Glória, mesmo estando a milhares de quilômetros de distância, no Brasil, fazia questão absoluta de saber de tudo. Para ela, não importava o fuso horário ou a distância geográfica; ela tinha que estar por dentro de cada detalhe, afinal, era a dona do império. Em sua mente calculista, os funcionários estavam ali estritamente para trabalhar, não a passeio. Aquilo era uma viagem de negócios de altíssimo nível, não férias pagas pela empresa. Essa cobrança diária e a necessidade de entregar relatórios impecáveis deixavam o clima ainda mais tenso. Jhon e Kássia sabiam que qualquer passo em falso — fosse uma linha errada em uma planilha ou um segundo de hesitação na chamada de vídeo — seria visto por Glória como falta de foco. Por isso, mesmo após o encerramento daquela chamada de balanço de q

