Caveira Narrando...
Cheguei no meu barraco e fui logo tirando a camiseta, calorão da porrä se maluco. Subi as escadas e fui direto pro banheiro tomar uma ducha. Pago a ducha e saio com a toalha enrolada na cintura, pego meu celular e vejo uma pá de mensagem de piranhä, só que hoje não tô afim de füder nenhuma daqui, tô tranquilo. Me trajo daquele jeitão, coloco minha corrente de ouro, meu relógio e uns anéis no dedo. Não vou levar nada daqui, tenho umas paradas lá na casa da minha coroa e se eu precisar de mais algum bagulho, eu compro. Antes de eu sair, passo uma mensagem pro digão orientando ele dos bagulho todo, e o filho da putä só manda figurinha tirando onda. Negö com a cabeça e guardo meu celular no bolso, saio do quarto e desço as escadas, sigo pra fora de casa e já passo a visão pros cria ficar na atividade. Lá na Itália eu já tenho segurança, por isso não levo nenhum do Rio quando eu viajo. Um dos cria já tá no toque do carro pra me levar, eu só entro e o mermo segue caminho, na atividade como sempre.
No meio do caminho, decidi ligar pra minha irmã.
Ligação On.
— Fala Rebeca...
Rebeca — E ai Henrique... ___ fala sarcástica e eu aperto o cenho, não gostando que ela me chame pelo nome, mas nem adianta reclamar, porque a desgraçada não vai parar, porque ela gosta de testar a minha fé.
— Deixa eu te dar o papo, Feliciano tá armando algum bagulho, fica ligeira e não anda sem segurança, não fica dando mole não, já é...
Rebeca — Ah Henrique... eu estou nessa caminhada a anos, se o Feliciano tá na maldade com a gente, pode ter certeza que eu tô com ele também... eu sei me cuidar, fica tranquilo...
— Tô ligado nisso aí, mas não custa deixar tu em alerta mais uma vez... ___ dou o papo serinho chegando no lugar onde o jatinho já tá esperando. — Tô indo pra Itália... já vou entrar no jatinho.
Rebeca — Chegando lá, manda uma mensagem pelo menos pra eu saber que você tá bem...
— Já é, pode deixar, fé pra tu qualquer parada me liga... ___ dou o papo desligando a ligação.
Ligação Off.
Guardo o celular no bolso e desço do carro, sigo direto pro jatinho. Me acomodo na poltrona e fico marolando em várias fitas, enquanto o piloto prepara os bagulho pra meter o pé.
[11 horas depois]
Chego em Itália, espero o jatinho pousar e desço, porrä odeio viajar, fico neurótico dentro daquele bagulho fechado, aqui já são sete horas da noite, fuso horário é diferente, quatro horas na frente do horário de Brasília. Meus seguranças já tão tudo no aguardo, sigo pro carro e mando o cria meter marcha pra casa da minha coroa, aproveito e já mando mensagem pra Rebeca dando o papo que eu cheguei.
[...]
Ferit — Chegamos patrão... ___ fala parando o carro na frente da casa da minha coroa e eu concordo manjando com a cabeça.
— Já é, valeu... ___ falo abrindo a porta do carro e saio.
Sigo pra frente do portão, coloco minha digital e o portão se abre, entro diretão e abro a porta.
Aurora — Aí eu não acredito... finalmente você veio me ver filho... ___ fala aparecendo na sala.
— E aí coroa, como que a senhora tá? ___ pergunto indo na sua direção e dou um beijo na sua testa — tá gatona pô...
Aurora — A idade pra mim tá fazendo bem... ___ fala convencida e eu concordo puxando um sorriso de canto.
— Tá certa... a senhora tá sozinha aí? ___ pergunto olhando pros lados e ela me olha desconfiada.
Aurora — Por que em? tá querendo alguma coisa? ___ pergunta segurando na minha mão e me levando pra sentar no sofá.
— Eu não tô querendo nada não, só tô perguntando mermo, posso não coroa? ___ pergunto bagunçando o cabelo dela e ela já me encara.
Aurora — Para de graça Henrique... eu vou te bater, a saudade é grande, mas a vontade de te dar uns tapas pode ser maior ainda ___ fala boladinha passando a mão no cabelo e eu dou risada — Eu fiz arroz carreteiro e também carne com mandioca, as duas opções pra ti escolher... ___ fala sorrindo e antes de eu responder ela, uma voz que eu conheço bem ecoa pela sala, putä que pario, não era pra ela tá aqui agora.
Mayara — Dona Aurora, eu já tô indo... ___ fala descendo as escadas e eu olho pra dona Aurora que tá com um sorriso satisfeito no rosto.
Aurora — Tá linda minha filha... mas fica pra jantar com a gente... depois você sai curtir a baladinha ___ fala de forma divertida levantando e eu engulo seco. Levanto e viro olhando pra ruiva na minha frente, caralhoo por foto ela já tava linda, mas pessoalmente tá um avião fi, gostosa demais.
Mayara — Oi caveira... tudo bem? ___ pergunta se aproximando de mim e me cumprimentando com um beijo no rosto, seu cheiro entra no meu nariz, além de gostosa e cheirosa, papo reto, não foi uma boa ideia ver ela assim não, sem caô.
— E aí Mayara... tá de boa? ___ pergunto neutro quando ela se afasta e a merma concorda com um sorrisão no rosto, filha da putä ruiva, já começou a perturbar minha mente.
Mayara — Tô bem... obrigada por perguntar ___ fala de forma serena e eu desço o olhar pro seu corpo, não consigo deixar de apreciar a visão, ela mudou muito, papo só.
Aurora — May... vai ficar com a gente né ___ fala mais uma vez e a merma olha pra mim, e volta a encarar minha coroa e por fim ela concorda.
Mayara — Tá, eu fico... depois eu saio, só vou avisar o Daniel___ fala e a minha coroa concorda, ela da as costas e se afasta saindo pro jardim, estreito meus olhos encarando ela de longe, que porrä é daniel? que maluco que é esse.
Aurora — Filho... fecha a boca, se não vai molhar a minha casa ___ diz sarcástica e sai indo pra sala de jantar dando risada. Só aí que eu me dou conta que eu não tiro os olhos da maluca que tá do lado de fora, conversando com alguém no celular, papo reto, já me deixou boladão, quando eu vejo já tô saindo pro lado de fora também e cruzo meus braços, observando ela que ainda não notou a minha presença no jardim...
Contínua...