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722 Words
Lorena narrando Eu tento falar me mexer mas era impossível. — Se você se mexer, você vai só se machucar – ele liga um telão e começa aparecer um monte de foto – está vendo todas essas garotas aí? – ele pergunta me encarando – são todas as garotas que você destruiu a vida, todas com sonhos, você tem noção que você sequestrou garotas de 13,14 anos? Que poderiam ser qualquer coisa na vida? Médicas, bailarinas, advogadas, dentistas, qualquer coisa – ele gritas – e você destruiu a vida delas, não adianta dizer que você soltou elas, nenhuma que você soltou depois de tantos anos vai ter uma vida normal, todas elas vão ter problemas psicológicos – eu olho para ele – você se acha esperta e você é, muito esperta, até achar alguém mais esperto que você, doze anos fazendo o infenro na vida dessas mulheres e sem ser descoberta não é para qualquer uma – ele me encara – mas, agora – ele passa uma foto – você foi descoberta para o mundo todo e sabe quem descobriu? Quem fez isso? O agente do FBI que você achou que matou. A sua casa caiu Lorena – eu olho para aquela foto e ele começa a passar o depoimento das garotas, fotos de como elas saíram dos cativeiros de tudo. Ele tira a mordaça da minha boca e me olha. — Fala Lorena! – ele grita na minha cara com a arma na mão – Fala, o que você vai me dizer? — Você mandou me investigar? — Mandei – ele fala – você realmente acha que eu te colocaria no meu morro sem saber nada de você realmente? Mas eu ainda fui burro, eu demorei para abrir os e-mail, eu fiz todos gostarem de você, eu me declarei para você – eu engulo seco – e olha o que aconteceu, você é a maior vagabunda, o maior monstro. — Não me julga, você também é bandido, você é traficante, comanda um morro, mata – ele dar um tapa em meu rosto. — Eu não machuco uma pessoa inocente e isso meu pai sempre me ensinou – ele fala – eu nunca encostei a mão em uma mulher, nunca abusei ou torturei uma pessoa inocente, eu sempre fui justo em tudo, o que você fez naão tem perdão. — Eu as liberei, eu me arrependi, você tem que ver como fui criada, você sabe que eu mudei. — Você nunca vai mudar, vai ser sempre esse monstro, eu tenho nojo de você e me arrependo por um dia ter deixado você entrar na vida da minha família. — Marcos, me deixa explicar. — Não tem o que explicar. – ele fala – eu jamais vou te perdoar , eu mandei você ser sincero comigo. — Eu te ajudei, eu te dei ideias, eu te dei uma forma de você sair da facção, você é um ingrato. — O que foi que eu te perguntei quando você sentou na minha frente na boca? – ele pergunta – era se você fazia parte disso porque se você fazia, era para você falar, levantar e ir embora, porque eu não admitia isso e a pena era ser torturada. — E você vai me torturar? Vai fazer o que? Vai me torturar até a morte? Me entregar para o Alexandre, para o meu pai? Anda Marcos? Vai te manter a consciência limpa de você me torturar? Vai colocar na internet para dizer para as vitimas que você fez vingança? Olha que bonito, o traficante vingou as traficadas. — Você é muito pior do que eu, você não tem escrúpulos, você não pensa em ninguém a não ser você mesmo, eu escutei tudo Lorena, tudo, todas as suas ligações para Carlos, eu tive acesso a tudo. – ele fala – e hoje, eu tenho nojo de você, nojo de olhar na sua cara, nojo de ter encostado em você, nojo de ter te conhecido. Eu olho para trás dele. — Quem são essas pessoas? – eu pergunto olhando para trás dele. — Seu juízo final – ele fala – agora você está entregue e vai ter o destino que merece – eu olho sem acreditar que ele tinha me entregado a Alexandre – que te mate torturada até o ultimo sangue que escorrer do teu corpo.
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