Dois dias se passaram desde que entraram na cidade amaldiçoada, o grupo estava menor, e com mais problemas do que quando começaram.
Eram sete portões, cada um estava localizado em um ponto diferente da cidade de Doryan e todos estavam igualmente camuflados. Ainda assim, com a ajuda de Levy, Lucy decifrava os objetos e todos procuravam tocar no que invocaria as fechaduras para que a loira abrisse o portão que os levaria ao desafio.
Cada portão era um desafio diferente e o nível de dificuldade somente aumentava, eles descobriram que existiam dois tipos de barreiras, aquelas que permitiam dois desafiantes como a primeira, e aquelas que permitiam apenas um desafiante, ou seja, tal como Levy explicou, ou a pessoa que invocou o portão enfrentaria o desafio, ou a pessoa que o abriu o faria.
Wendy enfrentou sozinha o segundo desafio, ter a Dragon Force ajudou imenso na hora de destruir as lacrimas que ela tinha que explodir ao mesmo tempo e usando apenas sua própria energia mágica.
Gray enfrentou o terceiro, ele também estava sozinho nessa, felizmente para ele, enfrentar mortos-vivos era o mesmo que enfrentar demônios, então apesar de serem fortes, ele os nocauteou.
Mas conforme o nível de dificuldade aumentava, mais energia mágica era consumida do corpo da Heartfilia, e por mais que ela insistisse em continuar, Juvia, Gray e Happy a obrigaram a parar. E, mesmo alegando que Wendy poderia fortalecê-la com seus encantamentos, Natsu a convenceu a parar quando fingiu que estava morrendo de sono e se jogou no chão sem ao menos montar a tenda.
Todos recuperaram do primeiro dia de aventura e Juvia encontrou o objeto que libertava o quarto portão, felizmente Lucy pôde ajudá-la a enfrentar o desafio, e graças à capacidade da Maga da Água, quando as paredes da casa que guardava o objeto começaram a transformar-se com o objetivo de esmagá-las, Juvia transformou seu corpo inteiro em água e alcançou o mecanismo que parava aquele processo antes da Heartfilia ser esmagada na forma de gato graças ao poder de Gemini. Com um pouco mais de tempo, elas resolveram o quarto desafio, um desafio que a custou mais poder mágico do que os outros. E por azar, Juvia também encarou o quinto desafio, mas dessa vez teria que fazê-lo sozinha.
Por pouco ela não conseguiu e, ao terminar, perdeu misteriosamente a consciência. Eles foram obrigados a ir para o Hotel em que Gajeel e Levy estavam.
Agora, Wendy e Gray ficaram cuidando da Maga da Água. O Fullbuster fez questão de ficar ao lado de sua amada até que ela recuperasse, e como eles estavam lá, Levy pediu que Gajeel ajudasse na missão.
Claro que ele não queria ir, estava tão bem ao lado de sua baixinha e seu bebê que não queria nem mesmo entrar na briga, mas o pedido feito por sua esposa, mais a relutância do Dragneel em tê-lo no grupo, o convencerem.
De imediato, o Redfox enfrentou o sexto desafio, provavelmente o mais difícil de todos até ao momento. Uma cópia sua foi criada, com o mesmo nível de durabilidade e poder. Suas vantagens foram seus sentimentos, afinal, diferente da cópia, ele era humano, era um mago da Fairy Tail e tinha uma casa para onde voltar, então ele não desistiria e muito menos perderia para uma cópia barata.
E assim foi. Gajeel venceu o sexto desafio e agora procurava pela sétima e última peça do puzzle.
A cidade estava mais bonita, a fauna e a flora foram restauradas, assim como as casas e até mesmo os trens que ficavam há quilômetros de distância voltaram a funcionar, ou seja, assim que terminassem a missão poderiam regressar. No entanto, ainda faltavam os humanos e se Levy estivesse certa, todos apareceriam quando o sétimo portão fosse fechado.
— Você pode tirar essa cara de imbécil do rosto? — O Dragon Slayer do ferro não queria falar nada, mas a expressão no rosto do Dragon Slayer do fogo o irritava.
Eles estavam divididos em dois grupos, Natsu, Happy e Gajeel estavam de um lado, e Lucy, Erza e Charles estavam do outro. Estranhamente a cidade tinha um lado que parecia estar diante da estação de inverno enquanto o outro acompanhava a primeira normalmente. Jogando pedra, papel e tesoura, decidiu-se que as garotas procurariam na parte mais fria, resumindo, Happy perdeu para Charles.
— Dane-se!… — Deu de ombros, não queria estar ali naquele momento, muito menos com o Redfox.
— Ei, gato azul — chamou pelo Exceed que sobrevoava os céus. — O que deu nele? — perguntou na cara dura.
— Ele está assim porque não enfrentou nenhum desafio. — riu da sorte do amigo.
— Só isso, Salamandra, você é muito mimado, sabia? — Novamente, Natsu deu de ombros. Gajeel olhou para o Exceed azul. — Tem certeza que é só isso? — Happy parou de voar e passou a caminhar ao lado deles.
— Bem, ele também brigou com a Luce ontem a noite. — pensou.
— Não briguei nada! — mentiu.
— Aye, aye… — sinceramente, o Exceed já não sabia o que fazer com os amigos.
— Entendi… — Abanou negativamente a cabeça. — O que você fez dessa vez? — Uma gota desceu da cabeça de Happy, de alguma forma, sempre era culpa do amigo.
— Eu sei lá! — Olhou para o céu na tentativa de se acalmar. — Ela é muito teimosa e resmungona, não entende o quanto me preocupo com ela e nem o porquê de querer que ela fique bem. Ela também não quer ficar comigo e com o Happy, prefere muito mais Fairy Hills e as garotas do que a nossa casa ou o apartamento antigo! — Descarregou de uma vez só, no entanto, Gajeel não entendia quase nada.
Em poucas palavras, agora que tinha a certeza de seus sentimentos, Natsu estava convencido que deveria estar sempre com ela, por isso propôs que morassem juntos assim que voltassem, entretanto, Lucy não entendia o porquê da proposta feita, e como o Dragon Slayer também não explicava direito, para ela parecia que ele apenas queria mantê-la longe de qualquer pessoa ou coisa que não fosse ele mesmo, o fato dele não deixá-la cumprir a missão em um único dia, ou de sempre fazer seus joguinhos para conseguir abrandá-la, também ajudava para que ela pensasse daquele jeito.
Do seu jeito e com muitas repreensões e risadas por parte do Redfox, Natsu explicou tudo o que aconteceu desde o momento em que Levy jogou o buquê. Happy não sabia se ria ou se lamentava a burrice dos dois amigos que a essa altura e pelo histórico já deveriam estar acasalando, mas, para a sua sorte, Gajeel estava lá.
— E você disse que a ama? — A pergunta fez o homem dos cabelos cor-de-rosa parar para pensar. Ele tinha feito isso?
— Acho que sim…
— Você acha?! — surpreso com a resposta ele também parou, tinha certeza que em momento algum aquele i****a tinha deixado seus próprios sentimentos claros. — Sabe Salamandra, você é burro. — falou o que no momento, era a coisa mais óbvia do mundo.
— Repete?! — Happy ficou com medo da briga que se iniciaria.
— Que tipo de homem não deixa suas intenções bem claras com a mulher que ama? — As palavras do Redfox o fizeram lembrar de um detalhe.
— Mas eu deixei minhas intenções bem claras.
— Como? Dizendo que “estava gostando dela”? — repetiu a frase que o amigo proferiu quatro ou cinco vezes enquanto explicava toda a história no máximo de detalhes.
Era até mesmo impressionante como Natsu lembrava de tudo sobre Lucy Heartfilia, dos seus diálogos e até mesmo pensamentos, mas quando se tratava dos adversários que derrotou, nada passava pela cabeça oca dele.
— Não, eu também beijei ela. — Custava admitir, mas se Gajeel fosse mais forte bateria naquele i*****l para ver se ganhava um pouco de juízo.
— E daí? Até o Happy você já beijou.
— NÃO ME LEMBRE DESSA ATROCIDADE!!! — O Exceed choramingou arrepiado e segurando em sua própria boca, mas como o esperado o Dragneel não se lembrava daquilo, embora nesse caso o moreno compreendia perfeitamente o porquê.
— O que eu quero dizer é, que a Lucy é lerda, então você tem que ser o mais claro possível. — Natsu não estava compreendendo, depois de tudo o que disse e fez, tinha como ser mais claro? — Dizer: Eu estou gostando de você; é totalmente diferente de dizer: Eu te amo. Consegue perceber? — Milagrosamente, Natsu compreendeu.
— Deixa ver se eu entendi, você conquistou a Levy copiando as palavras do Gray? — E o que o Dragon Slayer do ferro não queria finalmente aconteceu.
— EU NÃO ESTOU COPIANDO NINGUÉM, SEU s*******o! — Finalmente Natsu o tirou do sério, e o sorriso travesso provava que era totalmente de propósito.
— Gajeel — Ficou sério. — Eu nunca mais falarei isso na vida, mas obrigado pelo conselho. — E antes que o moreno pudesse raciocinar as palavras de gratidão o Dragon Slayer do fogo já estava correndo em direção a Heartfilia.
— Ei! — Ele não sabia se ia atrás do cabeça oca ou se ficava lá para descansar, mas o sinal que recebeu de sua esposa pela lacrima de comunicação deixou claro o que ele e Happy deveriam fazer.
***
— … Eu realmente não entendo você e o Natsu — Erza insistiu. — Quando nós pensamos que vai ficar tudo bem, vocês brigam outra vez… — reclamou.
Enquanto Gajeel repreendia o Dragneel, Erza e Charles repreendiam a Heartfilia.
— Eu também não entendo — suspirou. — Ele me deixa tonta com suas atitudes infantis — explicou. — Em um momento ele me faz rir ou me abraça como sempre. Mas me beijar foi estranho demais! — confessou. — Eu sinceramente não sei porquê que ele faz esse tipo de bobagens! — Puxou os próprios cabelos aparentemente irritada.
— Você realmente não sabe, Lucy? — a ruiva insistiu.
— Não. Talvez seja por ele ser inocente demais? — E foi assim que a Scarlet confirmou que o Fullbuster tinha razão, Lucy realmente era amorosamente tapada…
— É irônico ver como alguém que escreve romances não percebe quando tem um homem apaixonado por ela. — Charles percebeu.
— Como assim? — perguntou para a Exceed branca que caminhava com elas.
— Nada, nada… — “Tão inocente quanto a Wendy…” pensou. Parecia que realmente a Heartfilia não percebia nem os próprios sentimentos. — Lucy, você sabe o que é estar apaixonada? — A pergunta parecia meio boba, não era como nos livros que ela lia?
Lucy descreveu uma mulher apaixonada de forma única provando mais uma vez que ela sabia, sim, como tudo funcionava. Ela era tão naturalmente brilhante quando se tratava de explicar aquele sentimento, nem parecia que ficava do mesmo jeito perto do Dragon Slayer do fogo.
— Isso está me deixando desesperada… — a ruiva indagou.
— Vou retificar o que disse antes. É irônico como alguém que lê romances não percebe quando está apaixonada! — Erza riu do comentário da felina e da confusão expressa no rosto da loira.
— Como assim? — perguntou novamente.
— Dessa vez eu explico — Sim, a Maga das Armaduras estava feliz em poder perguntar. — O que te vem à cabeça quando você pensa no Natsu? — Lucy parou de caminhar por alguns segundos.
Muita coisa vinha em sua mente quando pensava nele, o sorriso, a confiança, o afeto, seu nome sendo m*l pronunciado de propósito, sua mania de brigar, seu cheiro, seu abraço, suas promessas, seu calor…
— Aqui está frio… — Sentiu seu próprio coração acelerar. — E o Natsu é quente… — Suas bochechas ganharam uma pequena coloração vermelha. — Estou com frio… — As três estavam bem agasalhadas, não havia como sentirem frio no momento, mas seu corpo sentia a necessidade de aquecer-se com um abraço do Dragneel.
“Natsu…”
— LUCE! — As três se assustaram com a voz masculina vinda de longe.
— O que está fazendo aqui? — a pergunta saiu sem pensar.
— Encontraram o sétimo portão? — A ruiva questionou o que fez o Dragon Slayer do fogo parar no mesmo segundo.
Tinha se esquecido totalmente daquilo, será que Erza o mataria por isso?
Não, ele tinha que falar com a loira imediatamente!
Ou talvez quando terminassem a missão?
Céus, eram tantas questões…
Não, nesse momento, o que mais importava era a mulher que amava, nada mais!
Quando ele decidiu continuar em direção a ela, seu coração bateu de forma estranha. Não era um estranho bom como quando se tratava da Maga Estelar, era um estranho desconfortável, como quando pressentia o perigo.
Uma porta atrás de si, ele não sabia que era o único que a via, muito menos que parecia hipnotizado, tal como Lucy quando abriu os portões anteriores.
Era como se a porta fosse a coisa mais importante para ele no momento, por isso pegou na maçaneta.
— Natsu! — Erza chamou enquanto se aproximavam, mas tudo o que ele ouvia era a porta pedindo para ser aberta.
— Natsu! — E dessa vez ele acordou.
— Lucy… — Com a mão ainda na maçaneta, ele olhou para a loira. — Nós precisamos conversar. — pediu.
— Sim — Ela deu mais um passo, ficando agora cara a cara com ele. — Como descobriu que o portão estava aqui? — questionou.
— Como? — Agora ele percebeu que estava diante de uma porta. — Finalmente é a minha vez! — Celebrou.
— É… — Charles deu de ombros.
— Você tem noção que este é o mais difícil? — a loira parecia preocupada com ele.
— Não tem problema, afinal, vocês vão enfrentar esse desafio juntos. — Erza não sabia como tudo acontecia, mas agora os dois ficariam a sós então era uma oportunidade de ouro.
— Juntos… — Natsu olhou para a parceira que acabara de perceber o mesmo que ele. — Como sempre tem sido — Estendeu a mão para ela. Mesmo hesitando, seus dedos tocaram suavemente a mão do parceiro e como sempre, Natsu segurou a mão delicada como se estivesse segurando a coisa mais importante do mundo, mas ele sempre fazia isso com ela, não porque a loira era fraca, mas sim porque a respeitava e amava. — E como sempre será! — Sorriu largamente.
Uma sensação de nostalgia invadiu o corpo da loira. Estar perto do Dragneel que ela bem conhecia e tocar em sua mão a deixava quente. Mas não era um calor r**m, muito pelo contrário, era um calor aconchegante, um calor perfeito, um calor deles.
— Sim! — concordou com as bochechas rubras.
Os dois estavam com os dedos entrelaçados quando decidiram que estava na hora de enfrentar o último desafio.
Eles estavam confiantes, cumpririam a missão da chave para o coração perdido. Não apenas por estarem juntos, mas também porque seus amigos os apoiavam.
A porta abriu-se apenas para eles dois, nem sequer foi necessário Lucy fazê-lo. Eles entraram para o lugar que parecia uma simples sala com várias portas de carvalho ao redor. Os adornos eram de ouro, Lucy reconheceu o coração desenhado de forma lúdica no pavimento. E felizmente, lá não estava frio.
— E agora? — questionou perdido.
— Se não me engano, temos que encontrar a porta que dá acesso ao coração. — Lembrou do parágrafo que falava sobre o sétimo portão.
— Um coração de verdade? — A questão a fez tremer.
— Céus, espero que não! — soltou a mão do homem e abraçou o próprio corpo. Natsu não queria que ela o soltasse… — Talvez um coração como aqueles que representamos em desenhos — explicou. — Ou como este — Olhou novamente para o desenho no pavimento. — Natsu? — Olhou para ele sem entender, ele parecia concentrado com algum cheiro. — O que… Ih!! — Ela assustou-se com a forma como ele a cheirava agora. Uma forma desesperada e sedenta. — O-O que foi?... — Ele parecia sério.
— Seu cheiro…
— O que tem o meu cheiro?... — Ele aproximou-se mais para descobrir.
— Eu sabia — Afastou-se. — Vem dali também! — Apontou para uma das portas.
O Dragon Slayer sentia o cheiro dela vindo de mais um lugar, mas era impossível e esse era o problema.
— Julguei que duas pessoas não poderiam ter o mesmo cheiro. — Preocupada com o que viria por aí, ela não sabia o que dizer.
— E não podem — confirmou. — Fique atrás de mim. — Ordenou vendo palavras normais aparecendo na porta indicada. E preocupada como estava, obedeceu.
— Aquele que enfrentar esse desafio, enfrentará seu próprio coração… — A Maga Estelar corou com a ideia que surgiu em sua cabeça. — T-Talvez seja um clone meu, como no desafio passado — especulou. Será que toda a conversa que teve com Charles e Erza sobre amor era por conta do que o Dragneel dizia estar sentindo por ela? Bom… o desafio era principalmente para ele de qualquer forma — Embora seja difícil repetir o mesmo… — Ela torcia para que não fosse o mesmo desafio, mas, ao mesmo tempo, tinha medo de estar certa em sua especulação.
Mas se não fosse o caso?
Talvez ela não conseguisse vencer um clone seu, principalmente porque um dos maiores motivos para Gajeel ter vencido era a sua capacidade de recuperar energias após comer ferro, algo que obviamente ela não possuía.
Felizmente, Natsu era muito mais forte que ela e poderia “vencê-la”, mas e se houvesse uma cópia dele também?
Aquilo seria problemático.
— Se for uma cópia sua… — O Dragneel pareceu suar com a possibilidade. — … Não tire o colar que a Wendy te deu quando usares um Star Dress, não consigo distinguir pelo cheiro, mas se tivermos sorte, tal como a cópia do Gajeel, essa não vai copiar acessórios… — Lucy não compreendia.
— Você só precisa dar um rugido rápido na minha cópia! — Na verdade, ela não sabia qual golpe dele poderia nocauteá-la.
— Não posso…
— O quê, como assim “não pode”? — Ele engoliu seco.
— Você aguenta muito mais, além disso, a cópia do Gajeel não tinha cheiro como essa, e eu… Eu não posso arriscar e acabar machucando você… — Os olhos castanhos se arregalaram.
Justamente o homem que estava disposto a atacar a própria guilda inteira hesitava contra uma provável cópia dela?
— E daí? — questionou. — Se tiver que me machucar para salvar o dia, então me machuque. — Deu de ombros.
— Luce… — A encarou um pouco triste.
— Tudo bem, eu sei que o Natsu que eu conheço nunca me machucaria de propósito — corou. — Na verdade, você nunca o fez — Olhou para o lado. Todas as vezes que ele agiu que nem um verdadeiro i****a com ela foi por pura ingenuidade, porque se ele soubesse que ela ficaria triste por tudo, não o faria. — Eu confio cegamente em você, Natsu. — Sorriu docemente.
Talvez depois daquele desafio, ela também teria algo para dizer a ele.
Natsu sabia que sua parceira estava diferente apenas pelo sorriso, mas era o diferente que ele gostava nela, a única mulher que ele sabia que o amava daquele jeito único.
— Seu coração está acelerado. — Lucy ficou com vergonha por ouvir aquilo.
— E DAÍ QUE ESTÁ? ANDE LOGO E ENTRE POR ESSA PORTA! — A ordem o fez rir.
— Certo, certo! — Ele entrou na sala, e logo atrás dele, Lucy fez o mesmo.
— UM CORAÇÃO! — Os dois gritaram ao ver que no meio da nova sala, tinha um coração feito de cristal.
O objeto brilhava tanto, e era lindo demais!
— Posso pegá-lo? — Sabendo que após tocar o objeto o verdadeiro desafio começaria, o Dragon Slayer pediu autorização.
— Estou pronta! — Avisou com a chave de Taurus em mãos, no entanto, uma sensação r**m os fez arrepiar.
—ARGH!!
— Natsu! — Assustou-se com ele. — Ahh! — Uma onda mágica a atingiu e Lucy caiu de joelhos no chão.
Assim que o Mago do Fogo tocou o objeto, seu corpo inteiro estremeceu e aturdido ele também caiu de joelhos no chão.
“ — Ei, Natsu… — Cana chamou a atenção do i****a que devorava uma quantidade considerável de comida enquanto esperava a chegada dos parceiros de missão.
— Faha, Gana. — A comida não o deixava falar direito.
— Engole antes de falar algo, seu i****a! — Ele deu de ombros. — Enfim… — Suspirou. — Sei que ontem eu disse que a missão vos aproximaria, assim como sei bem que você fará isso acima de tudo, mas… — Ela olhou seriamente para a loira que acabara de entrar com sua mochila nas costas. Charles, Wendy, Juvia e Erza também estavam com ela e cada uma com suas coisas. — Protege a Lucy. — Pediu preocupada. Natsu engoliu o restante da comida de uma vez só e levantou. Faltava apenas Happy que correu atrás de peixe fresco.
— Pode deixar comigo, Cana! — Mesmo que Cana não pedisse, ele o faria.”