se estava sozinha ou esperando alguém." "Acho que eu estava esperando você." Meu coração acelerou, e eu me levantei do banco onde estava sentada. "Me leva embora daqui. Você não faz ideia de como eu... Estou precisando me divertir de verdade." Uma risada anasalada deixou o rosto dele ainda mais atraente. "Não vai perguntar meu nome? Estou um pouco ofendido." Ele tirou a carteira do bolso, tirou uma nota de cem dólares e colocou no balcão. Depois, segurou minha mão e começou a me guiar para fora do bar. "Preciso saber seu nome, pra querer t*****r com você?" A pergunta que fiz foi séria. Ele continuou me guiando e paramos em frente a um Bugatti esportivo, carro caro pra caramba, e isso me fez ter a certeza de que ele era podre de rico. "Precisa saber meu nome para saber o que gemer quando eu macetar você, docinho." Suas mãos foram parar em minha cintura, e ele me puxou com uma pegada incrível, fazendo meu corpo colidir com o dele. Sua boca tomou a minha em um beijo ardente, que me deixou louca desde o início. Não, não era a fome que deixava a comida mais gostosa naquele caso. Ele era o cara mais gostoso, cheiroso e com pegada que eu já havia beijado em toda minha vida - e considerando que eu perdi as contas de quantos homens já beijei, isso era um título louvável. "Não costumo gemer o nome de quem não merece." Sussurrei em meio ao beijo, e ele me empurrou contra o próprio carro, me prendendo ali entre ele e o veículo. Uma de suas mãos estava em minha nuca, e o beijo continuava. Cada molécula do meu corpo estava acesa. Eu o queria dentro de mim, de preferência a noite toda. Seus lábios escorregaram sem nenhum pudor pelo meu queixo e encontraram meu pescoço. Ele sabia aonde beijar para me causar arrepios. Era como se tivesse um manual de instruções sobre mim. Maldito. "Meu nome... É Blake." Ele sussurrou, em meio aos beijos em meu pescoço.
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