⚜️🔱 CAPÍTULO 4🔱⚜️

1185 Words
♣️CAPÍTULO 4♠️ HADES Fabrizio era a cara do desespero, andando de um lado para o outro e a mulher deitada na cama. Coloco minha calça apenas, e vou até ela. Sinto que respira baixinho, morta não estava! - O que você fez seu maldito – ele diz passando a mão entre os cabelo - Ela está viva, deve só ter desmaiado com a enforcada que dei – digo sério - Se você tiver matado essa mulher, não voltaremos nunca mais para casa – ele diz entrando em desespero - Estamos no Brasil Fabrizio, não se esqueça- digo pegando o maço de charutos e completo: Deixe-a descansar e logo ela retomará a consciência! Sento na varanda e fico dali olhando a mulher deitada nua na cama enquanto fumo meu charuto. Horas iam passando e nada dela acordar então decido ir até lá... - Linda, hora de acordar – digo acariando seu rosto Ela suspira e abre lentamente os olhos, a princípio vejo um sorrisinho em seu rosto, mas quando de fato ela me vê se encolhe na cama e grita: - Fique longe de mim – diz passando a mão em seu pescoço - Saia Hades, deixe que conduzo daqui – Fabrizio diz tocando meu ombro e assim saio de perto deles A mulher estava completamente assustada e me fez refletir que será que perdi o jeito com as mulheres? Não sei mais como ser carinhoso e cordial com uma dama? Fabrizio ajuda ela se recompor e nem ao menos um adeus ela me deu (risos). - Nunca mais me faça passar por isso seu filho da putä – Fabrizio diz atirando minha camisa em meu peito - Não foi r**m, ela só não aguentou – digo rindo - Pelo menos não acabou com a viagem, podíamos estar indo presos agora – Fabrizio diz alto - Vá dormir meu caro, mas tarde falamos – digo saindo do quarto Sigo para meu quarto e vou direto para um banho frio. Fico ali deixando a água fria cair em minha cabeça e me pego pensando que nesses 40 anos vividos nunca tive tempo para me dedicar a mulher alguma. As mulheres que passavam pela minha cama, não durava mais que uma noite, e nunca havia acontecido o que aconteceu dessa vez. Eu estava gostando e estava bem excitädo, mas em algum momento ali percebi que não era somente minha face branda que participava. Mesmo sendo um fodidö sempre zelei pelas mulheres que me envolvia, mas dessa vez eu perdi o controle. Decidi que não me envolveria com mais ninguém nessa viagem, iria curtir e descansar apenas. Mulheres? Deixa pra quando voltar pra casa. Curtimos algumas casas de show, e numa delas baixei a guarda e bebi, bebi a ponto de não saber onde estava, fazia tempo que não fazia isso. - Vamos meu amigo, alguém aqui precisa de um banho frio – Fabrizio diz rindo - Nasci pra ser um fodidö, aquele verme de meu pai só tem interesses sobre minhas habilidades e agora nem mesmo com mulheres que antes era minha especialidade perdi a mão – digo com a voz arrastada - Vamos, que amanhã você sentirá vergonha de você mesmo – ele diz jogando meu braço em volta de seu pescoço Assim que ele me deixa no quarto insiste que preciso de ajuda, mas peço que saia e me deixe só. Embora estivesse bem bêbado ainda tinha bastante consciência de tudo ali. Fico deitado olhando para o teto e me afirmando que me vida certamente se resumiria nisso, várias mortes para dar conta e fadado a ficar sozinho. Me levanto escorando nas paredes até derrubar o abajur e cortar minha mão, entro no banheiro e vou desabotoando minha camisa e olhando todas as cicatrizes que adquiri ao longo da vida, e a qual me chama mais atenção é uma da região do tórax, me lembro perfeitamente da emboscada que sofri que quase me tirou de combate. As vezes se confundir em ser um demônio te faz pensar que você tem a mesma eternidade dele, só que não, não passamos de humano com ego exacerbado achando que possuímos peito de aço. Entro para o banho e fujo desses pensamentos que podem me levar de alguma forma fraquejar, posteriormente faço um curativo em minha mão e vou me deitar, amanhã seria nosso retorno pra casa e certamente Sr. Marconi estaria bem receptivo a nós (contem a ironia). No dia seguinte acordo daquele jeito, minha cabeça explodindo de dor, meus olhos vermelhos e aquele humor que o d***o me deu. - Bom dia Príncipe Hades – diz Fabrizio debochando - Sem gracinhas por favor – digo entrando no carro Seguimos a viagem em silêncio, vejo que em meu celular tem várias ligações perdidas mas não dou a mínima, deixaria pra passar mais raiva quando chegasse no castelo. - Espero que tenha feito boa viagem Sr. Hades – diz o porteiro abrindo a porta do carro Não respondo e vejo que Fabrizio apenas acena positivo com a cabeça. - Achei que não voltaria mais, afinal a esbornea sempre foi seu local favorito – diz o velhote descendo as escadas - O que quer comigo? O que faz em minha casa – digo de costas a ele - Amanhã teremos um encontro que irá anteceder há um leilão que iremos prestigiar – ele diz e noto um suspiro então me permito olhar para ele. - Leilão do que? Inquiro - De mulheres meu caro – ele diz sorrindo - Você não tem vergonha? mau se aguenta em pé, você me dá nojo – digo dando as costas e seguindo enfrente - Veja só como fala comigo senza valore – ele grita mais não dou a mínima Peço a Fabrizio que me passe mais informações sobre esses eventos, sim, tínhamos o hábito de ir nesses leilões. Até o momento não arrematei nenhuma mulher. A maioria delas são viciadas em algum tipo de drogä e pra mim não era interessante. Geralmente esses leilões aconteciam em casas noturnas, e somente os chefes da máfia que participam, a nata da máfia! Sr. Marconi já havia arrematado várias, mas não durava nada. Ele judiava tanto das mulheres que elas preferiam a morte do que ele. As mais requisitadas eram as brasileiras e as j*******s, valem bem mais que as outras e se for virgem os homens eram capazes de sair na mão por elas. Tudo por uma noite e depois o descarte vinha, e geralmente da pior forma possível. A madrugada já batia as 03 da manhã e lá estava eu com meus pensamentos intrusivos, até alguém bater na porta.. - Entre – digo baixo - Hades, amanhã o encontro terá os Hernandes e os Godoy também, então precisamos de muita atenção. Você ficará na vista? – inquire Fabrizio - Ficarei, mas iremos colocar homens a disposição de todo local. Onde será? – pergunto sério - Na Sirrê House – ele responde baixo - Não seria diferente – digo bebendo um gole de whisky Ficamos mais um tempo conversando, e decido descansar um pouco. Os dias prometiam fortes emoções ou melhor as próximas horas.
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