Bravo Narrando A madruga tava fria, mas dentro de mim era só fogo. A raiva queimava no peito, o sangue fervia na cabeça. Desde que Tamara mandou o papo que tinha conseguido despistar o filha da putä do Hudson e tava escondida na casa de uma moradora, eu não pensava em outra coisa: ir buscar ela ou morrer tentando. Na contenção comigo, só os brabo. Pulga, Gafanhoto e Canela. Cada um com a mão na buzina, e dedo leve no gatilho. Só cria que não pipoca. Pulga — Fala tu, Bravo , qual vai ser? ___ O cria soltou, dando aquela ajeitada na bandoleira do fuzil. — Entramos no sapatinho ou já descendo esculachando? — No sapatinho se der. No rajadão se precisar. ___ Falei tragando o ar gelado da madrugada, batendo o pente no peitö. Canela — Aí, assim que eu gosto. A tropa já vem no pique. ___ Sol

