O avião pousou sob um céu cinza, pesado e carregado, bem diferente da luminosidade que banhava os casarões de Parioli. Kássia olhava para aquelas nuvens pela janela do avião enquanto a aeronave taxiava na pista. Ela nunca, em toda a sua vida profissional, deixara ultrapassar os limites daquela forma. Agora, seu mundo virara-se de cabeça para baixo. Pela primeira vez, havia se deixado envolver; a paixão e o desejo falaram mais alto que a razão. Levemente, ela tocou os próprios lábios com a ponta dos dedos, sentindo ainda o calor e o toque daquele homem. Jhon. Em São Paulo, a cidade continuava exatamente a mesma. Ela corria em seu ritmo frenético, barulhenta, visualmente esmagadora, e não parava por ninguém. Muito menos por amores interrompidos. Imagine, então, por despedidas m*l resolvidas

