Nayara, está em casa aguardando o marido, quando ele chega, agitadissimo, porque agora as coisas realmente estavam fora do controle. Irritado, ele a ignora completamente.
_ Jorge estou aqui amor...
_ Não me incomode tenho problemas maiores pra resolver...
_ Eu não sou um problema, sou sua esposa!
_ Aí, já começa meus problemas, estou no escritório, não quero falar ou ver ninguém!
Sem entender tamanho desprezo, a mulher vai para o quarto e chora copiosamente.
No escritório, ele está pensando, como dá fim no maldito Aquiles, ele estava ciente que o seu querido primo delegado já sabia de tudo, e que com certeza, iria atrás dele, o que precisava realmente, era por um fim a tudo isso, precisa simplesmente eliminar Renato, infelizmente ele sabia demais. Virando um copo atrás do outro de whisky, só tinha em mente, solucionar seus problemas, ao entrar no quarto, ver Nayara adormecida, como um animal, ele avança sobre ela, a mulher grita, ele está fora de si e cheio de luxúria, por mais que lutasse, ele a penetra, sem respeitar o período do puerperio, com toda devassidão do mundo, grita ao gozar, deixando uma mulher acordada e com medo. Na banheira, ela chora, vendo as marcas em seu corpo.
Ao acordar Gustavo, vai direto pro sitio de sua mãe, é informado que ela saiu há dois dias, preocupado liga várias vezes para ela
e nada da mulher atender, até que seu telefone cai na caixa postal, ele liga pra Leandro que logo chega ao local, o telefone dela está no quarto.
_ Delegado, minha mãe foi tirada daqui...
_ Vou informar as demais delegacias da região, vamos começar uma busca.
Chegando no escritório dos Magalhães com sangue nos olhos, Eduarda está na recepção, ela pede pra ele se acalmar, e lhe dá um copo d'água, informa que o juiz saiu há alguns minutos, que estava em outra cidade.
Já era hora do almoço, quando Oswaldo chega na casa de Susana, eles rindo nuito das aventuras da juventude e da faculdade de direito. Quando o homem solta essa informação: _ Susana, sabe porque nunca me casei?
A mulher o olha desconfiada.
_ Eu sempre te amei, quando comigo, essa paixão desde aquela época.
Ela apenas sorri e fala:
_ Eu também tenho meus segredos, sabe, e fui covarde, em investir tudo que eu tinha, nesse segredo, que quase me mata.
_ Que segredo?
_ Lembra que casei grávida? Na época, estava saindo com você e namorava o Estevão, afinal fidelidade nunca fez parte de nossos planos ou casamento. Minha filha não é dele, é sua Oswaldo.
O clima de descontração logo mudou, o homem tinha um olhar vazio.
_ Como você tem certeza disso?
_ Eu fiz DNA, anos atrás, e você é o pai dela.
_ Ela já sabe? Estevão?
_ Ela sabe que ele não é o pai, mas ele não sabe e sei que em breve, terei que o enfrentar e temo por mim e por ela.
_ Preciso de tempo Susana, você tirou minha filha de mim, tirou a infância dela, a adolescência, as escolhas que fez, isso é muito abrupto pra mim. Preciso de um tempo.
Dizendo isso, sai. Susana respirou fundo, tinha menos um pecado pra se redimir.
Na caverna, Estevão retornou com comida, não havia conseguido encontrar Gustavo, então, começou a dizer a Edna, o quanto ele havia sofrido com a rejeição dela, o quanto foi humilhante, a ver subindo no altar com outro, como foi horrível ver a cidade zombando dele.
A mulher lhe olhava com desprezo.
_ Estevão, Gustavo deve esta me procurando, tenho que ir.
_ Você não vai, entenda seu destino é ao meu lado!
_ Eu jamais vou te perdoar...
_ Farei tudo no seu tempo.
_ Eu quero ir embora. Gritou.
_ Eu não vou te perder de novo!
_ Você esta louco!
Ele a aperta em seus braços, e a deita algemada a seu lado. Edna adormece de tão cansada.
Logo cedo, Jorge recebe uma intimação do ministério público, furioso, ignora totalmente Nayara.
Os vereadores começaram a preparar o impecheamet do prefeito, ignorando tudo, ele entra na prefeitura e manda chamar Eduarda.
Quando a mulher chega, ele pergunta de que lado está. Como não esperava por essa pergunta, ela diz, que do lado dele. Jorge a pressiona, dizendo que tratava os inimigos com vela e caixão. A mulher se livra dele e diz que o ajudará, só precisa saber como.
Tamires está em São Paulo com Teo, quando recebe a notícia que seus vídeos seriam retirados da Internet. Ela fica aliviada.
Teo, disposto a reconquistar a mulher a chama pra ensaiar uma peça teatral, falando sobre abuso. Ela o abraça, seria muito reconfortante iniciar a vida de forma segura.
Agora, só tinha um segredo, que tinha que revelar: a morte de Flávio. Isso envolvia muita gente, mas ela precisava de paz na consciência.
As acusações sobre o juiz Estevão explode na mídia nacional. Logo ele é chamado para uma reunião com outros magistrados, saindo deixa Edna sozinha.
Gustavo, já não sabia o que fazer, chorava nos braços de Helena, aquilo não era nem de longe um sequestro, tinha algo que não batia, onde estava sua mãe, jamais ela deixaria, que ele ficasse sem informações, mesmo quando esteve preso. Sua mãe, nunca, em nenhum momento, fez algo parecido.
A mãe de Flávio, encontra indícios de que Renato realmente atirou em Aquiles, encontra a arma do crime, e como havia se convertido, não queria mais aquela vida, a mulher pega a arma, e leva para o delegado Leandro, ela pergunta sobre os verdadeiros assassinos de Sei filho, o homem relata que não havia novidades e que todos na cidade deveriam ajudar nas buscas de Edna Santos que estava desaparecida.
O juiz Magalhães é afastado de suas funções, estava sendo investigado, quando sua sala é invadida por Gustavo, que sem pensar, dá um soco no homem que cai, Eduarda chama os seguranças, muito calmo, o juiz pede pra que todos saiam.
_ Eu sei que você está preocupado com sua mãe meu filho!
_ Tá louco, não sou seu filho e sei que você fez algo com minha mãe!
_ Gustavo, eu amo sua mãe, jamais faria m*l a ela.
_ Seu maluco, onde a minha mãe está?
_ Você bateu em seu pai, mereci filho por todo m*l que te causei.
_ Se ver que seus crimes comeram seu juízo.
Dizendo isso o rapaz saiu.