Allan chega na casa dos seus pais e é recebido por uma das empregadas, Allan sorrio ao vê sua mãe no sofá. A empregada sorriu para ele e se retirou, deixando os dois a sós. Allan se aproximou do sofá e sua mãe levantou para abraçá-lo calorosamente.
— O meu Deus, que surpresa maravilhosa, Allan! Por que você não me disse que vinha? Eu teria mandado a empregada preparar seu prato favorito.— disse ela com entusiasmo.
Ele a abraçou com carinho, sentindo-se acolhido e amado.
— É tão bom te ver, mãe. Eu decidi vir hoje de manhã, mas não se preocupe, vou ficar aqui por alguns dias— explicou Allan.
A mãe de Allan sorriu ainda mais amplamente.
— Isso é maravilhoso! Tenho certeza que a Antonella vai ficar radiante com essa notícia.— disse ela, enquanto os dois se sentavam no sofá, prontos para aproveitar os momentos em família.
Allan subiu as escadas em direção ao quarto da sua irmã. Batendo na porta, ele esperou por uma resposta, mas o silêncio prevaleceu. Decidido a ver como ela estava, ele girou a maçaneta e entrou no quarto. Seus olhos encontraram Antonella deitada na cama, olhando pensativamente para o teto.
— Allan! Que surpresa você aqui.—disse Antonella com uma voz suave, trazendo um pequeno sorriso aos lábios da casula
— Eu precisava te ver, maninha.— respondeu Allan, se aproximando da cama e abraçando a mais nova.— Percebi que fazia muito tempo desde a última vez que passamos um tempo juntos. Como você está?
Antonella suspirou, revelando uma mistura de tristeza e preocupação em seu olhar. — As coisas têm sido difíceis ultimamente... Muitas mudanças e incertezas apareceu na minha vida.— ela admitiu.
Allan sentou-se na beirada da cama, olhando para sua irmã com empatia.
— Você sabe que pode sempre contar comigo, não é? Nós somos uma equipe, lembra? Juntos, podemos enfrentar qualquer desafio.— ele lembrou a ela sobre o lema da família, ela segurou a mão do irmão com gratidão.
— Eu sei, Allan. Ainda bem que você está aqui. Ter você ao meu lado me dá forças para enfrentar qualquer coisa que a vida nos apresentar.
— Vou ficar um tempo com você… E também o papai me pediu ajuda.
— Para o que?
— Para colocar os bandidos que te roubaram na cadeia.
— Ah não Allan, eu não quero ir para uma delegacia depor, já basta o que eu já estou passando aqui.—Ela fala com os olhos cheios de lágrimas
— Calma Antonella, fica calma
Allan tenta acalmar a irmã de uma crise de Pânico que ela estava começando. A respiração de Antonella se tornou curta e rápida. Seu coração batia descontroladamente, como se quisesse escapar do peito.
Allan, sentado ao lado dela, percebeu imediatamente que a filha estava tendo um ataque de ansiedade depois de anos, ele então começa a falar.
— Antonella, estou aqui com você.— disse ele em voz baixa, tentando transmitir segurança para a irmã. Os olhos dela estavam arregalados, sua expressão aflita. Ela lutava para controlar a avalanche de sensações avassaladoras que a consumiam. Allan conhecia bem esses momentos e sabia que a calma era crucial.
Com voz firme, mas suave, ele sugeriu: — Vamos fazer isso juntos, respire comigo. — Ele começou a guiar a respiração, inspirando profundamente e expirando lentamente e Antonella tentou imitar o irmão como ele pediu e aos poucos sua respiração descompassada começou a se sincronizar com a de Allan, pouco a pouco, a tempestade dentro dela começou a se dissipar. Allan continuou a falar palavras de encorajamento e apoio, lembrando-a de que ela não estava sozinha. Ele permaneceu ao lado dela, oferecendo seu apoio inabalável até que a calma retornasse.
Finalmente, depois de um tempo que pareceu uma eternidade, os olhos de Antonella perderam a intensidade do pânico. Seu corpo relaxou gradualmente, e as lágrimas silenciosas que haviam brotado em seus olhos começaram a secar. Allan sorriu gentilmente, orgulhoso do progresso que haviam feito juntos.
— Está melhor?— ela balança a cabeça que sim
— Então deita um pouco e dormi.
— Tudo bem.— ela fala e faz o que o irmão falou e depois de alguns minutos Antonella dormiu e Allan desceu para o andar de baixo onde vê sua mãe.
(...)
— E aí, como foi com a Antonella?
— Não muito bem, ela acabou entrando em uma crise de ansiedade, mas agora está tudo bem, ela ficou dormindo, deixa ela descansar um pouco.
— Tudo bem, deixa ela lá, o seu pai está te esperando no escritório
— Tá bom mãe, eu vou lá.
Allan seguiu pelo corredor e ao chegar em frente a porta do escritório do seu pai, Allan
bateu na porta e entrou logo em seguida e pode vê seu pai com um semblante sério, folheando alguns papéis, visivelmente inquieto.
— Porque não veio direto pra cá Allan?
— Fui falar com a Antonella antes
— Tudo bem, vamos trabalhar pois ainda temos muito o que fazer, não podemos mais adiar isso, Allan. Precisamos lidar com essa situação da sua irmã, esses delinquentes precisam ser punidos.— Tonny disse e
Allan se aproxima do pai, com uma expressão determinada.
—Pai, eu entendo a gravidade, mas você viu como ela está. Antonella não está em condições de enfrentar tudo isso agora.— Allan fala preocupado
O pai olha para Allan, ponderando suas palavras.
— Filho, eu sei que é difícil, mas precisamos agir. Não podemos ignorar o que aconteceu.
Allan olha nos olhos do pai, implorando por compreensão.
— Eu sei, pai, mas ela precisa de tempo. Precisa de apoio, de nós. Ela não vai conseguir enfrentar tudo de uma vez, não agora, ela entrou em crise só quando mencionei dela ir depor na delegacia.— nesse momento a mãe de Allan chega e como ouviu a conversa começa a falar demonstrando preocupação.
— Ele tem razão, querido. Antonella está muito abalada. Precisamos cuidar dela antes de tomar decisões precipitadas.
O pai suspira, percebendo a validade dos argumentos de Allan e de sua esposa.
— Ok, ok, tudo bem, vamos dar a ela o tempo que precisa. Mas não podemos adiar isso indefinidamente.— Allan assente, agradecendo ao pai pela compreensão.
— Obrigado, pai. Vamos estar aqui por ela, juntos.
E assim, a família decide dar a Antonella o apoio e espaço necessários para que ela possa enfrentar a situação quando estiver pronta.
(...)
Berenice e Kelvin chegam à casa de Antonella, trazendo consigo um pouco de animação e Berenice fala sorrindo.
— E aí, Antonella! Trouxemos um pouco de ânimo para sua recuperação!
— É isso aí! Vamos fazer desse lugar o lugar mais divertido do mundo!— falou Kelvin sorrindo também entrando no quarto da amiga e Antonella sorri, agradecendo pelo gesto dos amigos.
— Vocês são demais, sério.
Enquanto isso, Allan está ali, um pouco tímido no meio da agitação dos amigos da sua irmã.
— Olha só quem está aqui! E aí Allan, o que faz aqui? Veio nos defender foi?— Ela fala brincando e todos riem, inclusive Allan, que aceita a brincadeira de bom humor.
—Você sempre exagera Berenice.
— Ah, pára com essa modéstia, cara— Kelvin diz
Berenice continua, lançando mais uma piadinha descontraída.
— Você já se casou bonitão?— Berenice fala se insinuando
— Berenice!— seu irmão fala com Tom de aviso e Allan percebendo o rumo da conversa disse.— Ok, ok, parem com isso. Vamos aproveitar a visita e alegrar a Antonella.
A atmosfera na sala se torna alegre e vibrante, com os amigos de Antonella trazendo um pouco de diversão para o ambiente. As piadinhas de Berenice não só arrancam risos, mas também ajudam a criar um ambiente descontraído e acolhedor para todos.