Afobado

1620 Words
Gabriel narrando. Entramos juntos no ambiente, e com um discreto sinal, aviso aos seguranças que elas estão comigo. A energia do lugar é contagiante: luzes baixas, música pulsando no ritmo perfeito e olhares curiosos se voltando para nós. Alguns homens as observam com interesse, e eu não hesito em chamar meu segurança para perto: — Tirem eles daqui — falo baixo, e ele assente, deslizando pelos cantos com eficiência silenciosa, afastando qualquer interrupção indesejada. Bruna se vira para mim, e não consigo evitar o sorriso que escapa, nem sei exatamente o motivo. O simples fato de ela estar ao meu lado já me deixa satisfeito, como se o mundo inteiro se ajustasse ao nosso redor. — O que foi? — pergunto, e ela dá um passo, encurtando nossa distância. Sorrio de lado, apreciando a ousadia. Minha vontade é tocá-la, marcar meu território, avisar a todos que ela está comigo, mas aprendi que a conquista exige sutileza. Vocês podem não acreditar em amor ou obsessão à primeira vista, mas eu acredito — é tradição na minha família. Sempre soube que teria minha mulher para o resto da vida, do jeito que minha mãe me ensinou, mas nunca imaginei que ela seria tão linda, tão completa. Cada detalhe dela me fascina: os olhos que brilham com inteligência e fogo, o corpo perfeito como uma escultura de Vênus, o sorriso capaz de iluminar qualquer ambiente e aquela raiva que tempera tudo, tornando cada momento imprevisível e excitante. — O que foi, minha maluquinha? — pergunto, provocando, e vejo que ela perde o raciocínio, mordendo o lábio com um misto de irritação e curiosidade. — Sua? — ela responde, meio incrédula, e eu seguro seu queixo de leve, olhando demoradamente para sua boca, sentindo cada detalhe que me enlouquece. — Toda minha — digo, firme, e ela ri, negando com a cabeça de maneira provocadora. — Primeiro, vamos conversando. Depois veremos se posso ser sua… por uma noite — ela se vira, andando à minha frente com aquele ar de desafio, e eu a sigo com um sorriso, encantado com cada movimento. Cada segundo ao lado dela é melhor que o anterior. Amo a fúria dessa mulher. Minha mãe iria adorá-la — se soubesse da intensidade com que ela me prende. Quando ela sobe em um banco do bar junto com a amiga, o garçom parece ignorá-las no meio de tantos clientes, até que eu me aproximo. — Com licença, minha linda — digo, me colando a ela de maneira protetora, e assim que o garçom me vê e me reconhece, corre para atender com presteza. — Quero um whisky sem gelo, e as meninas… — Duas tequilas — elas pedem em uníssono, e ele sai apressado para preparar os drinks. Me afasto dela com muito custo, desejando estar quase colado ao seu corpo, respirando seu perfume doce e envolvente. Mas lembro do senso que minha mãe sempre me ensinou a ter — controle, sutileza, conquista. Meu irmão Damon ainda é igual ao nosso pai, meio atrapalhado e despreocupado, sem pensar em mulheres ou relacionamentos, então essa parte da vida dele está tranquila. — Querem ir dançar? Ou para o VIP, ficar mais à vontade? Tem um bar tranquilo lá em cima — digo alto, perto delas, para que possam ouvir. A amiga de Bruna apenas olha, esperando Bruna decidir. As bebidas chegam, elas pegam os copos, brindam e bebem, e eu observo cada gesto da minha maluquinha. Dou um gole no meu whisky, paciente, enquanto ela pensa, mexendo levemente os cabelos com a mão livre. — Eu vou circular. Qualquer coisa, grita — a amiga de Bruna diz, e eu sorrio, feliz por finalmente ficar sozinho com ela. — Talvez possamos subir — Bruna concorda com dificuldade, mas segura meu braço com firmeza. A guio cuidadosamente, e discretamente meus seguranças abrem espaço, mantendo nossa privacidade. Subimos a escada, pego dois drinks decentes no bar antes de a levar para a última sala VIP, vazia e silenciosa, perfeita para nós. Sentamo-nos no grande sofá, e meu corpo aquece instantaneamente quando ela se senta pertinho, a distância mínima de uma palminha. — Você não quer dançar? — pergunto, admirando sua postura relaxada e provocativa. — Aqui não tem ninguém, e estou com preguiça de ir lá embaixo — responde, esticando as pernas, e eu a olho, ofendido, mas encantado. — Eu estou aqui. Podemos dançar juntos — digo, e ela me surpreende jogando as pernas sobre o meu colo com naturalidade. — Vamos conversar primeiro. Está de férias, Gabriel? — pergunta, lançando-me aquele olhar curioso e audacioso. — Sim, apenas uma semana. E esse foi o melhor dia dela — respondo, e ela dá um sorrisinho que me derrete. — E você, minha linda? — Estou com alguns dias de férias. Trabalho de secretária, e como meu patrão viajou, eu também — revela, sem saber que isso a torna ainda mais perfeita aos meus olhos. — Bom, você gosta do que faz? — pergunto, passando a mão sobre suas pernas e fazendo uma massagem suave, sentindo a pele quente e sedosa sob meus dedos. — Você é muito lerdinho — comenta, e antes que eu possa reagir, ela pula no meu colo, pressionando-se contra mim, e começa a me beijar com intensidade. Eu a abraço, retribuindo cada gesto com ainda mais intensidade. Uma mão segura suas pernas, a outra percorre suas costas até a nuca, puxando levemente seus cabelos, sentindo cada reação dela, cada suspiro que me enlouquece. O ambiente ao redor desaparece. Somos só nós, a música distante, o perfume dela e a eletricidade que percorre cada toque e cada beijo. Ela sorri no meio do beijo, daquele jeito provocador que me desmonta inteiro, e morde meus lábios antes de me atacar novamente, com ainda mais vontade. Um arrepio forte percorre meu corpo quando sinto suas unhas arranharem meu pescoço, descendo devagar, marcando, como se ela soubesse exatamente onde tocar para me tirar do eixo. Meu corpo reage sem pedir permissão. Sinto meu p*u ficar duro quase imediatamente, e fecho os olhos por um segundo, torcendo para que ela não perceba. Não quero ser um babaca afobado, não quero parecer desesperado… mas quando ela se mexe lentamente em meu colo, encaixando-se de propósito, sinto que estou a um passo de explodir. Ela interrompe os beijos de repente e se levanta, e meu coração quase para, achando que fiz algo errado. Antes que eu consiga abrir a boca, explicar qualquer coisa, ela se senta novamente, agora de frente para mim, com uma perna de cada lado do sofá. A visão me deixa sem ar. Suas mãos voltam para o meu corpo, passeando pelo meu peito, descendo devagar, e instintivamente volto as minhas, segurando sua cintura e a prendendo contra mim. — p***a, Bruna… — escapa da minha boca, num sussurro rouco. Ela ri, aquele riso baixo e malicioso, e começa a rebolar lentamente no meu colo, no ritmo da música que toca ao fundo. Jogo a cabeça para trás, tentando recuperar o controle, mas ela sobe as unhas do meu pescoço até minha orelha, arranhando de leve, arrancando um gemido contido. — Quer sair daqui? — peço, com a voz baixa e urgente. — Por favor… eu não quero que ninguém veja você assim. Ela sorri ainda mais, claramente gostando do efeito que causa em mim. — Poxa… nem vamos dançar lá embaixo? — faz um biquinho lindo, sem parar os movimentos provocantes, me levando à loucura. Com muito esforço, me ergo e mordo seus lábios, firme, decidido. — Você pode dançar pra mim no meu quarto. Agora vamos. Me levanto com ela ainda no meu colo, e sua risada leve e divertida soa como música para os meus ouvidos. Minhas mãos descem automaticamente para sua b***a, segurando com vontade, mas ela tenta descer. Permito, a contragosto, não querendo chamar atenção demais. Em pé, normalmente, menos olhos estarão voltados para nós. — A Milena… — ela avisa, lembrando da amiga. Assim que descemos, seguro sua mão, impedindo que se afaste. Me aproximo de um dos meus seguranças e aponto discretamente para a amiga de Bruna. Explico rapidamente para avisarem que estamos saindo e que ela tem acesso total à área VIP. Ele assente e segue em direção a ela. — Pronto, minha linda. Sua amiga pode aproveitar a área VIP e já está avisada da nossa fuga. Vamos? — digo, e ela concorda com a cabeça, deixando que eu a conduza. Saímos rapidamente. Pego a chave do meu carro e destravo. Ela não demonstra nenhum interesse pelo modelo caro; em vez disso, vai direto tentar mexer no rádio, curiosa. Entrego meu celular a ela, e percebo sua expressão confusa. — Por aí você controla a música do carro — explico. Ela resmunga um “tá bom” e, segundos depois, uma batida alta preenche o interior do carro. — Chegou mensagem — ela avisa. — Pode olhar e me falar, por favor — digo, concentrado na direção. Vejo sua surpresa de canto de olho e não entendo o motivo. Achei que ela se sentiria mais segura com a confiança. Será que fui rápido demais? — Seu pai perguntou se pode te ligar. Ele quer saber quando você volta. — Fala que logo… mas agora estou muito ocupado — respondo sem pensar duas vezes. Ela dá uma risadinha divertida e começa a digitar a resposta. Chego ao estacionamento do hotel onde estou hospedado e entrego o carro ao manobrista. Desço rápido, dou a volta e abro a porta para minha dama. — Vamos, senhorita? — digo, estendendo a mão. Ela aceita, e enquanto caminhamos em direção ao elevador, entrelaço nossos dedos, sentindo o calor da sua pele, certo de que aquela noite ainda está só começando…
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